Em mercados

Acompanhando bolsas europeias e dados nos EUA, Ibovespa abre em alta

Indicadores norte-americanos surpreendem positivamente; FMI anuncia que reduzirá projeção de crescimento global em 2012

SÃO PAULO - O Ibovespa incia as negociações do pregão regular desta sexta-feira (6) no campo positivo, ao apontar alta de 1,14%, aos 59.212 pontos, na esteira da divulgação do relatório de emprego nos Estados Unidos, o qual mostrou a criação de 200 mil postos de trabalho em dezembro, superando as projeções de 150 mil.

O benchmark da bolsa brasileira acompanha o desempenho positivo do mercado acionário europeu, que já registravam alta guiado pelas expectativas positivas quanto ao Payroll norte-americano. Contudo, alguns analistas acrditam que, mesmo com o bom número apresentado, o foco dos mercados deverá continuar voltado à Europa.

O Ibovespa caiu 1,38% na sessão anterior, com o pessimismo em relação ao desenrolar da crise da dívida da Zona do Euro. Apreensão a qual foi intensificada por Christine Lagarde, diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), que em visita à África do Sul nesta sexta-feira afirmou que a instituição reduzirá sua previsão de crescimento global para 2012 no final deste mês.

O analista técnico da Gradual Investimentos, Régis Chinchila, avalia que o principal índice da BM&FBovespa respeitou o suporte na região dos 58 mil pontos, com a queda da véspera após quatro pregões consecutivos de ganhos. "A sinalização de topo somente será confirmada com rompimento desse apoio. Por outro lado, a força compradora continua com resistências importantes a serem rompidas, entre 59.600 pontos e 59.900 pontos".

Dados da economia
Além do Payroll norte-americano, o Departamento de Trabalho dos EUA também revelou que a taxa de desemprego recuou para 8,5% - inferior às expectativas de 8,7%. No Brasil, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos) divulga o ICV (Índice de Custo de Vida).

Entre os indicadores já revelados nesta manhã, está o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor - Amplo) de dezembro, que fechou em avanço mensal de 0,50%. No acumulado do ano, a taxa ficou em 6,50%, exatamente o teto da meta de inflação estipulado pelo Governo.

 

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