Em mercados

Mercados externos instáveis ante votação na Alemanha, Troika e dados econômicos

Parlamento alemão aprova ampliação de fundo de resgate, enquanto EUA publicará a revisão final do PIB para o 2T11

SÃO PAULO – As notícias provenientes da Europa continuam a pressionar ou impulsionar os mercados internacionais. Nesta quinta-feira (29), após a aprovação da expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) pelo parlamento da Alemanha, os principais contratos futuros sobre índices de ações nos EUA registram alta.

“Isso está longe de ser a solução do problema, mas é a quebra de uma resistência importante da Alemanha”, escreve o analista da Cruzeiro do Sul Corretora, Jason Vieira.

No entanto, a maior parte dos índices acionários da Europa recuam, apesar da sinalização positiva alemã, uma vez que o cenário continua incerto por conta do retorno da Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) à Grécia. Caso as autoridades internacionais avaliem negativamente as metas fiscais do país, este poderá não receber o empréstimo de € 8 bilhões e, assim, não honrar com seus compromissos em outubro.

“De modo geral, as perspectivas para a economia internacional seguem pessimistas e instáveis o que, consequentemente, deve manter os mercados financeiros internacionais e locais voláteis e sem direção no curto prazo, pelo menos até que medidas concretas e coordenadas sejam anunciadas no âmbito da Zona do Euro”, ressalta Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Itália e Alemanha com sinalizações contrárias
Neste sentido, chama atenção o leilão de títulos da Itália, a qual colocou no mercado € 7,9 bilhões em títulos com vencimento em 2014, 2021 e 2022. Com uma demanda inferior ao das últimas emissões, o montante captado é inferior ao limite máximo e os yields dos papéis registraram alta em todos os prazos.

Já na economia mais forte da região – a Alemanha -, os sinais desta manhã são positivos, já que além da votação para a ampliação do fundo de resgate, a taxa de desemprego em setembro, em 6,9%, surpreendeu os mercados ao cair ao menor nível desde a reunificação do país.

Indicadores econômicos
Por outro lado, o investidor também deve se atentar par a agenda de indicadores econômicos. “Para a sessão desta quinta na Bovespa, recomendamos especial atenção aos dados de inflação ao atacado no Brasil e à divulgação do PIB no segundo trimestre nos EUA, além de novos dados imobiliários”, escreve o head de análise da Ágora Corretora, Marco Melo.

No cenário interno, destaque para o anúncio por parte do Banco Central de que a economia brasileira deverá crescer 3,5% neste ano, inferior aos 4,0% projetados anteriormente.

 

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