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A Azzas 2154 (AZZA3) informou ter sido surpreendida por um pedido judicial apresentado pelo acionista Roberto Jatahy relacionado à gestão da unidade de moda masculina da companhia. As ações da companhia fecharam com queda de 3,29%, a R$ 19,40, nesta terça-feira (12), após terem chegado a cair mais de 6%.
Segundo a empresa, a decisão sobre a condução da operação cabe ao CEO da companhia, conforme previsto no estatuto social. A companhia destacou ainda que o tema também é regulado pelo acordo de acionistas.
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A Azzas afirmou que, até o momento, não espera impactos sobre suas operações em decorrência do processo judicial. A empresa informou ainda que buscará acesso às informações relacionadas à ação e adotará as medidas cabíveis.
O JPMorgan avalia que a ação judicial movida por Jatahy contra mudanças envolvendo a marca Reserva volta a trazer à tona possíveis disputas internas entre os principais acionistas da Azzas.
Na avaliação do JPMorgan, embora ainda não existam detalhes completos sobre o processo, o episódio reforça preocupações sobre possíveis divergências internas entre os dois principais acionistas da companhia.
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O banco observou ainda que, segundo o acordo de acionistas, a marca Reserva não estaria dentro do escopo de atuação de Roberto Jatahy, que possui direitos ligados à divisão de moda feminina.
Para os analistas, o mercado vinha interpretando que o ambiente interno da companhia estava mais pacificado, o que poderia abrir espaço para melhora de execução operacional e captura de sinergias após a fusão. No entanto, a nova disputa judicial reforça uma visão mais conservadora sobre a trajetória de recuperação de resultados da companhia.
O JPMorgan avalia que questões de governança interna podem dificultar mudanças estratégicas e operacionais dentro da empresa. Com isso, o banco manteve recomendação neutra para as ações da Azzas 2154, com preço-alvo de R$ 24,50.
Em abril, presidente da então unidade de “Fashion & Lifestyle”, Ruy Kameyama, decidiu sair da companhia, desencadeandomudanças em sua estrutura organizacional, com a divisão passando a ter comandos separados para os segmentos feminino e masculino.
Na ocasião da saída de Kameyama, analistas do Santander destacaram que ele era o nono executivo do alto escalão da companhia a deixar a empresa nos últimos anos e que o movimento reforçou preocupação sobre a reestruturação da alta administração.
(com Reuters)
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