Em mercados

Ibovespa segue mercados externos e inicia pregão em terreno negativo

Balança comercial da China decepciona, com um superávit menor que o estimado após desaceleração das exportações

SÃO PAULO - O Ibovespa segue os mercados externos - tanto os contratos futuros sobre índices de ações nos EUA quanto os principais índices acionários na Europa são marcados pelo campo negativo - e inicia o pregão desta sexta-feira (10) em queda de 0,31%, aos 63.275 pontos, após o índice fechar a sessão anterior em alta de 0,69%.

Os investidores avaliam os dados da balança comercial na China para maio, que surpreenderam negativamento o mercado com um superávit menor do que o previsto, de US$ 13,05 bilhões, valor superior aos US$ 11,43 bilhões do mês de abril. No entanto, as importações chamaram a atenção pelo salto de 28,4% na base de comparação anual, frente aos 21,8% de alta registrados no mês anterior. Por outro lado, as exportações do país se desaceleraram e passaram de um acréscimo de 29,9% em abril para 19,4% em maio.

Enquanto isso, o cenário externo continua pressionado também pela situação fiscal na Grécia, cujo debate quanto a uma reestruturação da dívida e um pacote de ajuda financeira ao país continuam em destaque nos noticiários europeus.

Ações
Deste modo, as ações que se destacam em queda nos minutos iniciais deste pregão são as preferenciais da Telesp (TLPP4, R$ 45,20, -1,53%), ordinárias da Cosan (CSAN3, R$ 24,38, -1,30%), preferenciais da Braskem (BRKM5, R$ 23,86, -1,28%), preferenciais da TAM (TAMM4, R$ 32,69, -1,18%) e ordinárias da Marfrig (MRFG3, R$ 13,99, -1,13%).

Cenário incerto
O cenário europeu é marcado pelas intenções de proceder com um forte ajustes fiscal, enquanto no Brasil os indicadores oferecem certo alívio às pressões mais pessimistas sobre inflação, sendo que nos EUA o dia é marcado por redução da atividade e aumento nos pedidos de seguro desemprego, relembra o head de análise da Ágora Corretora, Marco Melo. Deste modo, o analista indica que, com o cenário indefinido para o Ibovespa, a estratégia é "manter ativos em stops curtos ou carregamento de carteira defensiva de ações", escreve em comentário diário.

Volume de vendas no varejo cai
Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que o volume de vendas no varejo recuou 0,2% na passagem de março para abril, o primeiro resultado negativo depois de onze meses de crescimento. No entanto, as receitas revelaram alta de 0,4% no período. Já o emprego industrial registrou queda de 0,1%, conforme dados ajustados sazonalmente, enquanto a folha de pagamento real sofreu baixa de 0,8%.

Já, nos EUA, foi revelado o preços de produtos exportados, excluindo-se o setor agrário, em alta de 0,5% em maio, frente ao mês anterior, enquanto o valor dos produtos importados, desconsiderando-se o petróleo, sofreu alta de 0,4%. Ambos sofreram desaceleração sobre a marcação anterior. Para o restante do dia, os investidores aguardam os números do orçamento governamental.

Petrobras
Por fim, os investidores também devem acompanhar com atenção o desempenho das ações da Petrobras (PETR3, PETR4), cujos papéis possuem o maior peso no índice. Isso porque a companhia revelou após o último fechamento "uma das maiores descobertas realizadas no Golfo do México na última década", ao constatar duas descobertas de petróleo e uma de gás em águas ultraprofundas na área de Hadrian. O volume recuperável é estimado em um número superior a 700 milhões de barris de óleo equivalente.

 

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