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SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) – Após os recuos mais recentes, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a quarta-feira em alta, em sintonia com o avanço firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à expectativa de alta de juros pelo Federal Reserve ainda este ano.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,095%, com elevação de 11 pontos-base ante o ajuste de 13,983% da sessão anterior. A alta interrompeu uma sequência de sete sessões consecutivas de quedas para a taxa de janeiro de 2028.
Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,33%, com alta de 16 pontos-base ante o ajuste de 14,171%.
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Os rendimentos dos Treasuries avançaram durante todo o dia, a despeito de alguma desaceleração após dados mostrarem que os empregos no setor privado norte-americano cresceram menos que o esperado em junho. O indicador da ADP revelou pela manhã a criação de 98 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA no mês passado, abaixo dos 118 mil esperados conforme pesquisa da Reuters.
O relatório da ADP é publicado antes do relatório de emprego payroll de junho, que será divulgado na quinta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho. O indicador da ADP, porém, tem se mostrado pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado norte-americano.
Comentários no fim da manhã do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que as expectativas e os riscos de inflação nos EUA diminuíram nas últimas semanas, também ajudaram a desacelerar a alta dos Treasuries, mas ainda assim elas se mantiveram com ganhos durante a tarde, em meio à perspectiva de alta de juros pelo Fed.
O avanço dos rendimentos dos títulos norte-americanos, conforme operador ouvido pela Reuters, foi o principal fator para a alta das taxas dos DIs ao longo de todo o dia. Além disso, alguns investidores aproveitaram para realizar parte dos lucros após as quedas recentes das taxas.
No noticiário local, um dos destaques foi a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.
Lula tem 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio. Em abril, ambos estavam empatados com 48%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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A candidatura de Flávio também seguia pressionada nesta quarta-feira após notícia de que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher em função de desavenças com o senador.
De modo geral, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que projeta sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias desfavoráveis a Flávio costumam elevar os prêmios na curva a termo, ainda que momentaneamente.
“Qualquer celeuma ao redor do tema da eleição tende a ganhar e a perder relevância muito rapidamente. Ainda é muito cedo”, defendeu Tales Barros, líder de renda variável da W1 Capital. “Se fizer preço, ainda é um elemento de especulação irrelevante”, acrescentou.
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Apesar dos receios em relação ao equilíbrio fiscal, nas últimas semanas os investidores vêm se posicionando para um novo corte da taxa básica Selic pelo Banco Central, em agosto.
Na última segunda-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 57,92% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 37,09% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Uma semana antes, em 22 de junho, os percentuais eram de 29% para corte de 25 pontos-base e 67% para manutenção.
No exterior, às 16h43 o rendimento do Treasury de dez anos –referência global para decisões de investimento– subia 6 pontos-base, a 4,477%.
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(Edição de Pedro Fonseca)

