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As ações da Natura (NATU3) operam em forte alta nesta segunda-feira (31), após a varejista anunciar que o CEO João Paulo Ferreira deixará a companhia após uma década no cargo. Alessandro Carlucci, que já ocupou o cargo de CEO da Natura entre 2005 e 2014 e, mais recentemente, era presidente do Conselho de Administração, retornará ao comando da companhia a partir de 1º de outubro de 2026.
Às 10h39 (horário de Brasília), os papeís da varejista subiam 7,67%, a R$ 9,41.

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Para JPMorgan, a mudança reforça o foco declarado da companhia em rentabilidade, eficiência operacional e disciplina na alocação de capital, ao mesmo tempo em que preserva a continuidade da direção estratégica.
A equipe de analistas liderada por Joseph Giordano interpreta o anúncio como uma renovação da liderança com foco no fortalecimento da execução, e não como uma mudança de estratégia. Diante dos resultados irregulares apresentados pela companhia no passado recente, marcados por problemas de execução, eles acreditam que o mercado tende a receber positivamente a mudança.
Segundo o JPMorgan, a volta de Carlucci traz para o comando um executivo experiente, que já liderou a companhia durante um ciclo anterior de expansão e, como presidente do Conselho, permaneceu próximo ao negócio e acompanhou a operação e a execução da estratégia.
A mudança também prevê o retorno de Fábio Barbosa à presidência do Conselho de Administração. Para o banco, sua volta acrescenta continuidade e disciplina financeira, diante de sua atuação anterior na recuperação financeira da Natura e na reestruturação de sua estrutura de capital.
Por outro lado, o JPMorgan aponta que a transição levanta dúvidas sobre o planejamento sucessório da companhia, que novamente recorre a ex-executivos seniores com profundo conhecimento do negócio para conduzir a próxima fase. Embora a estratégia possa favorecer a continuidade e reduzir riscos de execução no curto prazo, o banco vê espaço para que a Natura ofereça, ao longo do tempo, maior clareza sobre seu pipeline de liderança e os planos de governança de longo prazo.
Negociando a 8 vezes o lucro estimado para 2027, o JPMorgan reiterou recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Natura, com preço-alvo de R$ 11.