Publicidade
Os contratos de minidólar (WDOZ25), com vencimento em dezembro, encerraram a última sessão (31/10) em leve baixa de 0,12%, cotados a 5.414 pontos. O movimento refletiu ajustes técnicos típicos do último pregão do mês, enquanto o índice DXY subiu após falas cautelosas de dirigentes do Federal Reserve, que reduziram as apostas em novos cortes de juros em dezembro.
No Brasil, o dólar à vista fechou em R$ 5,3795, com alta de 1,07% em outubro. Apesar da pressão externa, o movimento foi contido pela liquidez doméstica e pelo bom desempenho das bolsas em Nova York. Para os traders de dólar, o foco segue na trajetória dos juros nos EUA e no fluxo estrangeiro, que deve continuar guiando o câmbio nos próximos dias.
Leia mais: Dólar Hoje: Confira a cotação e fechamento diário do dólar comercial

Ibovespa sobe e mira 150 mil; bolsas em recorde — o fôlego continua?
Ibovespa acumula oito altas seguidas e se aproxima de faixa simbólica dos 150 mil pontos.

Mini-índice (WINZ25) opera com foco na Selic no Brasil e nos dados de emprego dos EUA
Confira o que a análise técnica aponta para o mini-índice hoje (03 de novembro)
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observei que o minidólar encerrou a sessão em baixa, voltando a operar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica retomada do fluxo vendedor. Para que o ativo ganhe tração compradora e reverta o movimento de queda, será essencial romper a resistência em 5.420/5.434,5, o que poderia destravar movimentos em direção a 5.438/5.448 e 5.459/5.469 pontos.
Por outro lado, se o preço perder o suporte em 5.406/5.398, a pressão vendedora tende a se intensificar, projetando 5.390/5.376 como próxima zona de defesa e 5.370/5.366 como alvo mais longo no intradiário.
No gráfico diário, o movimento reforça o tom negativo. O ativo segue numa estrutura baixista de curto prazo, negociando abaixo das médias móveis, o que mantém o viés vendedor dominante. Para buscar repique, será necessário que o dólar supere a região de médias e resistência em 5.434,5/5.459, o que abriria espaço para 5.512/5.577 pontos.
Continua depois da publicidade
Por outro lado, caso o ativo perca a região de suporte em 5.370/5.358, o movimento de baixa tende a ganhar força, com alvos projetados em 5.291/5.243 pontos.
O IFR (14) fechou a sessão em 45,41, permanecendo em zona neutra, sem indicar excesso de sobrecompra ou sobrevenda.

Saiba mais:
Continua depois da publicidade
- A euforia da mão pesada e o baque do medo que quase tiraram o trader do mercado
- Errar rápido, errar barato, ressignificar: os princípios do trader consistente
- De guitarrista a trader: a história de superação de Sérgio Gargantini, criador da ASG
Dólar futuro (WDOZ25): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar manteve o movimento negativo, operando abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos.
O comportamento técnico segue fraco, e o ativo precisará romper a região de 5.434,5/5.445 para tentar uma reação de alta mais sólida. Caso isso ocorra, o próximo alvo comprador será 5.459/5.518, com 5.543,5/5.577 pontos como extensão de movimento.
Enquanto isso, se o ativo perder o suporte em 5.406,5/5.390, a pressão vendedora tende a se intensificar, podendo levar o preço até 5.370/5.358, com 5.321/5.291 pontos como alvos mais longos, reforçando o cenário de continuidade baixista para o curto prazo.
Continua depois da publicidade

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que são pontos de suporte e resistência?
- O que são médias móveis e como usá-las para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
- IFR: O que é o índice de força relativa?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.