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Ibovespa sobe e mira 150 mil; bolsas em recorde — o fôlego continua?

Ibovespa acumula oito altas seguidas e se aproxima de faixa simbólica dos 150 mil pontos.

Rodrigo Paz

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O mercado brasileiro encerrou a semana (31/10) em tom positivo, sustentado por um ambiente externo favorável e pela continuidade do fluxo estrangeiro para ativos de risco. O Ibovespa (IBOV) renovou sua máxima histórica e se aproxima da marca simbólica dos 150 mil pontos, reflexo da confiança dos investidores no cenário doméstico e da melhora no humor global. O avanço das bolsas americanas e o arrefecimento das preocupações com a inflação reforçam o movimento de busca por risco, beneficiando especialmente os mercados emergentes.

No câmbio, o dólar futuro segue pressionado, operando em tendência de baixa e acumulando queda expressiva no ano. Lá fora, Nasdaq e S&P 500 seguem renovando topos históricos, impulsionados pelo bom desempenho das big techs e pela expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve. Já o Bitcoin, após testar sua máxima histórica, perdeu força e opera em consolidação, refletindo a cautela dos investidores em meio à realização de lucros após forte valorização no ano.

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Análise técnica do Ibovespa

O Ibovespa (IBOV) mantém firme sua tendência de alta, acumulando oito altas consecutivas e renovando topos históricos. Na última semana, o índice atingiu a máxima em 149.635 pontos, encerrando pela primeira vez acima dos 149 mil pontos, e se aproximando da importante faixa dos 150 mil pontos, considerada um marco psicológico relevante para o mercado. O movimento reflete a força compradora que segue sustentando o rali iniciado em setembro.

No gráfico diário, o índice negocia acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés altista, embora o afastamento dos preços das médias indique espaço para correções pontuais. O IFR (14) marca 73,44 pontos, em zona de sobrecompra, o que sugere uma possível pausa no curto prazo.

Para manter o ritmo positivo, o índice precisa romper as resistências em 149.635 e 150.000 pontos, mirando os alvos projetados em 150.640, 153.730 e 155.270 pontos.

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Já uma perda da mínima da última sessão (148.773 pontos) pode acionar correção, com suportes em 148.770, 147.430, 144.881, 143.391 e 141.153 pontos, regiões de defesa importantes.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do Dólar

O dólar futuro mantém a tendência de baixa iniciada no fim de 2024, quando atingiu resistência em 6.798 pontos. Desde então, vem renovando mínimas e acumula em 2025 uma queda de 18,39%, pressionado por maior entrada de capital estrangeiro e apetite global por risco. Na última sessão, o contrato formou leve fluxo negativo, permanecendo abaixo das médias móveis, o que reforça o cenário de enfraquecimento da moeda.

No gráfico diário, o ativo renovou a mínima do ano em 5.358 pontos, muito próximo da mínima de 2023 (5.352 pontos), faixa técnica relevante. O IFR (14) está em 45,41 pontos, indicando neutralidade.

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Para seguir em baixa, o dólar precisará romper os suportes em 5.370 e 5.358 pontos, abrindo espaço para 5.352, 5.291 e 5.243/5.215 pontos.

Para tentar reação, deve superar 5.434,5/5.459 pontos, mirando 5.512, 5.577 e 5.616 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira a análise dos minicontratos:

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Análise técnica da Nasdaq

A Nasdaq sustenta forte movimento de alta em 2025, refletindo a confiança no setor de tecnologia e a retomada do apetite global por risco. Após marcar mínima no ano em 16.542 pontos, o índice acumula sete meses consecutivos de ganhos, atingindo nova máxima histórica em 26.182 pontos. Na última sessão, avançou 0,48%, enquanto em outubro já soma alta de 4,77% e, no ano, ganho de 23,06%, cotado a 25.858 pontos.

O gráfico diário mostra a manutenção da estrutura altista, com o índice acima das médias móveis e sustentado por volume comprador consistente. Para seguir no movimento de alta, precisa romper o topo histórico em 26.182 pontos, abrindo espaço para 26.475, 26.735 e 27.320/27.585 pontos.

Caso ocorra correção, as faixas de 25.656, 25.195 e 24.856/24.481 pontos funcionarão como suportes relevantes.

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Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise técnica do S&P 500

O S&P 500 também mantém trajetória positiva e renovou seu topo histórico em 6.920 pontos na última sessão. O índice acumula alta de 2,27% em outubro e 16,30% em 2025, cotado a 6.840 pontos. A força compradora se sustenta diante do cenário de desaceleração inflacionária nos EUA e da expectativa de cortes graduais de juros pelo Federal Reserve.

Tecnicamente, o índice segue acima das médias móveis, com tendência sólida de alta. Para confirmar continuidade do rali, precisa romper 6.920 pontos, mirando 6.945, 7.050 e 7.100/7.235 pontos.

Caso haja realização de lucros, os suportes mais relevantes estão em 6.814, 6.764, 6.689 e 6.592 pontos, podendo levar o índice a testar 6.550 e 6.500 pontos em um movimento corretivo.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise do Bitcoin

O Bitcoin (BTC) opera em fase de consolidação após recentes oscilações. Depois de renovar sua máxima histórica em US$ 126.199, o ativo perdeu força e vem negociando dentro de um canal lateral. Em outubro, o BTC recuou 3,89%, mas ainda acumula alta de mais de 17% em 2025.

Pelo gráfico diário, o ativo mostra neutralidade, com indefinição entre compradores e vendedores. Para retomar o movimento de alta, precisará superar os US$ 111.590, mirando US$ 116.400, US$ 117.900 e US$ 124.474, até retestar o topo em US$ 126.199.

Já para ampliar a correção, a perda de US$ 108.631/US$ 106.322 pode levar o BTC a testar US$ 103.525, US$ 100.000 e US$ 97.895, com alvo mais longo em US$ 92.800.

Fonte: TradingView. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

IFR (14) – Ibovespa

O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.

Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)

Guias de análise técnica:

Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.