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Os contratos de minidólar (WDOG25), com vencimento em fevereiro, encerraram a última sessão (27/01) em forte baixa de 2,00%, aos 5.183,5 pontos. O dólar voltou a recuar de forma consistente, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior e o forte fluxo de estrangeiros para a bolsa brasileira. O movimento se intensificou ao longo do dia com o Ibovespa renovando máximas históricas, reforçando o apetite global por risco e a rotação de capital para mercados emergentes, em um ambiente de dólar mais fraco frente a divisas fortes e emergentes.
No Brasil, o IPCA-15 de janeiro veio em linha com as expectativas e manteve a projeção de Selic estável na decisão do Copom, assim como dos juros nos EUA pelo Federal Reserve. O elevado diferencial de juros segue sustentando a entrada de recursos e pressionando o câmbio. Para os traders de dólar, a última sesssão foi marcada por forte fluxo vendedor, com foco no comportamento do dólar no exterior, no ritmo das entradas para a bolsa e nos desdobramentos da Super Quarta, que devem definir a dinâmica do curto prazo.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, acompanhei um movimento esticado de baixa, com o preço encerrando bem abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que reforça a dominância vendedora no curto prazo. A pressão permanece enquanto o contrato não recuperar níveis técnicos relevantes.
Para que ocorra uma reação mais consistente, será necessária a superação da resistência em 5.202,5/5.213,5, o que pode abrir espaço para 5.225/5.235,5 e, em extensão, 5.256/5.268.
Por outro lado, a perda do suporte em 5.180/5.170 tende a intensificar o fluxo de venda, com projeções imediatas em 5.158/5.139,5 e alvo mais longo em 5.134/5.121,5.
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No gráfico diário, o minidólar formou um forte candle de baixa, evidenciando interesse vendedor elevado. O movimento levou o IFR (14) para 21,29, caracterizando região de sobrevenda, o que mantém no radar a possibilidade de repique técnico. Ainda assim, enquanto não houver sinal de reversão, o fluxo predominante segue sendo de baixa.
Para reverter o quadro no diário, será necessário superar a região de resistência em 5.283,5/5.314,5, com alvos posteriores em 5.337/5.385,5. Já a continuidade da queda passa pela perda da região de suporte em 5.180/5.121, abrindo espaço para 5.073/5.037.

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Dólar futuro (WDOG26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o contrato fechou novamente no negativo e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o viés vendedor.
Para uma tentativa de recuperação, o minidólar precisa superar a região de 5.213,5/5.224, o que permitiria buscar 5.253/5.268 e, em um movimento mais amplo, 5.294,5/5.314,5.
Na ponta oposta, a quebra do suporte em 5.180/5.158 tende a acelerar a pressão vendedora, com alvos em 5.121/5.104 e extensão para 5.079/5.037.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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