Publicidade
A consistência no day trade, para Júnior Vianna, não nasceu de lampejos de inspiração, mas de um método construído com estudos profundos, repetição e clareza estatística. Ele defende que previsibilidade não está no mercado, mas nas regras que o trader cria para reduzir decisões impulsivas e controlar a variabilidade dos resultados.
No episódio 247 do programa GainCast, o trader detalhou como chegou ao Renko, padronizou padrões gráficos próprios e usou a matemática como eixo central de seu sistema. Além disso, ele afirma que só evoluiu quando entendeu que um operacional consistente depende de métricas objetivas e da capacidade de se manter fiel a um plano estruturado.
Caminho até o Renko
A transição para o Renko não foi imediata. Vianna experimentou análise técnica clássica, price action e autores como Charles Dow, Fibonacci, Elliott, Oliver Velez e Al Brooks. Nesse período inicial, portanto, buscava entender qual abordagem proporcionaria maior consistência ao seu operacional.
Contudo, o avanço veio ao perceber que conceitos estudados ficaram mais nítidos no Renko, especialmente em ativos de grande amplitude. Ele destaca que só encontrou clareza quando visualizou estruturas, tendências e condução de trade de forma simplificada no gráfico alternativo. Além disso, afirma que o Renko trouxe previsibilidade e reduziu ruídos que prejudicavam sua leitura.
Por fim, a mudança definitiva ocorreu quando identificou que trocar de técnica semanalmente impedia qualquer validação estatística. Foi nesse ponto que entendeu a lógica central do mercado: “Não é uma semana, um dia ruim que vai determinar se uma técnica é boa, se um trader ele é bom ou não”, afirma.
Estrutura, região e gatilho
Além disso, com o tempo, Vianna sistematizou o próprio modelo operacional. Segundo ele, três pilares sustentam suas entradas: estrutura, região e gatilho. A estrutura indica direção; a região, pontos de proteção; o gatilho, padrões objetivos de execução. Ele mesmo catalogou 28 padrões de Renko, desenvolvidos após anos de estudo e testes. Todos são documentados e disponibilizados aos alunos.
Continua depois da publicidade
Além disso, para ele, usar gatilhos padronizados elimina subjetividade e reduz um dos maiores inimigos do trader: a interpretação emocional. “Eu cataloguei 28 padrões de Renko. Então eu utilizo isso como gatilho de entrada”, explica.
O tamanho do box e a padronização
Vianna também descreve o processo de definir o tamanho ideal do Renko. Ele rejeita ajustes diários baseados em volatilidade, defendendo que isso desequilibra a mão e atrapalha a leitura. Por isso, testou múltiplos intervalos até encontrar valores que funcionassem de forma estável.
Consequentemente, ele relata que essa padronização permite operar sempre com stops equivalentes, independentemente do ativo ou do dia. “Dessa forma eu consigo um tamanho de Renko padronizado, onde independente se tem volatilidade ou não, ele vai ter uma performance média”, observa.
Continua depois da publicidade
Risco, payoff e estatística
Nesse aspecto, o método de Vianna é construído sobre lógica matemática. Ele arrisca 1% do capital para buscar 2%, protege a operação no zero após três boxes a favor e evita parciais. O sistema tem apenas três desfechos: stop cheio, breakeven ou alvo.
Dessa forma, essa simplicidade, segundo ele, maximiza o controle emocional e aumenta a previsibilidade da curva de resultados. “Eu não controlo o comportamento do mercado, mas eu controlo as regras do que quanto que eu vou arriscar, quanto que eu vou buscar, então nós temos que ser o cassino”, conclui.
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.