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Os contratos de minidólar (WDOG25), com vencimento em fevereiro, encerraram a última sessão (22/01) em baixa de 0,66%, aos 5.298 pontos. O dólar recuou de forma consistente na última sessão, acompanhando um ambiente externo mais favorável ao risco. As falas mais moderadas de Donald Trump sobre a Groenlândia — com recuo no discurso de confronto e abandono de tarifas contra a Europa — aliviaram tensões geopolíticas recentes e enfraqueceram a moeda americana no exterior. Esse cenário impulsionou moedas emergentes e foi reforçado pela queda do índice do dólar (DXY), enquanto investidores digeriam dados da economia dos EUA.
No Brasil, a forte entrada de capital estrangeiro para a bolsa, que voltou a renovar máximas históricas, ampliou a pressão de baixa sobre o câmbio, levando o dólar aos menores níveis desde novembro e apagando os ganhos acumulados desde o “Flávio Day”. O elevado diferencial de juros segue favorecendo operações de carry trade. Para os traders de dólar, o pregão reforça um mercado guiado por fluxo e pelo pano de fundo externo, com atenção à continuidade das entradas para a bolsa e aos desdobramentos internacionais como principais vetores de curto prazo.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, acompanhei o minidólar fechando novamente em queda, dando sequência ao movimento negativo. O ativo permaneceu abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, reforçando o domínio do fluxo vendedor no curtíssimo prazo.
Para que haja qualquer tentativa de recuperação, será necessária a entrada consistente de compradores para romper a resistência em 5.308/5.325, abrindo espaço para uma correção até 5.341,5/5.360,5 e, em extensão, 5.373,5/5.385,5.
Na ponta oposta, a perda do suporte em 5.291/5.276 tende a intensificar as vendas, com projeções para 5.263/5.258 e, em um movimento mais amplo, 5.230/5.214,5.
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No gráfico diário, o cenário segue pressionado. O contrato formou um forte candle vendedor, indicando possibilidade de continuidade da tendência de baixa. Para reverter esse quadro, o mercado precisará superar a região de resistência em 5.337/5.385,5, com alvos em 5.434/5.452.
Já a quebra do suporte em 5.291/5.258 pode acelerar o movimento de baixa em direção a 5.210/5.145. O IFR (14) recuou para 29,59, caracterizando região de sobrevenda, o que aumenta a probabilidade de repiques técnicos, embora ainda sem sinal claro de reversão.

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Dólar futuro (WDOG26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar também fechou em queda e segue abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés baixista.
Para qualquer reação mais consistente, será fundamental a superação da resistência em 5.308/5.341,5, com alvos em 5.360,5/5.385,5 e, mais adiante, 5.401,5/5.425,5.
Caso o movimento de baixa persista, a atenção permanece na perda do suporte em 5.291/5.258, que pode destravar novas ondas de venda em direção a 5.258/5.230, com alvo mais longo em 5.202/5.170 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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