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Os contratos de minidólar (WDOG25), com vencimento em fevereiro, encerraram a última sessão (20/01) próximos da estabilidade, com leve alta de 0,08%, aos 5.392 pontos. O foi marcado por maior aversão ao risco no cenário internacional, após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Europa envolvendo a questão da Groenlândia. As ameaças tarifárias do governo Trump estimularam um movimento de proteção global, com venda de ativos americanos e alta do dólar frente às moedas emergentes, mesmo com a divisa recuando ante pares fortes como euro e libra. No Brasil, o câmbio acompanhou esse ambiente externo mais tenso, chegando a testar níveis acima de R$ 5,40 ao longo da manhã.
No cenário interno, faltaram gatilhos econômicos relevantes, e a dinâmica do dólar foi ditada principalmente por fluxo e pelo humor externo, enquanto a bolsa brasileira renovava máximas históricas, ajudando a conter movimentos mais abruptos. Para os traders de dólar, o pregão reforçou a leitura de um mercado sensível ao noticiário geopolítico e ao comportamento dos ativos globais, com volatilidade intradiária e atenção redobrada aos desdobramentos internacionais no curto prazo.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, acompanhei o minidólar fechando com leve alta, negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas ainda encontrando resistência relevante na média de 200 períodos. Esse comportamento reforça o cenário de indefinição no curto prazo.
Para que o ativo consiga dar continuidade ao movimento de alta, será fundamental a entrada de fluxo comprador capaz de romper a resistência em 5.393,5/5.401,5, abrindo espaço para avanços até 5.416,5/5.425,5 e, em extensão, 5.434/5.446.
Por outro lado, caso volte a perder força, a atenção recai sobre a perda do suporte em 5.387,5/5.373,5, que pode reativar o fluxo vendedor em direção a 5.360/5.350, com alvo mais longo na região de 5.338/5.319.
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No gráfico diário, o contrato fechou próximo da estabilidade, formando um spinning top, padrão que reflete a disputa entre compradores e vendedores e reforça o ambiente de consolidação. Para retomada consistente da alta, será necessário superar a resistência em 5.434/5.452, o que abriria espaço para 5.489,5/5.508.
Já um rompimento da região de suporte em 5.362,5/5.360 tende a fortalecer o viés baixista, com alvo inicial em 5.319/5.291. O IFR (14) permanece em 39,79, ainda em zona neutra.

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Dólar futuro (WDOG26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar também encerrou a sessão em leve alta, negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, mas ainda com característica lateral.
Para ganhar tração compradora, o mercado precisará romper a região de resistência em 5.401,5/5.425,5, o que pode destravar alvos em 5.434/5.452 e, mais adiante, 5.491,5 e 5.512,5.
Na ponta oposta, a perda do suporte em 5.373,5/5.360 tende a intensificar o fluxo vendedor, com projeções para 5.338/5.319 e, em um cenário mais estendido, 5.291/5.258 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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