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Os contratos de minidólar (WDOG26), com vencimento em fevereiro, encerraram a última sessão (19/01) praticamente estáveis, com leve alta de 0,01%, aos 5.387,5 pontos. O dólar recuou, em um pregão de liquidez reduzida devido ao feriado nos Estados Unidos, refletindo principalmente o cenário externo. A moeda americana perdeu força após Donald Trump anunciar a intenção de impor tarifas de 10% a países europeus contrários aos planos dos EUA envolvendo a Groenlândia, o que elevou tensões comerciais e levou investidores globais a buscar outras moedas fortes, pressionando o dólar no exterior.
No mercado doméstico, faltaram gatilhos relevantes, e o câmbio oscilou mais por fluxo e ajuste técnico do que por fundamentos locais. Declarações do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tiveram impacto limitado, enquanto a atuação do Banco Central com swaps ajudou apenas na organização do mercado. Para os traders de dólar, o dia foi de operações curtas e defensivas, com foco na evolução das tensões comerciais internacionais e na normalização da liquidez, que devem seguir como principais vetores de volatilidade no curto prazo.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, os contratos fecharam com leve alta, mas sem força direcional, mantendo-se acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse comportamento reforça o cenário de equilíbrio entre compradores e vendedores. Para que o ativo consiga dar continuidade ao movimento de alta, será fundamental a entrada de volume comprador capaz de romper a zona de resistência em 5.389/5.400 pontos. Superando esse patamar, o mercado tende a buscar 5.413/5.425,5 pontos, com alvo mais longo em 5.434/5.446 pontos.
Por outro lado, a perda do suporte em 5.378,5/5.369 pontos pode reativar o fluxo vendedor, abrindo espaço para quedas em direção a 5.360/5.350 pontos e, em um cenário mais estendido, 5.338/5.319 pontos.
No gráfico diário, o minidólar fechou próximo da estabilidade, reforçando o cenário de indefinição. Para que o ativo volte a ganhar tração compradora nesse horizonte, será necessário superar a região de resistência em 5.434/5.452 pontos, o que pode destravar alvos em 5.489,5/5.508 pontos.
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Em sentido oposto, a perda da faixa de suporte em 5.362,5/5.360 pontos mantém o risco de retomada do movimento de baixa, com alvo inicial projetado em 5.319/5.291 pontos. O IFR (14) está em 38,88, em zona neutra, mas ainda exigindo cautela.

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Dólar futuro (WDOG26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o minidólar fechou levemente no positivo, mas segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, em um movimento ainda lateralizado.
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Para que o ativo consiga retomar um fluxo de alta mais consistente, será necessário romper a região de resistência em 5.400/5.425,5 pontos. Acima desse nível, os próximos alvos passam a ser 5.434/5.452 pontos, com extensões em 5.491,5 e 5.512,5 pontos.
Caso o fluxo vendedor volte a ganhar força, a perda do suporte em 5.369/5.360 pontos tende a acelerar o movimento de baixa, levando o ativo para 5.338/5.319 pontos e, em um cenário mais estendido, 5.291/5.258 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico)
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