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Minidólar (WDOF26) atento a semana cheia de dados no Brasil e nos EUA; confira

Saiba o que esperar para o minidólar nesta segunda (01)

Rodrigo Paz

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Os contratos de minidólar (WDOF26), com vencimento em janeiro, encerraram a última sessão (28/11) em baixa de 0,40%, aos 5.371,5 pontos. O dólar recuou influenciado pelo pregão de baixa liquidez no exterior — consequência do feriado de Ação de Graças nos EUA — e pela disputa da Ptax de fim de mês, que aumentou a volatilidade no mercado doméstico. A moeda terminou em R$ 5,3353, acumulando queda na semana e no mês, enquanto o índice DXY também recuava no exterior. A formação da Ptax, citada por analistas como principal fonte de distorções do dia, ocorreu em meio à tentativa de ajuste pós-feriado e à migração de fluxo para Bolsa, que renovou máximas históricas e fortaleceu o real.

No Brasil, a agenda trouxe indicadores importantes: a taxa de desemprego recuou para 5,4%, melhor que o esperado, enquanto o BC informou avanço da dívida bruta para 78,6% do PIB e superávit primário abaixo das projeções. Para os traders de dólar, o pregão foi marcado por oscilações típicas de fim de mês — entre a disputa da Ptax, o fluxo estrangeiro elevado na Bolsa e o impacto de um mercado global ainda esvaziado — exigindo atenção redobrada ao comportamento técnico e ao comportamento do fluxo.

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Análise do gráfico de 15 minutos

No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão em queda, negociando entre as médias de 9 e 21 períodos, o que reforça um comportamento neutro, mas inclinado para o campo vendedor. Para que o ativo volte a ganhar força, será necessária entrada de volume comprador suficiente para romper a resistência em 5.374/5.386,5 pontos — caso isso ocorra, os próximos alvos projetados ficam em 5.396/5.410 e 5.428,5/5.439 pontos.

Por outro lado, se o ativo perder o suporte em 5.364,5/5.354, o movimento de baixa tende a se intensificar, abrindo espaço para novas mínimas em 5.343,5/5.330 e 5.321/5.296 pontos.

No gráfico diário, o ativo permance abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém o cenário técnico fragilizado. Para retomar o movimento de alta, será necessário romper a região de resistência entre 5.396/5.428,5 pontos, o que poderia impulsionar o preço até 5.480/5.495,5 pontos

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Já uma perda consistente do suporte em 5.361,5/5.321 deve reforçar o fluxo vendedor, com alvo em 5.278/5.217 pontos. O IFR (14) fechou em 43,86, posicionando-se em zona neutra, o que reforça a leitura de consolidação técnica, ainda sem sinal claro de reversão.

Fonte: Nelogica. Gráfico 15 minutos. Elaboração: Rodrigo Paz

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Dólar futuro (WDOF26): Gráfico de 60 minutos

No gráfico de 60 minutos, o cenário segue alinhado à leitura de curto prazo: o minidólar opera abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés negativo.

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Para reverter o movimento e retomar a trajetória de alta, será essencial romper a região de 5.380/5.396 pontos. Caso consiga, o ativo deve encontrar resistência intermediária em 5.428,5/5.451,5, com possibilidade de extensão até 5.480/5.495,5 pontos.

Por outro lado, se a pressão vendedora prevalecer e houver rompimento do suporte em 5.361,5/5.343,5, o fluxo vendedor tende a se intensificar, podendo levar o preço até 5.321/5.278 e, em continuidade, 5.249/5.217 pontos.

Fonte: Nelogica. Gráfico 60 minutos. Elaboração: Rodrigo Paz

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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