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Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (11/08) em forte queda de 2,34%, aos 168.300 pontos, completando o sétimo recuo consecutivo. O Ibovespa recuou 2,50%, aos 167.874,64 pontos, na sexta queda consecutiva e no menor nível de fechamento desde janeiro. A pressão vendedora ganhou força com o aumento da percepção de risco político, o IPCA acima do esperado, as dúvidas sobre novos cortes da Selic e o rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan. O movimento foi amplo, com apenas seis ativos em alta e quedas expressivas de bancos, Vale e Petrobras. No exterior, Wall Street também recuou, enquanto as tensões com o Irã impulsionaram o petróleo.
Para os traders de mini-índice, o CPI dos Estados Unidos será a principal referência nesta quarta-feira, em um ambiente já marcado por maior aversão ao risco. No cenário doméstico, o comportamento dos juros futuros e a percepção sobre os riscos político e fiscal permanecem no radar. A reação de bancos, Petrobras e Vale também será decisiva para determinar se o contrato encontra espaço para recuperação ou prolonga o fluxo vendedor.
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com forte movimento negativo, em um pregão marcado pelo amplo domínio do fluxo vendedor. Ainda assim, o contrato terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, posicionamento que poderá favorecer uma tentativa de reação no curto prazo. A confirmação desse movimento, entretanto, dependerá do rompimento das resistências mais próximas.
Para dar continuidade ao fluxo de baixa, considero necessária a entrada de força vendedora suficiente para romper o suporte em 168.040/167.565 pontos. A perda dessa faixa poderá intensificar a pressão sobre o contrato e abrir caminho para 167.140/166.510 pontos. Em uma extensão do movimento negativo, o alvo mais longo estará em 166.145/165.670 pontos.
No sentido contrário, uma recuperação dependerá da superação da resistência em 168.330/169.130 pontos. Confirmado o rompimento, o mini-índice poderá avançar em direção a 171.670/172.835 pontos. Acima dessa região, o objetivo mais longo estará em 173.700/174.325 pontos.
No gráfico diário, o mini-índice completou a sétima queda consecutiva e permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Além da sequência negativa, observo um afastamento considerável em relação às médias, configuração que reforça a pressão vendedora, embora também exija atenção à possibilidade de repiques técnicos.
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Para retomar o fluxo de alta, o contrato precisará superar a resistência em 174.070/176.015 pontos. Acima dessa faixa, o objetivo inicial estará em 179.715/180.670 pontos.
Já a continuidade da baixa dependerá do rompimento do suporte em 167.565/164.880 pontos. Caso essa região seja perdida, o mini-índice poderá buscar 161.685/155.525 pontos. O IFR de 14 períodos está em 33,82 pontos, ainda em região neutra, mas se aproximando da zona de sobrevenda.

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WINQ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o mini-índice encerrou a última sessão com movimento negativo e abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. Esse posicionamento mantém o cenário técnico pressionado e aumenta a importância das regiões mais próximas para a definição do próximo movimento.
Para retomar o fluxo comprador, será necessária a entrada de volume suficiente para recuperar a região das médias e superar a resistência em 168.885/170.830 pontos. Confirmado o rompimento, o contrato poderá avançar em direção a 173.700/176.550 pontos. Em uma extensão do movimento altista, os próximos objetivos estarão em 178.435/180.720 pontos.
Por outro lado, a continuidade da baixa dependerá do rompimento do suporte em 167.565/165.670 pontos. Caso essa faixa seja perdida, o mini-índice poderá buscar 164.880/164.350 pontos. Em um movimento vendedor mais prolongado, os alvos seguintes estarão em 162.775/161.960 pontos.
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(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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