Carteiras

Menos macro e mais micro: gestores montam carteiras para se defender de ruídos políticos e de incertezas externas

Saúde, energia e lojas atacadistas são campeãs em aparições nos portfolios de seis gestores devido ao momento inflacionário e institucional do país

financial charts, business analytics and intelligence concept
(Getty Images)

SÃO PAULO – O Ibovespa atingiu sua máxima histórica este ano no dia 7 de junho aos 130.776 pontos, e desde então já caiu 8,7%. Esse movimento reflete uma sensível mudança no balanço de riscos ao qual todo investidor fica atento tanto no ambiente doméstico como no internacional.

Se antes havia consenso em uma recuperação econômica mais forte da economia brasileira devido ao fortalecimento da vacinação e a reabertura da economia, hoje os conflitos institucionais dos Três Poderes e a busca por um aumento em programas sociais fora do teto de gastos deixam essa variável mais incerta por causa da desconfiança.

Lá fora, por sua vez, o reaquecimento das maiores economias do mundo e o boom das commodities são ameaçados pelo avanço da variante delta do coronavírus e pelas medidas restritivas impostas pela China a setores como o de produção do aço.

De acordo com Marcus Vinícius Zanetti, gestor da Kinea, embora o múltiplo valor da empresa dividido pelo lucro na Bolsa esteja atrativo, é preciso ponderar que esse nível, a um desvio-padrão da média histórica, parece razoável diante de uma eleição polarizada para presidente da república em 2022, com risco cada vez maior de guinada populista para obtenção do apoio popular.

Em meio a esse cenário mais incerto, o InfoMoney falou com 6 gestores sobre suas estratégias. Em geral, o que eles dizem é que o momento é propício para buscar empresas menos expostas à evolução do Produto Interno Bruto (PIB) e ao cenário político e que tenham mais motivos micro para continuarem dando lucro.

Ou seja, companhias que estejam em setores que onde a demanda é mais resiliente, as receitas são mais previsíveis e onde há maior possibilidade de consolidação. Em suma, a ideia é: olhe mais para o lucro e menos para o PIB.

Abaixo você lerá quais ações eles enxergam como capazes de melhor proteger o patrimônio do investidor de um horizonte conturbado.

Marcos Peixoto, gestor da XP

Segundo Peixoto, a crise política brasileira pesa muito no cenário dos investidores, mas o cenário externo está longe de tranquilo. “Por ora, tem sido um consenso de que a variante delta não vai gerar muitos lockdowns, mas já está tendo impacto nas projeções de [Produto Interno Bruto] PIB globais para este ano. As pessoas estão assimilando que vamos ter que conviver com ela”, avalia.

Em relação à China, Peixoto diz que mais do que as intervenções o temor é com a desaceleração da maior economia da Ásia. “Estamos preocupados com minério e aço, porque a China não quer deixar a produção de aço crescer devido ao impacto ambiental. Isso é algo que monitoramos mais que o intervencionismo no setor de tecnologia, por exemplo.”

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Acerca do Brasil, ele entende que o país desperdiçou um segundo semestre que tinha tudo para ser melhor do que o primeiro, uma vez que nos encaminhávamos para a conclusão da vacinação contra o coronavírus, reabertura da economia e PIB avançando quase 6%.

“No meio disso veio a discussão de precatórios e o ataque ao [Supremo Tribunal Federal] STF. A corrida eleitoral foi antecipada, então acho que o cenário aqui é muito preocupante, as revisões de PIB já estão começando a acontecer. Não tem muita luz no túnel para Brasil no curto prazo. O cenário aqui ainda é incerto demais”, conclui.

Nesses tempos de aversão a risco, o gestor da XP avisa que é importante balizar seus investimentos por empresas que estão melhores no micro e que possuem ações mais líquidas (volume relevante de negociação diária).

“Dentro desses critérios, as duas maiores posições do fundo estão em saúde e setor elétrico”, explica.

Em saúde, Peixoto argumenta que é um setor muito favorecido por ser menos exposto ao ciclo econômico. “A última coisa que as pessoas querem perder é o plano de saúde”, lembra.

As posições da XP dentro de saúde estão em Hapvida (HAPV3), SulAmerica (SULA11) e Rede D’Or São Luiz (RDOR3).

Sobre Rede D’Or, Peixoto comenta que alguns hospitais que passaram por dificuldades maiores durante a pandemia acabaram se tornando possibilidade de compra para quem é maior no mercado. “A receita dos hospitais caiu porque só tinha receita de operações de emergência. Em 2021, a companhia em 8 meses já bateu sua meta de aquisições.”

Já a respeito de Hapvida o gestor aponta que os planos de saúde se beneficiaram da baixa sinistralidade no início da pandemia, mas agora estão no pior dos mundos, porque todos estão usando para fazerem as consultas e procedimentos que adiaram no ano passado, mas os casos de Covid continuam enchendo os hospitais.

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O que leva Peixoto a ter uma visão construtiva é que, na avaliação dele, as ações da empresa já caíram muito refletindo esse cenário e os papéis do Grupo Notre-Dame Intermédica (GNDI3) já estão em um nível abaixo de onde estavam antes da fusão com a Hapvida ser anunciada.

No setor elétrico, por sua vez, o gestor da XP vê oportunidade em Eletrobras (ELET3) por causa da tese de privatização, que já foi aprovada no Congresso e agora precisa ser efetivada na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e no Tribunal de Contas da União (TCU).

“A Eletrobras tinha muita ineficiência que agora deve ser reduzida. A ação privatizada pode valer o dobro dos R$ 40 atuais. Se tiver clareza da privatização no ano que vem um pedaço dessa valorização até R$ 80 vai acontecer. É uma empresa de geração e transmissão, com muita energia descontratada, então é menos impactada pelo racionamento. Brasil indo bem ou mal pouco muda para ela.”

No mesmo setor, Peixoto também gosta da tese de investimento em Equatorial (EQTL3), pois é a única empresa de energia elétrica que já manifestou vocalmente o interesse de investir em saneamento depois da aprovação do novo marco legal.

“Hoje, a Equatorial tem um potencial de valorização pelas operações que já tem e ainda poderia ter um bônus com a entrada no saneamento. A empresa está com 8,5% de [Taxa Interna de Retorno] TIR real [descontada a inflação], um spread razoável. Por si mesma ela poderia subir uns 20% ou 30%. Se entrar no racional do saneamento vira um bônus para a nossa tese.”

Por outro lado, Peixoto dá também suas dicas de onde não investir nesse momento. Um desses lugares é o setor de construção. “Há uma componente muito grande de aumento de custos acontecendo. Do lado da receita houve um boom de lançamentos, mas agora estamos em um ciclo de aperto de juros, o que cria dificuldade de repassar preços. É um setor em que não investimos por conta disso.”

O setor aéreo, visto por muitos como uma forma de fazer um investimento para aproveitar toda a recuperação da economia por ter sido um dos mais afetados pela pandemia também não é recomendado pelo gestor.

“Apesar do retorno da demanda, são companhias que saíram muito fragilizadas, com dívida muito alta e exposição excessiva a oscilações no dólar e no petróleo. Essas empresas sofrem demais em tempos de dificuldade.”

Alexandre Sabanai, gestor da Perfin

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Sabanai destaca que suas maiores preocupações hoje são com os rumos da inflação brasileira, que foram acompanhadas por uma expectativa de elevação da Selic acima da que o mercado projetava anteriormente.

“Em abril ou maio esperávamos que os juros se estabilizassem em 6% ou 6,5%. O mercado incorporou agora uma expectativa pior, de 7,5% ou 8% no fim de 2021. É uma inflação com um custo de oportunidade maior.”

De acordo com o gestor, o ponto positivo é que o Banco Central parece alerta para combater essa inflação. “Eu acredito muito que o BC que temos hoje, com um quadro bastante competente, pode entender que exagerou a mão quando baixou os juros para 2%. O cenário para os próximos seis meses deve ser mais tranquilo para inflação, pois não há negacionismo nesta seara”, comenta.

Sabanai ressalta que preocupa também o risco de racionamento na crise hídrica e a incerteza de cunho eleitoral, com muita polarização contratada para 2022.

Diante disso, ele acredita que o melhor balanceamento de carteira é combinar teses estruturais de reabertura econômica motivada pelo avanço da vacinação com teses microeconômicas de empresas que não são tão dependentes da conjuntura.

No setor de varejo, o gestor enxerga Arezzo (ARZZ3), Natura (NTCO3) e Petz (PETZ3) cumprindo estes requisitos. Dessas, ele aponta que suas expectativas mais positivas se concentram na rede de pet shops.

“A Petz é uma empresa que, num cenário de Covid-19 voltando pela variante delta, as lojas não fecham. É um varejo de necessidades básicas. Além disso, olhando o ciclo da pandemia, é uma empresa que estava com abertura de lojas muito grande enquanto outros varejos do mesmo ramo fecharam as portas. Fora que é um modelo de negócios onde o e-commerce cresce vertiginosamente”, analisa.

Outro setor em que Sabanai vê boas oportunidades é o de tecnologia e fintechs. “Gostamos de Totvs (TOTS3), Banco Inter (BIDI11), Banco Pan (BPAN4) e BTG Pactual (BPAC11), são nomes que nos agradam porque são empresas que poderiam manter a atividade mesmo em tempos de recrudescimento da pandemia e de crise hídrica.”

Sobre a Totvs, o gestor destaca que a venda de serviços de Planejamento de Recursos Empresariais (ERP, na sigla em inglês), é um negócio que independe de como estão as empresas no mundo físico, e é um serviço que sofre reajustes ligados à inflação. “É uma empresa com um guarda-chuva muito forte para passar por essa crise.”

Outro gestor da Perfin, Marcelo Sandri, conta que vê oportunidades no setor elétrico para montar uma carteira defensiva.

“Como o setor elétrico tem uma proteção contra inflação, baixa inadimplência e resiliência nos negócios, apesar do risco específico da crise hídrica permear toda a economia, essa questão pode trazer vencedores e perdedores no negócio de energia”, alerta.

Sandri coloca Alupar (ALUP11) no lado dos prováveis vencedores. “Uma das situações que fazem com que o setor elétrico se beneficie do atual cenário são os contratos reajustados ao [Índice Geral de Preços – Mercado] IGP-M. A Alupar tem uma parte importante do reajuste nesse modelo e é uma companhia que está finalizando um ciclo importante de obras e, com isso, está aumentando bem a geração de caixa, o lucro e o pagamento de dividendos.”

Também entre as elétricas, o gestor vê oportunidade na Eletrobras devido ao desbloqueio de valor que pode ocorrer pela privatização.

“Acredito que ela terá um movimento semelhante ao da BR Distribuidora [atual Vibra Energia] (BRDT3), não só com enxugamento de custos, mas também com renovação das suas práticas comerciais.”

Cássio Bruno, gestor da Moat Capital

Segundo Cássio, o risco mais preocupante hoje é se a inflação nos Estados Unidos não for tão transitória como o Federal Reserve leva a crer em discursos como o do presidente da instituição, Jerome Powell, na semana passada.

Para ele, uma carteira hoje em dia tem que priorizar empresas com bastante caixa. Entre elas está a atacadista Assaí (ASAI3). “Os supermercados não ficaram fechados durante o isolamento social e a companhia tem um formato muito vencedor, com espaço para crescer em um modelo de negócios que funciona bem.”

Também neste segmento, Cássio elogia o Carrefour (CRFB3), que tem a vantagem de sua operação na marca Atacadão e, apesar de sofrer com a parte financeira e os hipermercados, é uma empresa que tem bastante caixa e fez uma aquisição com muito potencial de sinergia ao comprar o BIG.

No setor elétrico, ele vê boa oportunidade em Alupar, assim como Marcelo Sandri. “É uma empresa de transmissão, que ganhou muitos projetos alguns anos atrás, os projetos estão ficando prontos agora e a partir do ano que vem ela começa a gerar muito caixa com pouco investimento. A TIR está acima de 20%.”

Por fim, Cássio defende ainda o investimento em concessionárias de rodovias, das quais sua preferida é a CCR (CCRO3). “Gostamos pelos projetos de infraestrutura no Brasil. Além disso, os juros já abriram bastante no país, entendemos que o repasse de inflação é positivo para essas empresas. E ainda tem a questão dos projetos com baixa competição.”

Gabriel Marzotto, sócio da Quasar e gestor do Quasar Tropos FIA

Mais otimista, Gabriel Marzotto diz que apesar de todas as notícias negativas, muito da instabilidade doméstica e internacional já está no preço dos ativos da renda variável brasileira. “Existe uma assimetria positiva imaginando que o Brasil não descambe completamente”, defende.

Na opinião do gestor, se não houver nenhuma ruptura no país como um desfecho radical para a crise institucional ou um apagão provocado pela situação dos reservatórios, ainda é possível investir em algumas ações ligadas à retomada da economia.

“O meu portfolio hoje tem quatro blocos. Um é o de teses seculares: setores, empresas e negócios com visibilidade muito boa e não tão expostos ao cenário macro. É o caso de companhias que ganham com o aumento da penetração do e-commerce e empresas que participam do processo de terceirização como Localiza (RENT3), Vamos (VAMO3) e GPS (GGPS3).”

Esse primeiro grupo tem como principal participação Mercado Livre (MELI34), que apesar de ser listada no exterior é uma companhia com uma forte posição no Brasil. “O tempo foi passando e temos mais clareza hoje que as empresas com decisões mais assertivas no e-commerce aqui são Magazine Luiza e Mercado Livre”, justifica.

Marzotto também investe no setor de saúde, tanto pensando em operadoras de planos como em hospitais. Nesse caso, o gestor lamentou não poder contar especificamente em quais ações investe por estar ainda em processo de montagem de posição, mas adiantou que o racional de sua tese é apostar na consolidação do setor. “Os top 10 hospitais no Brasil não têm 25% de market share, ao passo que o top 10 de operadoras de saúde são donas de 75% do mercado”, explicou.

A tese mais dependente do cenário que Marzotto tem no fundo é a de reaquecimento econômico global, representada por Embraer (EMBR3), que tem o diferencial de ser uma empresa dolarizada, e portanto pode performar bem se uma piora no ambiente doméstico causar depreciação do real.

Neste terceiro grupo, o gestor também gosta de empresas ligadas a commodities apesar das preocupações sobre quais serão os próximos passos da China em termos de regulamentação.

O último grupo é formado por apenas uma ação: Itaú (ITUB4). “O investimento se deve à nossa expectativa pelo recebimento das ações da XP em outubro e porque hoje o PIB do Brasil cresce de 5% a 6% com uma inflação alta, então a carteira de crédito dos bancos cresce.”

De acordo com Marzotto, a Quasar sempre foi cética com bancos por conta da competição com fintechs, mas ele afirma esperar que as regras do Banco Central daqui para frente sejam mais igualitárias para o setor financeiro tradicional e os novos negócios.

“Em suma, Itaú é uma empresa que navega bem em um ambiente local de juros mais altos e crescimento econômico.”

Marcus Vinícius Zanetti, gestor da Kinea

Na avaliação de Marcus Zanetti, com Bolsonaro mais fraco politicamente conforme mostram as pesquisas eleitorais, aumentam os riscos de que o governo assuma uma agenda mais populista.

Já a China, segundo o gestor, uniu o útil ao agradável ao intervir em siderúrgicas para combater a poluição no país. “Essas intervenções no setor de aço e de construção ajudaram a frear o ciclo de valorização das propriedades chinesas”, destaca.

Zanetti entende que o nível de incerteza do cenário atual pressupõe muito stock picking (seleção criteriosa de ações) para o investidor não ter problemas na Bolsa.

“Estamos olhando para empresas que estão ganhando fatia de mercado, pois as companhias mais fracas são as que se comportam pior em períodos de crise”, afirma.

Neste cenário, o gestor ressalta que suas maiores posições estão alocadas em Hapvida, que na sua opinião foi uma ação mais penalizada do que o justo devido ao momento ruim da pandemia, em que as pessoas voltam a ir para o hospital, mas continuam chegando pacientes acometidos pela Covid-19 nos centros médicos.

Outro papel que ele considera atrativo é o da Porto Seguro (PSSA3). “A seguradora tem o hedge [proteção] de que a receita é pegar o prêmio recebido dos segurados e investir em renda fixa, o que é bom em um momento de aumento de Selic. No micro, é um player com perto de 9 milhões de contas ativas.”

Por último, Zanetti também afirma gostar do momento do atacadista Assaí. “É um investimento que te protege da inflação pelo repasse em alimentos e que ganha força em um momento no qual é importante fazer compras em locais mais baratos. Fora isso, é uma empresa que abre muitas lojas”, argumenta.

Welliam Wang, chefe de equities da AZ Quest

Por fim, Welliam Wang diz que no Brasil todos estão mais cautelosos. “Há dúvidas sobre a manutenção do teto de gastos com o aumento do benefício do Bolsa Família. A inflação está rodando acima das expectativas, e isso vai levar também a aumento de expectativa de juros, que leva a desaquecimento da economia”, expressa.

Na opinião dele, se isso se somar ao aumento do preço da energia e à evolução da bandeira tarifária na conta de luz, há todas as condições para um crescimento mais baixo do PIB, que ainda terá o impacto do agronegócio, que foi afetado por fatores como seca e geada.

“Estamos buscando empresas mais defensivas, menos expostas a PIB e política. São setores que com implementação de tecnologia ganhem valor de mercado.”

Com essas especificações, ele cita GPS, empresa, que tem sólida gestão e apenas 4,5% de market share em terceirização.

Outra empresa para a qual ele olha é Petz, que tem uma tese de investimento de longo prazo baseada na urbanização e na redução do número de filhos por família, que leva a um aumento na adoção de animais de estimação.

Em tecnologia, Wang gosta de Banco Inter por ver na instituição muita capacidade de ganhar market share com inovações em market place, seguros e cashback. “Ele tem vantagens competitivas claras e um crédito imobiliário 100% digital. O cartão de crédito tem uma taxa de juros muito mais baixa que a média do mercado, de 4%, contra 15%. Se você tem a dívida num cartão e um investimento ele resgata imediatamente, o que é outra vantagem contra a inadimplência.”

Para Wang, a precificação de uma possível abertura de capital do Nubank a US$ 80 bilhões de valor de mercado faz o Banco Inter parecer excessivamente descontado.

Nesse mesmo ecossistema, Wang também admira o caso de Meliuz (CASH3), por ser a mais eficiente das empresas de cashback.

Por fim, no setor de varejo, o gestor diz que uma boa tese de investimento é a do Assaí, pelo formato competitivo. “Ainda mais nesses momentos de maior restrição do consumidor, porque os preços são mais competitivos em um cenário de inflação.”

Abaixo uma tabela com o compilado de recomendações de corretoras, bancos e casas de análise para as ações de empresas citadas nesta reportagem. Os dados são da Refinitiv. 

EmpresaTickerRecomendações de CompraRecomendações NeutrasRecomendações de VendaPreço-alvo médioVariação até o preço-alvo*
AluparALUP11900R$ 30,95+22,24%
ArezzoARZZ3840R$ 96,50+9,11%
AssaíASAI31100R$ 29,85+75,28%
Banco InterBIDI11530R$ 78,09+17,49%
Banco PanBPAN4510R$ 26,80+45,18%
BTG PactualBPAC11810R$ 35,98+28,64%
CarrefourCRFB31030R$ 28,23+55,28%
CCRCCRO31040R$ 17,38+41,3%
EletrobrasELET3510R$ 49,53+28,05%
EmbraerEMBR3220R$ 25,51+11,25%
EquatorialEQTL3930R$ 26,52+0,8%
GPSGGPS3600R$ 22,50+26,76%
HapvidaHAPV31020R$ 19,68+32,71%
ItaúITUB41250R$ 35,70+14,94%
LocalizaRENT3951R$ 71,51+30,09%
MeliuzCASH3410R$ 65,25+74,7%
Mercado LivreMELI341950
NaturaNTCO31041R$ 61,21+16,32%
PetzPETZ3600R$ 25,71+0,19%
Porto SeguroPSSA3721R$ 63,15+11,69%
Rede D’OrRDOR31200R$ 85,13+25,19%
SulAmericaSULA11801R$ 41,75+46,13%
TotvsTOTS31110R$ 40,24+0,17%
VamosVAMO3600R$ 16,69+7,26%

*Estimativa baseada no patamar de fechamento de cada ação no pregão de quarta-feira (1).

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