Klabin (KLBN11) reporta bons resultados, com preços de celulose mais altos aliados a um real fraco, mas ação tem queda

Desempenho do volume permaneceu saudável, enquanto que, do lado negativo, inflação continuou impactando balanço

Felipe Moreira

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Os números do terceiro trimestre de 2022 (3T22) reportados pela companhia de papel e celulose Klabin (KLBN11) na noite de ontem (26) foram considerados positivos, sendo beneficiados por preços realizados mais altos e desvalorização do real perante ao dólar. Contudo, as units KLBN11 registram queda na sessão desta quinta-feira (27), com um dia negativo para commodities no geral e em sessão de queda do dólar (em cerca de 1%, na casa dos R$ 5,33) após sucessivas altas.

Para Itaú BBA, Klabin reportou resultados sequencialmente mais fortes no 3T22, com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) consolidado ajustado de R$ 2,311 bilhões em linha com sua estimativa de R$ 2,322 bilhões).

“O Ebitda de celulose atingiu R$ 1,208 bilhão, suportado principalmente pela forte realização de preços, que mais do que compensou volumes ligeiramente menores e um aumento significativo nos custos”, apontam analistas do BBA. “Os negócios de papel e embalagens se beneficiaram de fortes volumes e preços, e o Ebitda atingiu R$ 1,103 bilhão (aumento de 24% A/A)”, completam.

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A XP Investimentos ressalta que o Ebitda do 3T22 foi o maior da história da Klabin em um trimestre, com “papel e embalagem apresentando um trimestre sólido e celulose em ambiente de preços de celulose mais altos aliados a um real desvalorizado”.

“A recente fraqueza nos preços do petróleo em todo o mundo pode resultar em algum alívio na pressão de custos nos próximos trimestres”, espera a equipe de research da XP.

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Para o Morgan Stanley, maiores receitas mais do que compensaram maiores despesas gerais e administrativas no trimestre. Os números acima das projeções do banco foram impulsionados por “1) menores despesas financeiras líquidas, 2) contribuição positiva do resultado cambial, 3) maior reavaliação positiva dos ativos biológicos e 4) menor alíquota efetiva de imposto”.

O Bradesco BBI, por sua vez, diz que os números da Klabin no 3T22 foram um pouco melhores do que suas expectativas, com preços de venda sendo destaque positivo.

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“O desempenho do volume permaneceu saudável, com a Klabin aproveitando sua flexibilidade operacional para integrar mais volumes de kraftliner durante um período sazonalmente mais forte para a demanda de papelão ondulado”, apontam os analistas.

De negativo, analistas do BBI apontam que a inflação de custos continua atingindo os resultados, com os custos caixa da celulose novamente em alta e despesas gerais e administrativas mais elevadas.

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A XP Investimentos mantém recomendação de compra da Klabin com preço-alvo de R$ 31,2, o que representa um potencial de valorização de 47,4% frente a cotação de fechamento de quarta-feira (26) de R$ 21,16, “em face do valuation atrativo e da resiliência de resultados”.

Morgan Stanley e Itaú BBA também possuem recomendação equivalente à compra para Klabin, com preço-alvo de R$ 25 e R$ 24, nesta ordem.

Por fim, Bradesco BBI reitera recomendação neutra para Klabin e preço-alvo de R$ 27. E”stamos mais cautelosos com o ciclo de celulose em 2023, mas acreditamos que a Klabin oferece resiliência de resultados e menor exposição direta aos preços de celulose em relação aos pares de Papel & Celulose”, aponta o banco.