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O JPMorgan elevou os preços-alvo de empresas brasileiras de petróleo, gás e combustíveis e manteve uma visão positiva para Petrobras (PETR3; PETR4), PRIO (PRIO3), Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3). A revisão incorpora os resultados do segundo trimestre de 2026 e novas premissas para os preços do petróleo.
Para o banco, o cenário para o setor deve mudar nos próximos anos: enquanto os preços do petróleo tendem a caminhar para uma normalização, os negócios de refino e distribuição de combustíveis devem apresentar maior resiliência.

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O JPMorgan projeta preço médio do Brent de US$ 85 por barril em 2026, recuando para US$ 75 em 2027. A expectativa é de crescimento da oferta de produtores de fora da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e de uma demanda mais fraca, levando o mercado gradualmente de volta a um cenário de excesso de oferta.
Mesmo com essa perspectiva para o petróleo, o banco vê um cenário mais favorável para os derivados. Anos de fechamento de refinarias nos Estados Unidos e na Europa deixaram o sistema global com capacidade mais apertada, enquanto conflitos geopolíticos e estoques reduzidos mantêm as margens de refino (crack spreads) sustentadas.
Com isso, o JPMorgan prefere empresas integradas e companhias expostas ao downstream, segmento que reúne refino, distribuição e comercialização de combustíveis.
Petrobras (PETR4)
Para a Petrobras, o JPMorgan elevou o preço-alvo das ações PETR3 para R$ 62,50 e de PETR4 para R$ 58,50, ambos com recomendação overweight (acima da média do mercado, equivalente à compra).
O banco considera a estatal bem posicionada para capturar um ambiente favorável para o petróleo. Com as novas premissas para o Brent, o JPMorgan projeta que o EBITDA do segmento de exploração e produção possa chegar a cerca de US$ 50 bilhões.
Na avaliação dos analistas, esse crescimento deve mais do que compensar possíveis impactos negativos de impostos sobre exportações e de margens menores no downstream.
O JPMorgan também considera a governança da Petrobras sólida, destacando regras mais claras sobre política de preços e mecanismos de compensação. Embora ainda veja possibilidade de mudanças estratégicas, como aumento de investimentos ou novas aquisições, o banco não considera mais o fluxo de caixa uma preocupação diante de preços do petróleo bem acima do ponto de equilíbrio.
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PRIO (PRIO3)
A PRIO também recebeu recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 70. O JPMorgan considera a companhia a principal petroleira independente do Brasil, destacando sua combinação de forte geração de caixa, crescimento e eficiência operacional.
A companhia deve se beneficiar, em 2026, do início da produção de Wahoo e da consolidação de Peregrino, alcançando aproximadamente 200 mil barris de óleo equivalente por dia até o fim do ano.
Segundo o banco, a exposição da PRIO aos preços do petróleo sem proteção (unhedged) permite que a companhia capture integralmente os benefícios de um ambiente de petróleo mais favorável.
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Vibra (VBBR3)
Para a Vibra, o JPMorgan também manteve recomendação overweight e estabeleceu preço-alvo de R$ 43, destacando o histórico da companhia e sua ampla capilaridade como vantagens competitivas. A Vibra tem apresentado margens elevadas na distribuição de combustíveis ao priorizar postos de maior volume e margens, em vez de simplesmente buscar crescimento de volumes.
O JPMorgan também vê como positiva a forte posição de abastecimento da companhia, incluindo sua elevada participação nas compras de combustíveis da Petrobras.
Como maior participante do mercado, a Vibra ainda estaria bem posicionada para se beneficiar do combate a irregularidades no setor e de possíveis reformas estruturais em 2026.
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Ultrapar (UGPA3)
A Ultrapar completa o grupo de preferidas do JPMorgan, com recomendação overweight e preço-alvo de R$ 39.
O banco destaca a transformação da companhia em uma holding mais diversificada e sua estratégia ativa de alocação de capital.
Na distribuição de combustíveis, o turnaround implementado pela empresa começa a apresentar resultados, enquanto a Ultragaz vem ampliando sua presença no mercado a granel, com soluções associadas e margens maiores.
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Na logística, a expansão da Ultracargo e o investimento na Hidrovias do Brasil reforçam a visão positiva sobre a exposição da companhia ao agronegócio.
Para o JPMorgan, a rentabilidade da distribuição de combustíveis deve permanecer acima dos níveis históricos. Com isso, as melhorias operacionais da Ultrapar tendem a se transformar cada vez mais em geração de caixa excedente, ampliando a flexibilidade financeira e o potencial de retorno aos acionistas.