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JBS oferta US$ 1 bi em títulos, paralisação de avicultores ligados à BRF, dados de produção de PetroRio e Dommo e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta quarta-feira (9)

(Divulgação JBS Friboi)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo tem entre os destaques a aquisição da Gol em meio aos recentes movimentos para a consolidação do setor aéreo.

Já a Vale informou que liquidará antecipadamente passivo de cerca de US$ 2,5 bilhões referente ao project finance do Corredor Logístico de Nacala (CLN), que atende a um projeto de carvão em Moçambique.

No setor de frigoríficos, a companhia de alimentos JBS anunciou na véspera que emitiu e precificou uma oferta de US$ 1 bilhão no mercado internacional em títulos ligados à sustentabilidade, que estão atrelados ao compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa pela empresa. Já os produtores de frango integrados à BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT) decidiram em assembleia paralisar os alojamentos de pintainhos para engorda e abates a partir da próxima segunda-feira, em meio a reivindicações por reajustes de preços devido ao aumento de custos, conforme associação local.

Atenção ainda para os dados de produção de petróleo da Dommo e da PetroRio.

Destaque para a CSN: a companhia confirmou nesta quarta que existem tratativas a respeito de eventual aquisição da Elizabeth Cimento, pertencente ao fundo Farallon, mas ponderou que até o momento, não há documento vinculante acerca de tal aquisição. De acordo com reportagem do Valor Econômico nesta quarta-feira, o valor do negócio pode variar de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões. A cimenteira tem fábrica no Estado da Paraíba.

Confira os destaques:

Gol (GOLL4)

Em meio às notícias da Azul (AZUL4) em busca de comprar as operações da Latam Brasil, a Gol Linhas Aéreas  anunciou na noite de terça a aquisição da MAP Transportes Aéreos, aérea doméstica com rotas regionais e do Aeroporto de Congonhas em São Paulo, por R$ 28 milhões em dinheiro e ações.

Segundo a empresa aérea, o pagamento será composto por 100.000 ações GOLL4 a R$ 28/ação e R$ 25 milhões em dinheiro a serem pagos em 24 parcelas mensais, após cumpridas todas as condições precedentes.

O Bradesco BBI ressalta que, com a aquisição, a Gol fortalece sua posição no mercado de aviação regional.  A Gol espera três benefícios principais com a operação: 1) expansão de sua malha aérea, 2) substituição dos sete ATRs por B737-700s e aumento da capacidade nas rotas regionais e 3) ganho de escala no aeroporto de Congonhas.

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“A notícia é positiva para a Gol, pois a empresa também está ajudando a consolidar o mercado brasileiro de aviação civil e, consequentemente, melhorando a rentabilidade”, apontam Victor Mizusaki e Pedro Fontana, analistas do BBI. De acordo com as estimativas dos analistas, o preço de aquisição, de R$ 128 milhões do valor de mercado mais dívidas (EV) terá um impacto menor de 0,6% na dívida líquida da Gol, que fechou o primeiro trimestre a R$ 17,9 bilhões, que é ajustada pelo desembolso de caixa de R$ 744 milhões para concluir a deslistagem da Smiles e entrada de caixa de R$ 512 milhões referente ao aumento de capital.

Já o Credit Suisse destaca que a Gol acrescentou em seu anúncio que considera a aquisição do MAP o único movimento racional de fusão e aquisição a ser feito neste ponto no segmento de aviação civil brasileira, e agora terá como foco o crescimento orgânico. O Credit possui recomendação neutra para as ações GOLL4, com preço-alvo de R$ 19, o que representa um valor 30% menor do que o fechamento de terça-feira, de R$ 27,20. Já o BBI, também com recomendação neutra, tem preço-alvo de R$ 24 por ativo, ou 11,75% menor frente o fechamento da véspera.

Ainda no radar do setor, o Bradesco BBI classificou como negativa para as aéreas brasileiras a notícia de que o governo dos Estados Unidos flexibilizou as recomendações de viagens para turistas de 61 países, mas não para o Brasil, que permanece sob os níveis mais restritivos. O banco diz que as restrições devem continuar a atrasar a recuperação do mercado internacional.

Vale (VALE3)

A Vale informou que liquidará antecipadamente passivo de cerca de US$ 2,5 bilhões referente ao project finance do Corredor Logístico de Nacala (CLN), que atende a um projeto de carvão em Moçambique.

Com a liquidação, prevista para 22 de junho, a companhia disse que terá cumprido todas as condicionantes para a conclusão da compra da participação da Mitsui 8031.T na mina de carvão de Moatize e no CLN. O pagamento era necessário uma vez que as condições do project finance não permitiam que a Mitsui vendesse sua participação, segundo explicou a assessoria de imprensa.

A Vale havia publicado em janeiro a assinatura de acordo com a Mitsui para a compra dos ativos, quando também informou sua intenção de desinvestir do negócio no futuro.

“Com a simplificação da governança e da gestão dos ativos, a Vale dá continuidade ao processo de desinvestimento responsável da sua participação no negócio de carvão, pautado na preservação da continuidade operacional da mina de Moatize e do CLN”, afirmou a Vale no comunicado desta terça-feira.

A XP reiterou perspectiva positiva para a Vale, uma vez que o acordo representa mais um passo para o desinvestimento responsável da Vale no negócio de carvão, com a simplificação da governança e gestão dos ativos. “Temos a recomendação de Compra para Vale com preço-alvo de R$ 122 por ação”, apontam os analistas.

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Ainda no radar da Vale, os futuros do minério de ferro avançaram nesta quarta-feira, com o contrato de referência na bolsa chinesa de Dalian chegando a subir 5,4% após três dias de baixa, à medida que preocupações com a oferta impulsionaram as cotações do material usado na fabricação do aço. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian DCIOcv1, para entrega em setembro, encerrou o pregão diurno com alta de 4%, a 1.175 iuanes (US$ 183,78) por tonelada, após chegar a saltar mais cedo para 1.191,50 iuanes.

O contrato para julho na bolsa de Cingapura SZZFN1 subia mais de 2%, para cerca de US$ 205 por tonelada. O minério de ferro fechou com ganhos mesmo após nova promessa do órgão de planejamento da China de ampliar o monitoramento dos preços das commodities e a fiscalização do mercado.

As preocupações com a oferta de minério de ferro na China também impulsionaram os preços spot, com o minério teor de 62% avançando para US$ 209 por tonelada na terça-feira, maior nível desde 19 de maio, segundo dados da consultoria SteelHome.

JBS (JBSS3)

A companhia de alimentos JBS anunciou na véspera que emitiu e precificou uma oferta de US$ 1 bilhão no mercado internacional em títulos ligados à sustentabilidade, que estão atrelados ao compromisso de redução de emissões de gases de efeito estufa pela empresa.

Segundo comunicado ao mercado, as chamadas “Sustainability-Linked Unsecured Senior Notes” foram emitidas pelo valor de face de US$ 98,913, com yield de 3,75% ao ano, cupom de 3,625% ao ano e vencimento em 2032. A emissão foi realizada no mesmo dia em que a agência Fitch Ratings elevou a classificação de risco da companhia brasileira de carnes para grau de investimento.

BRF (BRFS3)

Os produtores de frango integrados à BRF localizada em Lucas do Rio Verde (MT) decidiram em assembleia paralisar os alojamentos de pintainhos para engorda e abates a partir da próxima segunda-feira, em meio a reivindicações por reajustes de preços devido ao aumento de custos, conforme associação local.

Com aumento nas despesas operacionais das granjas, como combustíveis e energia elétrica, os integrados solicitam elevação de 10% a 12% no preço pago pelo animal.

CSN (CSNA3)

A CSN confirmou nesta quarta-feira que existem tratativas a respeito de eventual aquisição da Elizabeth Cimento, pertencente ao fundo Farallon, mas ponderou que até o momento, não há documento vinculante acerca de tal aquisição.

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Mais cedo, o jornal Valor Econômico tinha informado que  o empresário Benjamin Steinbruch, principal acionista e presidente da Companhia Siderúrgica Nacional estaria em negociações avançadas para compra da Elizabeth Cimento, que tem fábrica no Estado da Paraíba. A cimenteira pertence ao fundo Farallon, que recebeu o ativo como pagamento de dívidas da família Crispin, dona da Cerâmica Elizabeth.

O valor do negócio pode variar de US$ 200 milhões a US$ 250 milhões – pelo tamanho da unidade fabril, qualidade do ativo, mercado na região Nordeste e grau de concorrência, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal. Uma fábrica nova, de 1 milhão de toneladas de capacidade, custa pelo menos US$ 230 milhões.

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual fixou o preço de sua oferta primária de units a R$ 122,01 cada na terça-feira, levantando R$ 2,98 bilhões, de acordo com fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Foi o segundo follow-on do banco neste ano e o BTG planeja usar os recursos para impulsionar o crescimento do banco de varejo. O preço representa um desconto de 1,2% em relação à cotação de fechamento da véspera.

BTG Pactual, Bradesco BBI, Itaú BBA, Santander Brasil e UBS BB coordenaram a oferta com esforços restritos, que compreendeu a distribuição de 24,402 milhões de units, incluindo lote adicional.

PetroRio (PRIO3)

A produção de barris de petróleo da PetroRio teve queda de 4,88% em maio frente abril, totalizando produziu 30.013 barris no mês passado. A companhia destacou que “a produção do Campo de Frade no mês de maio foi impactada por uma parada programa da para manutenção no FPSO Frade, finalizada em 7 de maio”.

Dommo Energia (DMMO3)

A Dommo Energia informou que a sua produção de petróleo do Campo de Tubarão Martelo (TBMT) subiu 3,43% em maio na comparação com abril, totalizando 44.201 barris.

“Conforme informado pelo operador do TBMT, desde fevereiro, a produção está sendo impactada pela parada na produção do poço TBMT-8H, por falha da bomba centrífuga submersa (BCS), que estava em operação desde o início da produção do Campo, causando redução da produção em cerca de 1,4 kbbld. A sonda Kingmaker foi mobilizada para a realização de workover na bomba, com conclusão prevista para meados de junho”, apontou.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Petrobras informou que uma oferta lançada por sua subsidiária Petrobras Global Finance para recompra de títulos emitidos no mercado internacional atraiu investidores com volume de principal superior a US$ 2 bilhões.

A companhia havia se disposto a adquirir títulos até um montante total de US$ 2,5 bilhões e a demanda superou esse limite, o que fez com que o volume ofertado para alguns títulos não fosse aceito, disse a estatal em comunicado na noite de terça-feira.

“O volume de principal validamente entregue pelos investidores, excluindo juros capitalizados e não pagos, foi de 2,115 bilhões de dólares. Adicionalmente, há um montante equivalente a 21,365 milhões ainda sujeito à validação de acordo com os termos da operação”, afirmou.

O pagamento aos investidores que tiveram títulos entregues e aceitos para recompra ocorrerá em 11 de junho.

A Petrobras realizou no início deste mês a emissão de uma nova série de títulos no mercado internacional, com vencimento em 2051 e volume total de US$ 1,5 bilhão, sendo que parte dos recursos serão utilizados para bancar a oferta de recompra.

Eletrobras (ELET3;ELET6)

O relator da medida provisória de privatização da Eletrobras no Senado, Marcos Rogério (DEM-RO), afirmou em entrevista coletiva na terça após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, que se comprometeu com o governo federal a apresentar seu parecer ainda nesta semana, acrescentando que espera votá-lo no máximo até o início da próxima.

O cronograma mencionado pelo senador acompanha as expectativas do governo, que deseja ver a operação de capitalização da elétrica estatal aprovada antes do vencimento da MP, em 22 de junho. Marcos Rogério disse ainda que está ouvindo sugestões, mas que a ideia é trabalhar com o texto aprovado pela Câmara dos Deputados sem grandes alterações.
Em evento transmitido on-line pelo Bradesco BBI, o secretário de Desestatização do Ministério da Economia, Diogo Mac Cord, disse que governo está alinhado à proposta de privatização. “Uma primeira versão do substituto (à MP) tinha problemas graves. Todos eles, sem exceção, foram superados”, afirmou.

Mas petroleiras com atuação no Brasil acreditam que a contratação compulsória de térmicas pelo governo, nas regras do atual texto MP, ameaça a ampliação e o estímulo ao uso do gás nacional e pode gerar perdas ao país de R$ 600 milhões por ano em royalties.

“Se o ponto for estimular o consumo de gás nacional, essas térmicas não vão fazer isso”, disse à agência internacional de notícias Reuters a nova diretora de gás natural do IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo), que representa as petroleiras no país, Sylvie D’Apote.

Banco do Brasil (BBAS3)

A Fitch reafirmou na terça-feira o rating BB- da Caixa Econômica Federal, com perspectiva negativa. Em comunicado, a agência de classificação de risco afirmou que a nota de crédito da instituição financeira é apoiada pelo rating soberano do Brasil.

“Na opinião da Fitch, há uma alta propensão do governo em fornecer suporte em caso de necessidade, dada a propriedade do governo federal do banco, seu papel fundamental na implementação das políticas econômicas do governo e a importância sistêmica do banco”, ressaltou a agência.

Segundo a Fitch, a perspectiva negativa reflete a posição financeira potencialmente “mais fraca” do Brasil, o que poderia prejudicar a capacidade do governo federal de fornecer apoio à Caixa. No dia 27 de maio, a Fitch também reafirmou o rating soberano BB- do Brasil, com perspectiva negativa.

Iochpe Maxion (MYPK3) e Tupy (TUPY3)

O Bradesco BBI comentou os dados sobre produção de veículos da Anfavea (Associação Brasileira de Fabricantes de Carros), que informou a produção de 192,8 mil unidades em maio de 2021, frente a 43 mil no mesmo período de 2020. Na comparação mensal, a produção de caminhões ficou estável, enquanto que a de veículos leves caiu 4% e a de ônibus caiu 16%.

A Anfavea afirma esperar que a escassez de semicondutores seja normalizada no início de 2022. Na avaliação do banco, a escassez, combinada a paradas na produção de GM, Nissan e Volkswagen, deve reduzir em um corte de 7% na produção de veículos leves, para 2,1 milhão de carros em 2021, frente à previsão de 2,3 milhões.

O Bradesco BBI mantém recomendação outperform (expectativa de valorização acima da média do mercado) e preferência no setor latinoamericano de bens de capital para Iochpe, com preço-alvo de R$ 21; e para a Tupy, com preço-alvo de R$ 34.

Modalmais (MODL11)

O Itaú BBA iniciou a cobertura da Modalmais, com avaliação outperform e preço-alvo para 2021 de R$ 27 para os papéis MODL11, ante o fechamento na terça por R$ 17,35, ou alta de 55,62%.

O banco afirma que a Modalmais é uma plataforma de investimentos lucrativa, com 1,3 milhão de clientes, com crescido rápido, exposta à tendência de aprofundamento do mercado financeiro brasileiro.

O banco afirma que os brasileiros têm investido cada vez mais, e que a Modalmais construiu um ecossistema sofisticado para monetizar essa tendência, com uma margem líquida de 19% no primeiro trimestre de 2021.

Cosan (CSAN3), BR Distribuidora (BRDT3) e Ultrapar (UGPA3)

O Bradesco BBI comentou os volumes de combustíveis medidos para a semana encerrada em 6 de junho, com alta de 10% na comparação anual, e de 1,4% na comparação semanal, apesar do feriado. A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, continua a ter desempenho superior ao da concorrência, com alta de 18% nos volumes na comparação anual, para a semana encerrada em 6 de junho. Os volumes da BR Distribuidora subiram 8%, e os da Ipiranga, empresa da Ultrapar, 6%, na mesma comparação. Os de postos sem marcas subiram 11%.

Em média, os preços da gasolina caíram R$ 0,01 por litro em relação à semana anterior, encerrada em 30 de maio. O prêmio frente ao ajuste das refinarias caiu de R$ 0,015 por litro em 30 de maio para R$ 0,14 por litro.

BKBR (BKBR3), Arcos Dourados (NYSE: ARCO), Alsea (BMV: ALSEA)

O Morgan Stanley afirma que o mês de maio teve principalmente tendências positivas para o setor de restaurantes da América Latina, com os níveis de mobilidade próximos àqueles em que as empresas recuperadas se aproximam de níveis pré-Covid. O México está à frente nesse processo de recuperação, com resultados positivos em refeições casuais.

A mobilidade no Brasil esteve 23% menor em maio, frente à queda de 32% em abril e de 45% em março. O nível é similar àquele de outubro de 2020, quando a venda das empresas recuperadas se aproximou dos níveis anteriores à pandemia, impulsionados por drive-thrus e entregas. O banco diz esperar que o avanço da vacinação e a queda do uso de leitos de UTI continuem a impulsionar a mobilidade no país, mas diz não descartar uma nova onda de Covid.

O banco diz esperar que a Arcos Dourados, dona do McDonald’s no Brasil, e a BKBR, dona do Burger King no Brasil, comecem a apresentar resultados significativamente melhores, em especial no caso da Arco, que é menos exposta a shoppings, com mais pontos de entrega. BKBR e Alsea são as top picks do Morgan Stanley para o setor na América Latina.

Carrefour Brasil (CRFB3)

O Carrefour Brasil comunicou nesta quarta-feira que está avançando nas tratativas com autoridades e associações civis para a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) envolvendo R$ 120 milhões relacionado à morte de um cliente negro em uma loja da rede no Rio Grande do Sul, no ano passado.

João Alberto Silveira Freitas foi espancado até a morte em novembro por seguranças que atuavam em uma loja Carrefour localizada no bairro de Passo D’Areia, em Porto Alegre. De acordo com o varejista, os recursos, que serão desembolsados ao longo dos próximos anos, já estão majoritariamente provisionados pela companhia.

Arezzo (ARZZ3)

A XP iniciou cobertura para a Arezzo com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 110,0 por ação para o fim de 2021.

“Nós temos uma visão construtiva uma vez que (i) ela é uma empresa de alta qualidade com perspectivas sólidas de crescimento orgânico além de contar com diversas opcionalidades de crescimento (com a entrada em infantil, chinelos e vestuário feminino); (ii) ela está bem posicionada para se beneficiar da retomada/recuperação econômica dado que acreditamos que a categoria de calçados foi duramente despriorizada em 2020, principalmente no que diz respeito a sapatos sociais/casuais (foco da Arezzo); e (iii) o papel está negociando 25,2 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) esperada para 2022, o que é um desconto de 20% versus a média de 3 anos e um desconto e 8% aos pares”, avaliam.

IPOs no radar

A rede de clínicas de tratamento contra o câncer Oncoclínicas pediu na terça registro para realizar oferta inicial de ações, em busca de recursos para financiar planos de expansão. Criada em 2010 em Belo Horizonte (MG), a companhia se apresenta como a maior rede privada da América Latina de tratamento no setor em receita, tendo 69 unidades, incluindo clínicas e laboratórios localizadas em 20 cidades no Brasil.

A provedora de soluções antifraude digital Clear Sale pediu na véspera registro para realizar um oferta inicial de ações, em busca de recursos para financiar crescimento orgânico e via aquisições. Criada em 2001 e com 2.500 funcionários, a Clear Sale tem operação maior na autenticação de pagamentos de compras online feitas com cartão de crédito e na autenticação de identidade online. No prospecto preliminar da operação, a Clear Sale diz que no fim de março tinha mais de 4.800 clientes ativos em mais de 160 países, a partir de unidades de Brasil, México e Estados Unidos.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)