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SÃO PAULO – A FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou, nesta quinta-feira (29), a variação do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao mês de janeiro (entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual). O índice, que é o principal balizador para o reajuste de aluguéis, registrou queda de 0,44% no período.
O resultado foi menor do que o apurado no mesmo período do mês anterior, quando o índice chegou a -0,13%. A maior contribuição para o recuo veio do IPA (Índice de Preços por Atacado), que passou de -0,42% para -0,95%.
Já o INCC (Índice Nacional da Construção Civil) apresentou avanço, passando de 0,22% para 0,26% no período analisado. A categoria de materiais e serviços chegou a 0,33% na medição atual, enquanto o índice que capta o custo da mão-de-obra registrou variação de 0,17% em relação a dezembro.
Altos e baixos
Assim como o INCC, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que também integra o IGP-M, apresentou alta no período estudado, ficando em 0,75%, contra 0,58% um mês antes.
A principal contribuição puxando o índice para cima foi do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,40% para 2,30%). Outras acelerações importantes foram as dos grupos Alimentação (0,82% para 0,96%), Transportes (0,50% para 0,85%) e Despesas Diversas (0,22% para 0,36%).
Vale destacar ainda as altas em itens como batata-inglesa (5,23% para 19,32%), tarifa de ônibus urbano (0,57% para 1,64%), curso de Ensino Fundamental (0% para 5,13%), curso de Ensino Superior (0% para 2,19%) e curso de Ensino Médio (0% para 4,64%).
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Por outro lado, os recuos nas taxas dos grupos Habitação (0,45% para 0,30%), Vestuário (0,58% para 0,22%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,71% para 0,49%) ajudaram a conter o aumento do índice.
IGP-M
O cálculo do IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC. Os indicadores medem itens como bens de consumo (alimentos) e bens de produção (matérias-primas, materiais de construção), além dos preços de aluguéis, condomínios, transportes, dentre outros.
O IGP-M mede os níveis de inflação para toda a população, envolvendo todos os níveis de renda. Esse índice é utilizado para reajustes de contratos de aluguel, tarifas públicas e planos de saúde (no caso dos contratos mais antigos).