Índice de ADRs brasileiros sobe 0,82% em NY com avanço de Vale, Petrobras e bancos

No exterior, em dia de agenda esvaziada, investidores ficaram atentos a sinais da trajetória da política monetária na Europa e nos EUA

Equipe InfoMoney

Bandeira do Brasil (Getty Images)

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O índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR (BR20), que reúne as principais empresas brasileiras listadas na B3 com recibos de ações negociados nos Estados Unidos, teve uma sessão de alta nesta segunda-feira (12), fechando com ganhos de 0,82% no mercado americano, a 20.173,73 pontos. A B3 estará fechada até a próxima terça-feira (13) por conta do feriado de Carnaval, só abrindo na quarta-feira de Cinzas a partir das 13h (horário de Brasília).

O EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, que replica o índice MSCI Brazil, seguiu o movimento e subiu 0,88%, a US$ 33,22. Os ADRs de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) guiaram os ganhos dos índices, apesar da sessão sem grandes mudanças do petróleo e com o mercado chinês fechado. Os papéis de Vale subiram 1,36%, enquanto o PBR (equivalente ao PETR3) subiu 0,49% e o PBR-A teve ganhos de 0,66%.

Mesmo com o feriado do Ano Novo Lunar na China, as ações de mineradoras se destacaram entre os ativos com desempenho positivo no pregão das bolsas europeias, diante da alta dos metais básicos, também levando à alta dos ativos de mineração do Brasil. Já no mercado de petróleo, os preços fecharam praticamente estáveis nesta segunda, depois de terem subido mais de 6% na semana passada devido à escalada das tensões no Médio Oriente. O WTI para março subiu 8 centavos de dólar, a US$ 76,92 o barril. O contrato do Brent para abril fechou em US$ 82 o barril, queda de 0,23%.

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Bancos também tiveram um dia de ganhos, como Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC4), enquanto a Azul (AZUL4) teve a maior variação percentual, de 2,45%.

Confira abaixo o desempenho dos ADRs mais líquidos da NYSE:

TICKEREmpresaCOTAÇÃO (US$)VARIAÇÃO (%)
em relação ao último fechamento
AZULAzul7,532,45
SUZSuzano10,912,35
VIVTelefônica Brasil10,992,33
ASAISendas Distribuidora13,791,62
VALEVale13,431,36
GGBGerdau4,281,3
ITUBItaú Unibanco6,971,01
BSBRBanco Santander (Brasil)5,790,96
BBDBradesco2,750,92
TIMBTIM Brasil18,730,83
PBR.APetrobras16,770,66
ABEVAmbev2,60,58
EBREletrobras8,840,51
PBRPetrobras17,270,47
SIDCSN3,560,14
ERJEmbraer18,120,06
SBSSabesp16,060,03
CIGCemig2,250
CSANCosan14,89-0,2
BRFSBRF2,83-1,91

Os principais mercados europeus fecharam em alta nesta segunda, com os balanços e as perspectivas para as taxas de juro concentrando as atenções, já que os investidores aguardam os dados de inflação dos EUA e comentários de membros do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) esta semana. Enquanto isso, Wall Street teve uma sessão de movimentos mistos, com avanço do Dow Jones de 0,33% e leve queda do Nasdaq de 0,34% e do S&P500 de 0,09%, este último ainda fechando acima da marca histórica dos 5 mil pontos, alcançada pela primeira vez na última sexta-feira (9).

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Dúvidas sobre quando os grandes BCs poderão começar a reduzir juros persistem, uma vez que é incerto que a inflação esteja se movendo de forma sustentável para o nível de 2% perseguido na zona do euro, assim como no Reino Unido e nos EUA.

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), em uma nota positiva, disse que está “muito confiante” de que a economia global verá uma aterrissagem suave, acrescentando que as taxas de juro começarão a cair em meados do ano.

A diretora do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Michelle Bowman, por sua vez, afirmou que “ainda é cedo para projetar quando” o BC dos Estados Unidos cortará as taxas de juros ou qual será o tamanho da redução, considerando o cenário incerto. “Estamos satisfeitos com o progresso da inflação, com os números abaixo de 3%, mas ainda existem muitos riscos no horizonte. É cedo para prejulgar se isso afetará a economia e não vejo como apropriado cortes no futuro imediato”, explicou em evento.

Na Europa, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Banco da Espanha, Pablo Hernández de Cos, disse que novas projeções de inflação e crescimento econômico do BCE, a ser divulgadas em março, serão cruciais para a instituição determinar quando começar a reduzir juros.

Já o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do BC da Bélgica, Pierre Wunsch, disse que embora seja possível argumentar a favor de adiar o relaxamento da política monetária até que mais dados estejam disponíveis, os riscos de não continuar esperando para cortar juros não são grandes.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)