INCC-M acelera e construir fica 1,77% mais caro em junho

Variação é 0,84 ponto percentual maior do que a registrada no mês de maio, quando o índice apurado ficou em 0,93%

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SÃO PAULO – Em junho, o brasileiro gastou 1,77% a mais para construir, segundo informações do INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção) da FGV (Fundação Getulio Vargas), divulgado nesta segunda-feira (28).

A variação é 0,84 ponto percentual maior do que a registrada em maio, quando o índice ficou em 0,93%. Nos últimos 12 meses, o INCC-M, que é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês atual, tem variação acumulada de 6,31% e, passados seis meses de 2010, a taxa é de 5,29%.

Grupos
No sexto mês do ano, o grupo Materiais, Equipamentos e Serviços registrou alta de 1,04%, resultado maior do que o apurado um mês antes, de 0,51%. A maior contribuição para a aceleração do grupo veio do subgrupo materiais para estrutura, que passou de 0,62% para 1,60% no período analisado. O subgrupo serviços também apresentou acréscimo em junho, passando de 0,36% para 0,92%.

No que diz respeito ao grupo Mão-de-Obra, a variação foi de 2,59% este mês, frente a 1,41% no quinto mês do ano. Aqui, a maior contribuição para o aumento foi do item auxiliar, cujo índice ficou em 2,75%.

No geral, as maiores influências positivas para o resultado apurado no sexto mês de 2010 foram as seguintes: ajudante especializado (de 0,74% para 3,18%), servente (de 1,71% para 2,08%), pedreiro (de 1,53% para 2,52%), carpinteiro (de 1,56% para 2,39%) e engenheiro (de 1,30% para 2,44%).

Por outro lado, as maiores influências negativas foram de ferragens para esquadrias (de 0,28% para -0,36%), materiais para instalação hidráulica (de -0,31% para -0,05%), ladrilhos e placas para pisos (de -0,19% para -0,35%).

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Capitais
Considerando as sete capitais estudadas pela FGV, no sexto mês de 2010, cinco apresentaram aceleração, enquanto Recife e Porto Alegre desaceleraram no período.

Cidade Maio de 2010 (%) Junho de 2010 (%)
Salvador 0,08 0,22
Brasília 0,12 2,84
Belo Horizonte 0,15 0,25
Recife 0,28 0,19
Rio de Janeiro 0,33 0,91
Porto Alegre 0,69 0,42
São Paulo 1,77 2,97