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Inicio a leitura do mercado com um pano de fundo ainda construtivo para os ativos de risco, mas que já começa a exigir atenção no curto prazo, sobretudo pela proximidade de regiões técnicas sensíveis.
No Brasil, o Ibovespa segue operando próximo de sua máxima histórica, após renovar topo recentemente, mas já apresenta movimentos de correção pontual, típicos de um mercado mais esticado. No exterior, o S&P 500 mantém a liderança do movimento altista ao renovar recordes, enquanto a Nasdaq entra em uma fase de consolidação após a forte recuperação dos últimos meses. O dólar futuro continua pressionado, reforçando o ambiente de maior apetite ao risco, enquanto o Bitcoin tenta consolidar um movimento de recuperação depois de um longo período corretivo.
Diante desse cenário, o comportamento dos preços nas próximas sessões — especialmente frente a suportes e resistências-chave — será decisivo para entender se o mercado terá fôlego para novos movimentos direcionais ou se entrará em um processo mais prolongado de acomodação.
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Análise técnica do Ibovespa
Pelo gráfico diário, observo que o Ibovespa segue em tendência de alta, negociando próximo da máxima histórica em 166.069 pontos, renovada na última semana. Após esse movimento, o índice passou por uma realização pontual, encerrando a última sessão com queda de 0,46%, aos 164.799 pontos, movimento que não compromete, por ora, a estrutura altista. No acumulado da semana, o índice ainda registrou alta de 0,88%, marcando a segunda semana consecutiva de ganhos, o que reforça a dominância do fluxo comprador no pano de fundo.
O IFR (14) em 62,04 indica zona neutra. Para que o índice retome força e siga renovando máximas, será fundamental romper de forma consistente os 166.069 pontos, o que abriria espaço para projeções em 166.390, 167.430, 169.115 e, em extensão, a região psicológica dos 170.000 pontos.
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Por outro lado, a perda da faixa de 164.260/161.765 pode intensificar um movimento corretivo, com alvos em 160.455, 157.300, 155.180 e 153.570 pontos.

Análise técnica do Dólar
No dólar futuro, o cenário segue baixista. Pelo gráfico diário, o ativo continua negociando abaixo das médias móveis, que permanecem inclinadas para baixo, indicando continuidade do fluxo vendedor. Na última sessão, o contrato fechou próximo da estabilidade, mas sem qualquer sinal técnico relevante de reversão. O IFR (14) em 41,73 permanece em zona neutra.
Para dar sequência ao movimento de baixa, o mercado precisa romper a região de suporte em 5.372,5/5.318,5 pontos. Caso isso ocorra, os próximos alvos técnicos passam a ser 5.284,5, 5.251,5 e, mais adiante, 5.208/5.127 pontos.
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Já uma tentativa de recuperação mais consistente exigiria a superação da faixa de 5.428,5/5.515, com alvos posteriores em 5.614/5.669,5 e, em extensão, 5.783,5/5.889,5 pontos. Por ora, porém, o viés segue negativo.

Confira a análise dos minicontratos:
- Day Trade hoje: o que esperar dos minicontratos e do Ibovespa nesta segunda (19)
- Mini-índice (WING26): confira os pontos de suporte e resistência nesta segunda (19)
- Minidólar (WDOG26): Confira os pontos de suporte e resistência para esta segunda (19)
Análise técnica da Nasdaq
A Nasdaq entra em um momento de consolidação técnica após o forte movimento de recuperação observado nos últimos meses. O índice vem negociando de forma mais lateral, próximo às médias móveis, formando um triângulo de consolidação, que ainda não apresentou força suficiente para um rompimento direcional. Na última sessão, houve leve baixa, reforçando o caráter de indecisão no curto prazo.
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Para que o índice volte a ganhar tração altista, será necessário romper a região de 25.875 pontos, o que recoloca no radar o topo histórico em 26.182, seguido por projeções em 26.475/26.735 pontos.
Em contrapartida, a perda da faixa de 25.400/25.100 pode destravar um fluxo vendedor mais forte, com correções em direção a 24.432/24.021 e, em um movimento mais amplo, 23.698/23.279 pontos. Em janeiro, a Nasdaq ainda acumula alta de 1,11%.

Análise técnica do S&P 500
O S&P 500, pelo gráfico diário, mantém tendência de alta, negociando acima das médias móveis e após renovar sua máxima histórica em 6.986 pontos. Mesmo com uma leve acomodação na última semana, o índice segue sustentado por fluxo comprador consistente e acumula alta de 1,38% em janeiro, negociando próximo dos 6.940 pontos.
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Para que o movimento de alta tenha continuidade, será fundamental superar novamente os 6.986 pontos, abrindo espaço para novas projeções em 7.020/7.100 e 7.145 pontos.
Por outro lado, uma perda da região de 6.899/6.824 pode gerar uma correção técnica mais ampla, com alvos em 6.720/6.630 e, em um cenário mais estressado, 6.521/6.416 pontos. Ainda assim, o viés estrutural segue positivo.

Análise do Bitcoin
No mercado de criptoativos, o Bitcoin segue em movimento lateral no curto prazo, ainda negociando abaixo dos US$ 100.000, mas apresentando sinais de tentativa de recuperação após um período prolongado de correção. Em janeiro, o ativo acumula alta superior a 8%, negociando acima das médias móveis, o que melhora a leitura técnica de curto prazo.
Para que esse movimento de recuperação ganhe tração, será necessário romper a região de US$ 97.925, abrindo espaço para testes em US$ 99.692, US$ 106.011 e, em um movimento mais longo, US$ 111.592/US$ 116.400.
Por outro lado, a perda das faixas de US$ 94.293/US$ 89.311/US$ 86.420 reacende o risco de retomada do fluxo vendedor, com suportes relevantes em US$ 83.822, US$ 80.734 e US$ 74.508.

IFR (14) – Ibovespa
O IFR (Índice de Força Relativa), é um dos indicadores mais populares da análise técnica. Medido de 0 a 100, costuma-se usar o período de 14. Leitura abaixo ou próxima de 30 indica sobrevenda e possíveis oportunidades de compra, enquanto acima ou próxima de 70 sugere sobrecompra e chance de correção.
Além disso, o IFR permite a aplicação de técnicas como suportes, resistências, divergências e figuras gráficas. A partir disso, segue as cinco ações mais sobrecomprados e sobrevendidos do Ibovespa:

(Rodrigo Paz é analista técnico)
Guias de análise técnica:
- O que é uma linha de tendência na análise gráfica?
- O que são médias móveis e como usá-la para estratégia de Trade
- Bandas de Bollinger: como usar e interpretar?
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.

