Bolsa

Ibovespa vira para alta puxado por Petrobras e dólar sobe a R$ 4,25

Presidente americano disse que EUA estão muito perto de acordo com a China

(shutterstock)

SÃO PAULO – O Ibovespa vira para alta novamente nesta quarta-feira (27), puxado principalmente pelas ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que registram ganhos na esteira do fim da greve dos caminhoneiros e do reajuste da gasolina.

Às 15h53 (horário de Brasília) o Ibovespa registra ganhos de 0,44%, a 107.533 pontos.

Mais cedo, o Ibovespa chegou a cair aos 106.312 pontos após o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos vir acima do esperado no terceiro trimestre, reduzindo as chances de que os membros do Federal Reserve se sintam mais confortáveis para cortar os juros dos EUA.

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Por outro lado, as notícias são boas no front da guerra comercial depois do presidente americano Donald Trump afirmar que as negociações com a China chegaram a um “ponto final de um acordo muito importante”, “um dos acordos mais importantes do setor de todos os tempos”.

Já o dólar comercial tem leve alta de 0,38%, a R$ 4,2535 na compra e a R$ 4,2558 na venda. O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava ganhos de 0,4%, a R$ 4,2525, após abrir em queda.

O Banco Central anunciou mais um leilão de dólares à vista hoje, ajudando a mitigar a depreciação do real em relação à moeda dos Estados Unidos.

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Todavia, o câmbio estende o movimento de valorização de ontem, que refletiu as declarações do ministro da Economia Paulo Guedes. Ele defendeu ser normal o dólar estar acima de R$ 4,00 quando os juros brasileiros estão baixos, reduzindo o diferencial de taxas em relação aos países desenvolvidos.

Na última sessão, a moeda americana chegou a bater R$ 4,27, mas voltou a R$ 4,24 após duas intervenções do Banco Central vendendo dólares à vista no mercado.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, referiu-se ao comportamento do dólar no mercado como “disfuncional” e acenou com novas intervenções.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 sobe quatro pontos-base 4,79% e o DI para janeiro de 2023 avança cinco pontos a 6,04%.

As ações da Petrobras chegaram a zerar depois da divulgação dos estoques de petróleo, mas voltaram a subir. Hoje, a Administração de Informações de Energia (EIA, na sigla em inglês) revelou um aumento em 1,57 milhão de barris nos estoques da commodity nos EUA.

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O barril do petróleo Brent, usado como referência para a Petrobras, cai 0,73% a US$ 62,75, enquanto o barril do WTI tem queda de 0,98% a US$ 57,84.

A queda no petróleo não consegue mais ofuscar o fim da greve dos petroleiros iniciada na segunda-feira (25). Além disso, a companhia anunciou reajuste de cerca de 4% no preço da gasolina nas refinarias. Com a alta, que acontece em meio à valorização do dólar frente ao real, o preço do combustível atingiu cerca de R$ 1,91. Já o preço do diesel se manteve.

Noticiário corporativo

A agência de classificação de risco Fitch reafirmou o rating de crédito BBB- da Braskem (BRKM5) nesta terça-feira, mas alterou sua perspectiva para a companhia de estável para negativa. Segundo a agência, a mudança de avaliação é resultado “da confluência de uma forte retração nos spreads petroquímicos devido ao menor crescimento global, além da expectativa de materialização das despesas e/ou multas ou outros passivos legais relacionados às operações da Braskem em Alagoas”.

Já a Aliansce Sonae (ALSO3) fará oferta de ações para financiar sua estratégia de crescimento. O follow on pode movimentar R$ 1 bilhão, com início em 9 de dezembro.

Na véspera, os papéis fecharam a R$ 43,00. A Marfrig (MRFG3), por sua vez, confirmou que avalia fazer oferta pública de ações. No momento, não há qualquer definição ou aprovação societária quanto à realização da potencial oferta, disse a companhia.

A Vale (VALE3) afirmou que fará uma baixa contábil de aproximadamente US$ 3,2 bilhões no quarto trimestre, após reavaliar ativos de metais básicos e carvão, e não descartou impairments adicionais ainda este ano.

“A revisão anual dos ativos da companhia na Nova Caledônia será concluída até fevereiro de 2020 e ajustes adicionais que necessitam ser implementados estão em avaliação e, consequentemente, impairments adicionais que podem impactar o ano fiscal de 2019 não podem ser descartados ainda”, afirmou.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, Agência STF e Bloomberg)

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