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O Ibovespa renovou sua máxima histórica nesta quarta-feira (26), ao avançar 1,70% e fechar aos 158.554 pontos, depois de tocar 158.713 pontos no intradia. O rali foi impulsionado pelo IPCA-15 benigno, que reforçou a expectativa de corte da Selic no início de 2026, e por dados de emprego mais fracos nos EUA, que aumentaram as apostas em novas reduções de juros pelo Federal Reserve. O movimento sustentou um pregão amplamente positivo, liderado por bancos, Vale e empresas ligadas à economia doméstica.
Com giro financeiro de R$ 26,8 bilhões, o índice acumula alta de 2,45% na semana, 6,03% em novembro — caminhando para o quarto mês consecutivo de ganhos — e 31,82% em 2025, consolidando a Bolsa brasileira entre os destaques globais do ano. Ainda assim, alguns papéis mostraram movimentos específicos, como Hapvida em forte baixa e Petrobras levemente negativa.
No campo técnico, o Ibovespa mantém uma tendência altista consistente e segue confortavelmente acima dos 150 mil pontos, mas já opera em região de sobrecompra, com IFR (14) em 74,52 no diário e 72,40 no semanal. Não há sinais claros de reversão, porém o ritmo acelerado das últimas semanas abre espaço para eventual correção saudável antes de novas máximas.
Para entender até onde o preço das ações do Ibovespa (IBOV) pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica do Ibovespa (IBOV)
No gráfico diário, vejo uma tendência de alta bem estruturada, sustentada pela formação de topos e fundos ascendentes e pela manutenção dos preços acima das médias móveis inclinadas para cima. O rompimento recente da máxima histórica em 158.713 pontos reforça o controle comprador no curto prazo e mantém o IBOV distante de gatilhos de reversão.
Caso o movimento positivo prossiga, os próximos alvos projetados passam por 160.251, 161.761, 163.696 e, em extensão, 166.775 pontos. Esses níveis representam potenciais regiões de realização parcial e teste de fôlego.
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Por outro lado, o forte afastamento das médias, combinado ao IFR (14) em 74,52, indica que o índice pode buscar uma correção técnica antes de novas altas. Se houver perda da mínima da última sessão e posterior rompimento das regiões de médias, os suportes relevantes aparecem em 155.910, 153.570, 152.367, 147.578, 143.391 e 140.231 pontos, podendo se estender até a média de 200 períodos em 137.840 pontos.

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Análise de médio prazo
No gráfico semanal, a leitura reforça a consistência do movimento. O Ibovespa mantém topos ascendentes, renovou recentemente a máxima histórica ao tocar 158.713 pontos, e segue sustentado acima dos 150 mil pontos, mirando agora a faixa psicológica dos 160 mil pontos.
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Com o desempenho acumulado de 6,03% em novembro e 31,82% em 2025, o índice reafirma a dominância da força compradora, embora o IFR (14) em 72,40 sugira condição de sobrecompra — cenário comum em ralis prolongados.
Para que a tendência de alta siga evoluindo, o IBOV precisará superar e sustentar fechamento acima da máxima histórica em 158.713 pontos, o que abriria espaço para objetivos em 160.000, 161.730, 163.520, 165.310 e, em movimentos mais estendidos, 171.000 pontos.
Já uma eventual reversão exigiria a perda da mínima semanal em 154.529 pontos, abrindo espaço para correções em direção aos suportes em 147.578, 140.231, 131.550 e 122.529 pontos — regiões que historicamente funcionam como áreas de defesa compradora no médio prazo.
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Suportes e Resistências
IBOV (Ibovespa)
Com base no fechamento mais recente, aos 158.554 pontos, o Ibovespa conta com:
- Suportes de curto prazo em 155.910 (1), 153.570 (2) e 152.367 (3);
- Resistências de curto prazo em 158.713 (1), 160.251 (2) e 161.761 (3).
- Suportes de médio prazo em 154.529 (1), 147.578 (2) e 140.231 (3);
- Resistências de médio prazo em 160.000 (1), 161.730 (2) e 163.520 (3).
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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