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VALE3 sobe e PETR4 cai: veja os níveis que podem orientar os próximos passos

Mercado acompanha de perto o desempenho técnico das blue chips do Ibovespa

Rodrigo Paz

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O mês de novembro tem mostrado recuperação parcial das principais blue chips ligadas a commodities, com Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) exibindo movimentos técnicos relevantes em meio à maior estabilidade dos mercados globais, alívio parcial na curva de juros brasileira e melhora pontual no fluxo estrangeiro.

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Petrobras sobe 9,38% no mês, tentando reverter a queda acumulada de 3,49% em 2025, após meses pressionada por volatilidade no petróleo e incertezas sobre política de preços. Já a Vale avança de forma mais estrutural: mesmo próxima da estabilidade em novembro, com leve baixa de 0,26%, apresenta forte valorização de 27,66% no ano, beneficiada pela recuperação do minério de ferro e pelo rompimento de barreiras técnicas importantes.

Ambos os ativos entraram em novembro testando regiões decisivas: PETR4 trabalha abaixo de suas principais resistências, tentando consolidar retomada; enquanto VALE3 opera em patamar elevado, com tendência altista definida, mas já em zona de sobrecompra.

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Nesta disputa gráfica entre duas das maiores blue chips da Bolsa, Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4) apresentam comportamentos distintos, mas igualmente relevantes para o investidor atento ao movimento do mercado.

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A VALE3 mantém uma tendência altista sólida no ano, mesmo após dias de acomodação, enquanto a PETR4 tenta consolidar uma reação em meio a um desempenho ainda negativo em 2025.

A seguir, destaco os principais suportes, resistências e sinais de força ou fragilidade observados nos gráficos de curto e médio prazo de cada papel.

Análise da Petrobras (PETR4)

No gráfico semanal, PETR4 mostra uma estrutura em transição: após atingir a mínima do ano em R$ 28,31, o papel tenta retomar fôlego após semanas de lateralização. Para confirmar uma reversão mais sólida, o ativo precisa superar a resistência estrutural de R$ 32,80, abrindo caminho para R$ 33,44, R$ 35,38 e a máxima histórica em R$ 36,02.

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Um fechamento semanal acima desses níveis é o principal sinal de retomada de tendência no médio prazo. Já a perda das regiões de R$ 31,24, R$ 31,00, R$ 29,15 e especialmente R$ 28,31 recoloca o ativo em trajetória de baixa, com suportes em R$ 26,91, R$ 25,09 e R$ 23,89.

O IFR (14) semanal, em 56,78, reforça o cenário neutro e está alinhado ao comportamento mais lateral que domina esse período.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de curto prazo

No gráfico diário, PETR4 mostra uma recuperação desde a entrada de forte fluxo comprador na região de R$ 29,31, movimento que devolveu o papel para cima das médias móveis de curto prazo. Apesar da leve queda de 0,09% na última sessão, fechando a R$ 32,54, a estrutura técnica continua favorável, desde que o ativo consiga romper a resistência de R$ 33,44, ponto-chave para destravar novos avanços.

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Caso esse rompimento se confirme, os próximos objetivos passam a ser R$ 33,82, R$ 35,38 e a máxima histórica em R$ 36,02. O IFR (14), em 62,21, permanece neutro, sem indicar estresse técnico.

Por outro lado, se o ativo perder novamente a faixa das médias e recuar abaixo de R$ 32,24, R$ 31,32 e R$ 29,31, o cenário volta a ser de pressão vendedora, com suportes importantes em R$ 28,31, R$ 26,90, R$ 25,67 e R$ 25,00.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Confira mais análises:

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Análise da Vale (VALE3)

No gráfico semanal, VALE3 confirma a reversão estrutural iniciada após tocar a faixa das mínimas anuais entre R$ 48,29 e R$ 47,36. A partir dali, o ativo rompeu a linha de tendência de baixa iniciada em 2022 e consolidou um novo ciclo comprador, agora sustentado pelas médias móveis de 9, 21 e 200 períodos.

Com valorização de 27,66% no ano, VALE3 mostra robustez na tendência, ainda que o forte afastamento das médias sugira possível ajuste. O IFR (14), em 72,86, indica sobrecompra — típico em ralis intensos, mas não necessariamente sinal de reversão.

Para seguir avançando no médio prazo, o papel precisa superar R$ 66,45, R$ 67,34 e R$ 72,10, mirando a máxima histórica em R$ 78,48.

Se houver realização mais forte, os suportes principais aparecem em R$ 63,87, R$ 62,89, R$ 58,36, R$ 56,54, R$ 50,86 e novamente na área das mínimas do ano.

Fonte: Nelogica. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

Análise de curto prazo

O gráfico diário de VALE3 permanece claramente altista, sustentado por topos e fundos ascendentes e pela manutenção dos preços acima das médias de 9, 21 e 200 períodos. A ação renovou a máxima do ano em R$ 66,45, mas nas últimas sessões passou a operar de lado, comportamento típico após uma forte pernada de alta.

O IFR (14), em 64,28, reforça o alerta de possível correção técnica. Para seguir avançando, o papel precisa romper R$ 66,45 e R$ 67,34, o que abriria caminho para R$ 70,19, R$ 72,40 e proximidade da máxima histórica em R$ 74,42.

Caso perca força, os suportes imediatos estão em R$ 63,87 e R$ 62,71. Abaixo disso, retornam à análise níveis mais profundos como R$ 61,18, R$ 58,75, R$ 56,54 e a média de 200 períodos em R$ 55,09.

Fonte: Nelogica. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Suporte e resistência

PETR4 (Petrobras)

Com base no fechamento mais recente, aos R$ 32,54, as ações da Petrobras contam com:

VALE3 (Vale)

Com base nos preços mais recentes, com máxima anual em R$ 65,09, as ações da Vale contam com:

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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