Fechamento

Ibovespa recupera os 108 mil pontos com correção e revisão de indicador; dólar cai 1%

Mercado operou em ganhos apesar das falas negativas do presidente Donald Trump

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira (28) corrigindo as perdas recentes e tirando parte do atraso em relação aos índices americanos, que bateram máximas históricas cinco vezes nos últimos pregões. Vale lembrar que as bolsas dos Estados Unidos ficaram fechadas nesta sessão devido ao feriado do Dia de Ações de Graças.

Um dos principais fatores para o otimismo dos investidores por aqui foi a revisão do dado da balança comercial. De acordo com os novos dados, na quarta semana deste mês, o País registrou superávit de US$ 485 milhões enquanto, no acumulado do mês, houve saldo positivo de US$ 2,7 bilhões.

Os ganhos da nossa Bolsa hoje foram sustentados mesmo com a queda dos bancos, setor mais pesado na carteira teórica do índice. As financeiras sofreram com a medida do governo de impor um limite aos juros do cheque especial.

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O Ibovespa subiu 0,54%, a 108.290 pontos com volume financeiro negociado de R$ 12,493 bilhões. Entre as ações, destaque para a Yduqs (YDUQ3), que subiu quase 5%, seguida pela Gol (GOLL4), com ganhos de cerca de 4%. Clique aqui para conferir as maiores altas e baixas da Bolsa.

Segundo Pablo Spyer, diretor da Mirae Asset, em um dia de feriado nos Estados Unidos, o principal benchmark das nossas ações está mais leve, dada a força da bolsa americana e a maneira como o Brasil ficou para trás. “Tivemos cinco máximas históricas nos EUA e aqui tivemos queda por ruídos políticos nos últimos dias”, avalia.

Spyer considera ainda como uma boa notícia a revisão da Balança Comercial brasileira. O Ministério da Economia informou nesta quinta que o saldo da balança comercial no acumulado de novembro, antes deficitário em US$ 1,099 bilhão, estava errado e que, na realidade, foi registrado um superávit de US$ 2,717 bilhões.

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“A magnitude é importante e revisou para melhor. É mais uma notícia boa para a nossa economia”, destaca o diretor da Mirae.

Lá fora, as bolsas asiáticas e europeias caíram após o presidente americano Donald Trump assinar uma lei que apoia os manifestantes de Hong Kong. Foi um balde de água fria nos mercados, que esperavam não ter mais notícias negativas no front da guerra comercial depois de repetidas sinalizações de Trump de estar chegando a um acordo comercial com a China.

Em reação, o Ministério das Relações Exteriores da China disse que os EUA têm “intenções sinistras” e sua “conspiração” está “fadada ao fracasso”, em relação à promulgação da lei. Logo após a aprovação no Congresso americano, os governos da China e de Hong Kong criticaram o projeto de lei.

Já o dólar comercial teve queda de 1% a R$ 4,2153 na compra e a R$ 4,216 na venda. O dólar futuro com vencimento em dezembro registra perdas de 1,75%, a R$ 4,19.

O Banco Central vendeu às 9h50 um total de US$ 1 bilhão à vista, na quarta intervenção no câmbio realizada esta semana. O presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, encerrou discurso realizado pela manhã sem mencionar o dólar.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 caiu oito pontos-base 4,69% e o DI para janeiro de 2023 recuou 13 pontos, para 5,87%.

Fica também no radar a medida do governo que limitou a 8% ao mês os juros do cheque especial, porém permitindo que as instituições cobrem uma taxa mensal para oferecer o produto aos clientes. A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) prevê que a medida entra em vigor em 6 de janeiro de 2020.

Noticiário Corporativo

O jornal O Globo traz que o conselho de administração da Petrobras (PETR3; PETR4) aprovou ontem o plano estratégico de investimentos da companhia com a previsão de aportes, para os próximos cinco anos de, aproximadamente, US$ 90 bilhões.

O plano em vigor atualmente, para o período 2019/2023, é de US$ 84,1 bilhões. Confirmados os valores, será o maior montante para um período de cinco anos desde 2015, quando seu plano para o período 2015/2019 previa US$ 98,4 bilhões, acrescenta a publicação.

A varejista Pão de Açúcar (PCAR4) e a rede de farmácias RD (RADL3) firmaram um acordo para a criação de uma joint venture, criando uma empresa de programa de fidelidade. A expectativa é que a nova empresa, batizada de Stix Fidelidade, comece a operar no segundo semestre de 2020. Pelo acordo, que ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Pão de Açúcar terá participação de 66,7% e a RD ficará com os outros 33,7%.

A Câmara dos Deputados aprovou a urgência na tramitação do projeto que institui o novo marco legal do saneamento básico, por 269 votos a favor e 113 contra. Na prática, com a decisão, o projeto poderá ser analisado mais rapidamente pelo plenário da Câmara.

Maiores altas

AtivoVariação %Valor (R$)
YDUQ34.7970542.6
GOLL43.9227534.44
JBSS33.8043528.65
CIEL33.753357.74
AZUL43.4516652.75

Maiores baixas

AtivoVariação %Valor (R$)
GOAU4-1.877357.84
BRAP4-1.7523734.2
GGBR4-1.4351317.17
SUZB3-1.355538.57
BTOW3-1.3237955.16

(Com Agência Estado, Agência Brasil, e Bloomberg)

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