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Ibovespa perde os 119 mil pontos e dólar vira para alta com segundo caso de vírus nos EUA

Mercado registra movimento de forte desvalorização diante da continuidade das descobertas de casos do coronavírus

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa acelera a queda nesta sexta-feira (24) após atingir nova máxima histórica na véspera, ultrapassando os 119.500 pontos. Prevalece a atenção aos desdobramentos do coronavírus, que surgiu na China e já atingiu Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura e Arábia Saudita. Nos EUA, o segundo caso do vírus foi registrado em Chicago, depois de uma pessoa infectada ser identificada em Seattle.

Os investidores também olham para indicadores macroeconômicos nacionais. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou o fechamento de 307.311 empregos em dezembro, melhor do que a expectativa mediana dos economistas do consenso Bloomberg, que apontava para uma redução de 324 mil vagas no período. No ano de 2019 o País criou 644 mil empregos formais, o melhor resultado em seis anos.

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Campos Neto: Ninguém faz política monetária olhando para um IPCA

Ação da Minerva cai até 7% após oferta de ações; siderúrgicas têm nova sessão de ganhos

Às 13h20 (horário de Brasília) o Ibovespa registrava baixa de 0,72% a 118.680 pontos. Enquanto isso, o dólar comercial registrava alta de 0,35%, a R$ 4,1794 na compra e R$ 4,1812 na venda. O dólar futuro com vencimento em fevereiro tinha ganhos de 0,28% a R$ 4,185.

No mercado de juros futuros, os DIs para janeiro de 2022 e janeiro de 2023 ficam estáveis a 4,99% e a 5,57% respectivamente, ao passo que o DI para janeiro de 2025 cai três pontos, a 6,29%.

Têm impacto reduzido nos juros as declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que falou em evento em São Paulo. Campos Neto disse que ninguém faz política monetária olhando para apenas um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), quando questionado sobre o IPCA-15 de dezembro, que aumentou 0,7%.  “Proteína veio mais forte, mas deve se dissipar mais rapidamente”, avaliou ele.

Houve alívio no mercado global na véspera, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ser muito cedo para afirmar que o coronavírus é uma emergência internacional. O cenário de maior tranquilidade se estende nesta sessão. Apesar disso, o governo chinês informou que o número de mortos pela doença aumentou para 25 e as pessoas infectadas são 850.

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Com a agenda de indicadores esvaziada, o destaque fica para os resultados das empresas dos Estados Unidos. A fabricante de microprocessadores Intel demonstrou números bem mais fortes que o esperado no quarto trimestre, injetando otimismo em Wall Street.

“Imposto do pecado” e reforma tributária

O Ministério da Economia estuda elevar os impostos sobre cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes e alimentos com açúcar, disse ontem em Davos o ministro Paulo Guedes, que apelidou a iniciativa de “imposto do pecado”. “Estou doido para elevar o imposto do açúcar.

Pedi para simular tudo”, afirmou Guedes durante o Fórum Econômico Mundial na Suíça. Países europeus já taxam mais pesadamente os refrigerantes e alimentos com excesso de açúcar, embora nos Estados Unidos isto ainda não ocorra. Contudo, o presidente Jair Bolsonaro rejeitou publicamente a ideia ao chegar à Índia.

Enquanto isso, em Davos, Guedes disse ainda que começa a enviar reforma tributária ao Congresso em duas ou três semanas. O ministro acredita que a aprovação da reforma saia ainda este ano.

Noticiário político

Bolsonaro (sem partido) recuou, nesta sexta-feira sobre um possível fatiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública – comandado pelo ministro Sergio Moro. Um dia após indicar que a recriação da pasta da Segurança Pública estaria em estudo, o mandatário agora diz que a chance de isso acontecer no momento é “zero”.

O movimento, demandado por alguns secretários estaduais de Segurança, gerou um novo desconforto entre o presidente e o ministro, já que na prática representaria mais uma perda de espaço de Moro no governo. Caso o fatiamento ocorresse, o ex-juiz da Lava-Jato permaneceria à frente do Ministério da Justiça, mas perderia a frente sobre políticas de combate à criminalidade.

Noticiário corporativo

A CSN informou que venderá US$ 1 bilhão (R$ 4,16 bilhões) em notes nos Estados Unidos, com vencimento para 2028. Segundo a siderúrgica, o dinheiro levantado com a operação será usado no pagamento de outras notes emitidas pela empresa no passado e que vencem em 2020. Já a Petrobras comunicou que iniciou a fase não vinculante para a venda da sua participação na BSBios, produtora de biocombustível no Sul do Brasil.

A Minerva, por sua vez, comunicou que a oferta de ações da companhia movimentou R$ 1,235 bilhão a um preço de R$ 13, ou desconto de 8,90% frente o fechamento de quinta-feira.

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(Com Agência Brasil)

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