Números de fechamento

Ibovespa interrompe sequência de alta e fecha em baixa de 0,62%; na semana, índice subiu 2,7%

O dólar, por sua vez, fechou na menor cotação em quase quatro meses

Por  Mitchel Diniz

O Ibovespa descolou mais uma vez de Wall Street, só que dessa vez com desvantagem em relação às Bolsas americanas. O índice interrompeu uma sequência de três dias seguidos de alta, puxado para baixa por ações de peso da carteira. Ainda assim, acumulou um saldo positivo na semana.

Aos 111.910 pontos, o Ibovespa fechou o dia em baixa 0,62%, com um volume financeiro de R$ 31,9 bilhões. Na semana, contudo, o índice acumulou alta de 2,7%.

Foi uma sexta-feira negativa para as principais blue chips da Bolsa. Os papéis da Vale (VALE3) fecharam em baixa de 0,98%, a R$ 83,66. Petrobras (PETR3;PETR4) teve queda ainda mais acentuada. Os papéis PETR4, que movimentaram R$ 3,9 bilhões na sessão de hoje, fecharam em baixa de 3,96% a R$ 32,54.

As ações da petrolífera repercutiram declarações do ex-presidente Lula, primeiro lugar nas pesquisas presidenciais para as eleições deste ano. Ele defendeu o fim do pareamento dos preços dos combustíveis brasileiros ao mercado internacional e também a interrupção do pagamento dos dividendos.

Rodrigo Franchini, da Monte Bravo Investimentos, diz que a fala impactou o mercado, mas por si só não foi capaz de gerar um sell-off (liquidação). “Depois de dias consecutivos de alta e um mês muito bom, faz sentido ter um ajuste de preços para o investidor colocar ganhos e bolso e analisar posições”, afirma.

Mesmo com a Bolsa em baixa hoje, o dólar também voltou a fechar no negativo. A moeda americana recuou 0,62%, a R$ 5,389 na compra e R$ 5,390. Foi a menor cotação em quase quatro meses. Na semana, o dólar recuou 1,2%.

A sessão foi de forte volatilidade para os juros futuros, que oscilaram entre altas e baixas ao longo do dia. Ao final da sessão estendida, os contratos para janeiro de 2023 operavam a 12,24%, estáveis. O DI para janeiro de 2025 subiu dois pontos-base, para 11,34%, enquanto os contratos para janeiro de 2027 avançaram três ponts-base, a 11,32%, e os com vencimento para janeiro de 2029 fecharam em 11,46%, com alta de quatro pontos-base.

Nos Estados Unidos, as Bolsas deram uma trégua e fecharam o pregão com forte alta. Os negócios foram impulsionados por bons resultados corporativos, com destaque para os números da Apple, divulgados na noite de ontem.

O Dow Jones fechou em alta de 1,65% a 34.725 pontos; o S&P 500 avançou 2,44%, a 4.431 pontos e a
Nasdaq subiu 3,13%, a 13.770 pontos

Investidores, contudo, seguem atentos à perspectiva de alta de juros pelo Banco Central americano (Federal Reserve) na reunião de política monetária do próximo mês de março.

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