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O Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta segunda-feira (27), com as atenções voltadas para a possibilidade de anúncio do novo arcabouço após o cancelamento da viagem do presidente Lula à China.
A viagem foi adiada por conta de um diagnóstico de pneumonia e influenza A do presidente. Com isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiu também cancelar a viagem, assim como diversos outros ministros. Uma outra data para a viagem ainda não marcada.
Haddad pretendia apresentar o projeto antes de viajar à China com Lula, mas o presidente pediu que adiasse para depois da volta da comitiva para que mais conversas ocorressem e para que a proposta “não ficasse exposta” a críticas enquanto ele e o ministro estivessem fora do país.
Outro evento bastante aguardado é a ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, na terça-feira.
Na agenda econômica, a projeção de inflação para 2023 feita pelo analistas de mercado teve nova queda nesta semana, de 5,95% para 5,93%, mas as estimativas subiram novamente para 2024 e 2025, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (27) no Relatório Focus, do Banco Central.
A projeção do IPCA de 2024 avançou de 4,11% para 4,13%, a de 2025 saiu de 3,90% para 4,00%. A de 2026 foi mantida em 4,00%.
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Às 9h10 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril avançava 0,11%, a 99.630 pontos.
Em Wall Street, os índices futuros operam com alta, após o First Citizens Bank concordar em comprar os depósitos e empréstimos do Silicon Valley Bank, pouco mais de duas semanas após o maior colapso bancário nos EUA desde o Lehman Brothers.
O acordo inclui a compra de aproximadamente US$ 72 bilhões em ativos do SVB com um desconto de US$ 16,5 bilhões, mas cerca de US$ 90 bilhões em títulos e outros ativos permanecerão em liquidação judicial para disposição do FDIC.
Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,63%, S&P Futuro avançava 0,63% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,37%.
Dólar
O dólar comercial operava queda de 0,21%, cotado a R$ 5,239 na compra e R$ 5,240 na venda. Já o dólar futuro para abril caía 0,37%, a R$ 5,236.
No mercado de juros, os contratos futuros sobem em bloco após terminar a semana passada em baixa. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com alta de 0,05 pp, a 13,11%; DIF25, +0,07 pp, a 12,00%; DIF26, +0,10 pp, a 12,04%; DIF27, +0,09 pp, a 12,29%; DIF28, +0,09 pp, a 12,55%; e DIF29, +0,07 pp, a 12,82%.
Exterior
Os mercados europeus operam com alta, revertendo parte da forte queda da última sexta-feira, com temores de uma crise bancária ainda no radar.
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Na frente econômica, o sentimento empresarial na Alemanha subiu pelo quinto mês consecutivo em fevereiro, conforme medido pelo Ifo Business Climate Index.
A maior mudança foi na manufatura, onde as empresas relataram maior satisfação com a situação atual e “o pessimismo quase desapareceu completamente de suas expectativas”, disse o presidente do Ifo, Clemens Fuest.
Ásia
Os mercados asiáticos fecharam mistos, com investidores avaliando o impacto dos problemas bancários nos EUA e na Europa. O Deutsche Bank encerrou a semana passada vendo uma liquidação de suas ações listadas nos EUA, depois que os swaps de inadimplência do credor alemão dispararam , aumentando os temores persistentes de contágio da turbulência observada no setor bancário.
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O lucro industrial da China, por sua vez, caiu 22,9% no período de janeiro a fevereiro em comparação com o ano anterior, mostraram dados do governo nesta segunda-feira.
As cotações do minério de ferro subiram na sessão de hoje na China. Contudo, os investidores seguem de olho nos dados mostrando fraca demanda por produtos de aço para construção na China, o que limitou os ganhos.
Os preços do petróleo operam com alta, à medida que investidores avaliam crise bancária e comentários do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de que ele posicionará armas nucleares táticas na Bielorrússia, aumentando as tensões geopolíticas na Europa por causa da Ucrânia.