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Ibovespa Futuro sobe mais de 1%, seguindo exterior em dia de feriado nos EUA; IPCA-15 e PEC no radar

Mercados externos operam em alta com investidores digerindo sinalizações de redução do ritmo de aperto monetário nos EUA

Felipe Moreira

B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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Em dia de volume reduzido em função do feriado de Ação de Graças nos EUA, o Ibovespa Futuro opera em alta nesta quinta-feira (24), após o índice a vista fechar em baixa pelo terceiro dia consecutivo na véspera.

No noticiário político, seguem no radar as incertezas sobre como ficará o texto final da PEC da Transição. Segundo a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), o maior ruído na PEC é sobre prazo de exceção, afirmando que pode haver mais negociações.

Já o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, indeferiu a ação apresentada pela coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que não há quaisquer indícios e circunstâncias que a justifiquem, e impôs uma multa de 22,9 milhões de reais aos partidos envolvidos por litigância de má-fé.

Além do noticiário político, o mercado acionário brasileiro repercute a alta mensal de 0,53% da prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15) em novembro. O consenso Refinitiv previa uma alta mensal de 0,56%.

Às 9h14 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa para dezembro tinha alta de 1,17%, aos 110.430 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros de Nova York operam com ligeira alta nesta manhã, com investidores digerindo sinalizações de redução do ritmo de aperto monetário. A ata do Fed sinalizou que o Banco Central americano está buscando desacelerar o ritmo de aperto monetário, com estimativas do mercado de que a autoridade monetária eleve os juros em 0,5 ponto percentual em sua reunião de dezembro, depois de quatro altas consecutivas de 0,75 ponto.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro sobe 0,26%, S&P Futuro avança 0,38% e Nasdaq Futuro tem alta de 0,53%. Os índices à vista ficarão fechados nesta data.

Dólar

Depois de cair na véspera, o dólar comercial opera com queda de 0,88%, cotado a R$ 5,326 na compra e R$ 5,327 na venda. Já o dólar futuro para dezembro tem baixa de 1,06%, a R$ 5,314.O DXY que mede a performance do dólar diante de uma cesta de moedas também opera em baixa, devido a perspectiva de um ritmo mais lento de aumentos das taxas de juros do Fed.

No mercado de juros, os contratos futuros operam em baixa, revertendo a tendência de alta registrada nas sessões passadas, em meio às indefinições relacionadas ao montante de gastos que deve ficar fora do teto nos próximos anos. O DIF23 (janeiro para 2023) cai 0,01 pp, a 13,69%; DIF25, -0,20 pp, a 13,74%; DIF27, -0,24 pp, a 13,50%; e DIF29, -0,20 pp, a 13,52%.

Exterior

Os mercados europeus também operam em alta, à medida que investidores avaliam a última ata da reunião do Fed, que indicou redução do ritmo de aperto monetário.

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Já o índice de clima de negócios alemão do Instituto Ifo subiu para 86,3 pontos em novembro, de 84,5 em outubro. “Enquanto as empresas estavam um pouco menos satisfeitas com seus negócios atuais, o pessimismo em relação aos próximos meses diminuiu drasticamente. A recessão pode ser menos severa do que muitos esperavam”, disse o presidente do Ifo, Clemens Fuest.

Ásia

A maioria dos mercados asiáticos fechou com alta, com investidores apostando em menores elevações de juros nos EUA após a ata do Fomc.

Ainda em destaque, o Banco da Coreia do Sul elevou sua taxa básica de juros em 25 pontos base, para 3,25%, um aumento menor do que o movimento anterior e em linha com as expectativas.

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No campo político, Anwar Ibrahim foi nomeado como o primeiro-ministro da Malásia, o que encerra vários dias de paralisação política após os resultados apertados das eleições de sábado.

Apesar das preocupações com novas restrições relacionadas ao Covid, as cotações do minério de ferro sobem na bolsa de Dalian, interrompendo uma sequência de perdas.

Cidades chinesas impuseram mais restrições na quarta-feira (23) para conter o aumento dos casos de coronavírus, aumentando as preocupações dos investidores com a economia e a demanda por commodities.