IPCA-15 sobe 0,53% em novembro, menos que o esperado

Com o resultado anunciado, o IPCA-15 acumula uma alta de 5,53% no ano; taxa em 12 meses ficou em 6,17%, menor que a projeção de 6,21%

Roberto de Lira

Alimentos no domicílio e serviços subjacentes foram "vilões" da inflação em janeiro

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) voltou a registrar alta em novembro, de 0,53% ante outubro, informou nesta quinta-feira (24) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado ficou 0,37 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de outubro (0,16%).

A inflação anunciada em outubro ficou abaixo do consenso Refinitiv, que esperava 0,56% de alta na comparação com o mês anterior.

Com o resultado anunciado nesta quarta, o IPCA-15 acumula uma alta de 5,53% no ano. A taxa em 12 meses ficou em 6,17%. A projeção era maior, de 6,21%.

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Grupos

Com exceção do grupo Comunicação, que mostrou estabilidade nos preços (0,00%), todos os demais agregados de produtos e serviços pesquisados tiveram variação positiva em novembro.

Os maiores impactos vieram de Alimentação e bebidas (0,54%) e Saúde e cuidados pessoais (0,91%). Na sequência veio o grupo Transportes, que saiu de queda de 0,64% em outubro para alta de 0,49% em novembro. A maior variação no índice do mês veio de Vestuário, com alta de 1,48%, resultado próximo ao do mês anterior (1,43%).

Também teve alta, de 0,48%, o grupo Habitação, superior aos 0,28% de outubro. Os demais grupos ficaram entre o 0,05% de Educação e o 0,54% de Artigos de Residência.

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No grupo Alimentação e Bebidas, a alta foi puxada pelos alimentos para consumo no domicílio (0,60%). Também se destacaram os aumentos nos preços do tomate (17,79%), da cebola (13,79%) e da batata-inglesa (8,99%). Além disso, os preços das frutas subiram 3,49% no mês. No lado das quedas, cabe mencionar o leite longa vida (-6,28%), cujos preços já haviam recuado em outubro (-9,91%).

A alimentação fora do domicílio subiu 0,40%, variação próxima à do mês anterior (0,37%). Enquanto a refeição subiu 0,36%, o lanche avançou 0,54%. Em outubro, as variações haviam sido de 0,44% e 0,23%, respectivamente.

Saúde, Transportes, Vestuário e Comunicação

Em Saúde e cuidados pessoais, os destaques foram os itens de higiene pessoal (1,76%), em especial os produtos para pele (6,68%), e os planos de saúde (1,21%).

No grupo dos Transportes, os preços dos combustíveis (2,04%) voltaram a subir, após cinco meses consecutivos de quedas. Depois de caírem 5,92% em outubro, os preços da gasolina subiram 1,67% em novembro, contribuindo com o maior impacto individual no índice do mês, de 0,08 ponto porcentual. Os preços do etanol subiram 6,16% e os do óleo diesel, 0,12%. O gás veicular (-0,98%) foi o único a apresentar queda entre os combustíveis pesquisados.

Ainda em Transportes, os preços das passagens aéreas tiveram queda de 9,48% em novembro, em comparação à alta de 28,17% no mês anterior. Com isso, elas contribuíram com o impacto negativo mais intenso no mês de novembro, -0,08 p.p. Destacam-se ainda as quedas nos transportes por aplicativo (-1,04%) e nos automóveis usados (-0,82%).

No grupo Vestuário, todos os itens pesquisados tiveram alta, à exceção das joias e bijuterias (-0,04%). As principais contribuições vieram das roupas femininas (1,93%) e dos calçados e acessórios (1,44%).

A aceleração do grupo Habitação (de 0,28% em outubro para 0,48% em novembro) decorreu principalmente das altas do aluguel residencial (0,83%) e da energia elétrica (0,44%).

No grupo, a alta da taxa de água e esgoto (0,55%) se deve aos reajustes tarifários no Rio de Janeiro (2,59%) e em Porto Alegre (2,94%). Na primeira, o reajuste de 11,82% passou a vigorar em 8 de novembro; na segunda, houve reajuste de 13,22% em uma das concessionárias, aplicado a partir de 29 de setembro.

No grupo Comunicação, que ficou estável, houve alta nos planos de telefonia fixa (2,40%) e nos serviços de streaming (3,09%). No sentido oposto, foi observada queda no preço dos aparelhos telefônicos (-0,35%) e dos planos de telefonia móvel (-0,99%).

Índices regionais

Quanto aos índices regionais, todas as áreas pesquisadas tiveram variações positivas em novembro. As maiores ocorreram em Recife (0,78%), onde houve alta de 4,97% nos preços da gasolina (4,97%), e em Brasília (0,78%), onde pesou o aumento da energia elétrica (7,44%). Já a menor variação foi registrada em Curitiba (0,11%), em função das quedas nos preços das carnes (-3,05%) e das passagens aéreas (-8,27%).