Bolsa

Ibovespa futuro opera entre leves perdas e ganhos e volta a se descolar do exterior; dólar cai

No Brasil, atenções recaem sobre prévia mensal do PIB do BC e vencimento de opções; no exterior, temporada de resultados segue ditando mercados

Por  Mariana Zonta d'Ávila -

SÃO PAULO – Após fechar em leve queda na véspera, o Ibovespa futuro inicia as negociações desta sexta-feira (15) praticamente estável, entre o desempenho positivo dos mercados internacionais e a preocupação com o ambiente doméstico, principalmente com o cenário fiscal, em meio aos relatos de uma possível extensão do auxílio emergencial.

Nesta sessão, os destaques recaem ainda sobre a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de agosto, considerado uma prévia mensal do Produto Interno Bruto (PIB) do Banco Central.

Em agosto, o indicador teve queda de 0,15%, resultado pior do que o esperado, segundo consenso Refinitiv, de queda de 0,05% na comparação mensal. Em relação a igual mês de 2020, houve uma alta, de 4,74%.

Atenção ainda para o vencimento de opções sobre ações, que pode adicionar volatilidade para as principais ações do Ibovespa.

O Ibovespa futuro com vencimento em dezembro de 2021 abriu praticamente estável, sendo que às 9h09 (horário de Brasília) tinha variação positiva de 0,06% aos 114.715 pontos.

O dólar comercial opera em queda, de 0,46%, a R$ 5,490 na compra e na venda. O dólar futuro com vencimento em novembro de 2021, por sua vez, recuava 0,57% a R$ 5,497.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 subia quase cinco pontos-base, a 9,18%; DI para janeiro de 2025 subia quatro pontos-base a 10,10%; e o DI para janeiro de 2027 registrava variação positiva da ordem de três pontos-base, a 10,49%.

No exterior, o otimismo é impulsionado pela temporada de balanços corporativos em Wall Street, com a divulgação de resultados de bancos acima das expectativas, que conseguiram animar os investidores em meio às preocupações de aumento da inflação. Na próxima semana, o mercado vai conhecer os números do terceiro trimestre de outros setores, incluindo nomes como Johnson & Johnson, Netflix, Tesla e Intel.

As bolsas americanas também subiram na quinta-feira em meio à primeira queda nos pedidos de seguro-desemprego – foi a primeira vez desde o início da pandemia que o indicador veio abaixo de 300 mil –, e com o índice de preços ao consumidor subindo menos do que o esperado.

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Nesta sexta, os índices futuros dos Estados Unidos do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operam em alta de até 0,5%, sinalizando um dia positivo pra as bolsas americanas.

Hoje, os investidores monitoram os dados de vendas no varejo nos EUA, além dos números do Goldman Sachs referentes ao trimestre encerrado em setembro.

Na Europa, as bolsas também apresentam ganhos nesta manhã. O Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países europeus em setores-chave, avançava 0,35%. A Bolsa de Londres (FTSE100) tinha alta de 0,20% e a de Frankfurt (DAX) subia 0,34%.

Na Ásia, as bolsas tiveram em sua maioria altas na sexta, com destaque para a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, que avançou 4,71% após divulgar resultados fortes para o terceiro trimestre.

Ainda em destaque na região, o banco central da China rompeu o silêncio sobre a crise da incorporadora Evergrande ao dizer que os riscos para o sistema financeiro decorrentes dos problemas da incorporadora são “controláveis” e improváveis de se espalharem.

Confira, a seguir, o radar corporativo do dia:

Petrobras (PETR3;PETR4)

Ontem, após o presidente Jair Bolsonaro dizer que tem vontade de privatizar a Petrobras, o vice-presidente Hamilton Mourão mostrou-se favorável à venda da estatal. “No futuro, a Petrobras terá que ser colocada no mercado de modo que a gente rompa essa estrutura de monopólio, que no final das contas termina por prejudicar o País”, afirmou o general.

Pela manhã, em entrevista a uma rádio de Pernambuco, o chefe do Executivo citou vontade de vender a companhia em meio à dificuldade do governo em conter a alta dos combustíveis. “É muito fácil, ‘aumentou a gasolina, culpa do Bolsonaro’. Eu tenho vontade, já tenho vontade de privatizar a Petrobras”, disse.

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GPA (PCAR3) e Assaí (ASAI3)

O GPA informou a venda de 71 pontos comerciais, instalados em diversos Estados, para o Assaí. Conforme o fato relevante, a transação envolve um valor estimado a ser recebido pelo GPA de R$ 5,2 bilhões, dos quais R$ 4 bilhões serão pagos pelo Assaí, de forma parcelada, entre dezembro deste ano e janeiro de 2024.

Adicionalmente, o GPA celebrou outro memorando com um fundo imobiliário, com a interveniência e garantia do Assaí, regulando a alienação de 17 imóveis próprios do GPA.

Neste caso, o preço estimado de venda desses imóveis é de R$ 1,2 bilhão, e será pago pelo fundo imobiliário ao GPA. Simultaneamente, o Assaí também celebrou outro memorando com o fundo imobiliário regulando a locação, após a conclusão da transação, dos imóveis adquiridos pelo Fundo para Assaí, pelo prazo de 20 anos, renováveis por igual prazo.

EDP Brasil (ENBR3)

A companhia goiana de transmissão de energia (Celg T) foi arrematada pela Pequena Central Hidrelétrica, que é controlada pela EDP Brasil, pelo valor de R$ 1,977 bilhão, com ágio de 80,1%.

O lance mínimo para arrematar a empresa era de R$ 1,097 bilhão.

Com isso, a EDP agregou ao portfólio mais três concessionárias de transmissão, que somam 756 quilômetros de linhas e 14 subestações.

Itaú Unibanco (ITUB3ITUB4)

O Itaú Unibanco aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP) em substituição aos dividendos mensais de novembro e de dezembro deste ano.

Conforme o banco, o valor líquido será de R$ 0,015 por ação e terá como base de cálculo as posições acionárias de 29 de outubro e de 30 de novembro. Dessa forma, o valor líquido por ação, considerando as duas competência de proventos mensais, somará R$ 0,030.

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O Itaú também aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio complementar, no valor líquido de R$ 0,224868 por ação. O montante total a ser distribuído será de R$ 2,199 bilhões, líquidos de impostos, pagos até 30 de abril de 2022, com crédito contábil em 26 de novembro de 2021, tendo como base de cálculo a posição acionária final registrada no dia 19 de novembro de 2021.

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PDG (PDGR3)

A construtora PDG, que chegou a ser considerada líder do mercado da construção civil no Brasil, no início da década passada, saiu do seu processo de recuperação judicial.

Segundo fato relevante, o encerramento do processo foi proferido pelo Juízo da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital de São Paulo nesta quinta-feira (14).

“A Recuperação Judicial permitiu ao Grupo PDG a reestruturação de um passivo de mais de R$ 5,3 bilhões perante mais de 22.000 credores”, informou.

Dessa forma, conforme a sentença, a PDG cumpriu todas as obrigações previstas no plano de recuperação judicial e seu aditamento, aprovados respectivamente em 2017 e 2020.

Direcional (DIRR3)

A Direcional registrou o 5º recorde nas vendas líquidas dos últimos 6 trimestres, alcançando R$ 643 milhões, alta de 40,2% na base anual.

No acumulado dos nove meses de 2021, as vendas líquidas atingiram R$ 1,8 bilhão, crescimento de 53% sobre o mesmo período de 2020.

Tenda (TEND3)

As vendas líquidas da Tenda (TEND3) encerraram o 3T21 em R$ 770 milhões, alta de 4% no ano. Já nos primeiros nove meses de 2021 as vendas liquidas contabilizaram R$ 2,3 bilhões, o que reflete um aumento de 33%. No trimestre, o VSO da companhia foi de 33% enquanto no ano bateu os 60%.

A Tenda lançou 11 empreendimentos no 3T21 totalizando um volume de R$ 634 milhões, queda de 36% no ano. No acumulado foram lançados 41 projetos somando um VGV de R$ 2,2 bilhões, aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

RNI (RNDI3)

As vendas líquidas da RNI para o 3T21 totalizaram R$ 149 milhões, 8% superior na base anual. No acumulado dos nove meses de 2021, a companhia registrou R$ 481 milhões em vendas líquidas, 26% superior aos primeiros nove meses do ano passado.

Lavvi (LAVV3)

As vendas líquidas contratadas da Lavvi (LAVV3) no terceiro trimestre de 2021 totalizaram R$ 192 milhões, apresentando crescimento de 469% na base anual. No acumulado do ano, as vendas líquidas totalizam R$ 785 milhões, 965% acima do volume vendido ao longo dos primeiros nove meses de 2020.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro informou que um ataque cibernético causou instabilidade em seus canais de atendimento e em alguns de seus sistemas.

“A empresa ativou prontamente todos os protocolos de segurança e, desde as 15h, vem restabelecendo gradualmente seu ambiente e segue trabalhando para retomar a normalidade o mais breve possível”, informou a empresa por meio de nota.

O texto informa também que, “até o momento, não foi identificado qualquer vazamento de dados da companhia, suas controladas, seus clientes e/ou parceiros, incluindo quaisquer dados pessoais”.

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