Pré-mercado

Ibovespa futuro opera em leve queda, descolado de principais bolsas internacionais

Após fechar na sexta-feira na maior pontuação em oito meses, tendência nesta segunda aparente ser de leve reajuste

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa futuro opera em queda no início do pregão desta segunda-feira (4), após o principal índice da bolsa brasileira fechar a última sexta no maior nível em oito meses. O contrato com vencimento em junho recua 0,39%, aos 121.520 pontos, parcialmente descolado da performance das principais bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os futuros avançam, ainda que com cautela. O contrato do Dow Jones para junho sobe 0,03%, o do S&P 500, 0,17%, e o da Nasdaq, 0,32%.

Investidores aguardam, nesta semana, a publicação da ata do último Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a ser publicado na próxima quarta – o documento deve trazer mais informações de como o Federal Reserve vê o atual cenário macroeconômico e dar sinais de como pretende a instituição se posicionará nas próximas reuniões.

Na Europa, a precaução é ainda maior, após o fortalecimento da perspectiva de que o continente deve impor novas sanções à Rússia, depois de denuncias de que este país atacou e matou civis deliberadamente na região de Buncha, na Ucrânia – o governo de Vladimir Putin, no início da manhã desta segunda, já pediu uma reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) para falar sobre as acusações.

“As negociações de paz entre os países devem ser retomadas nesta segunda-feira. Por outro lado, a União Europeia afirmou que está trabalhando em novas sanções econômicas contra a Rússia, após sinalizar que o país teria potencialmente cometido crime de guerra ao atacar centenas de civis”, comenta a XP Investimentos, em seu morning call.

O DAX, da Alemanha, opera neutro. O FTSE, do Reino Unido, sobe 0,23%. O CAC 40, da França, tem alta de 0,11%. O STOXX 600, de toda a Zona do Euro, sobe 0,39%.

Na Ásia, a bolsa da China continental não abriu, devido ao feriado de Ching Ming. Em Hong Kong, porém, houve negócios e o índice HSI, o principal do país, fechou em alta considerável de 2,1%, com as companhias de tecnologia sendo beneficiadas por novos sinais de autoridades chinesas de progresso na resolução na disputa que ameaçou com fechamento de capital empresas do país listadas nos EUA.

No porto chinês de Dalian, o preço da tonelada do minério de ferro saltou 3,46%, a US$ 145,52. Ainda em commodities, o petróleo registra alta, com o barril WTI para maio avançando 1,6%, a US$ 100,84, e o Brent para junho subindo 1,29%, a US$ 105,74.

No cenário interno, Petrobras (PETR3;PETR4) no radar

Sem a publicação tradicional de segundas do boletim Focus, por conta da greve dos funcionários do Banco Central, o Ibovespa futuro, neste inicio de semana repercute também as movimentações que envolvem a presidência da Petrobras, bem como a do conselho da companhia.

Rodolfo Landim, que foi indicado pelo governo brasileiro para ser o novo presidente do conselho, divulgou nota informando que desistiu de ocupar a vaga. Adriano Pires, indicado à presidência, por sua vez, pode ter sua eleição inviabilizada por conta de conflitos de interesses.

“Embora vejamos as notícias como marginalmente negativas, pois isso poderia levar a alguma volatilidade nas ações, ainda vemos nossa tese de investimento intacta, desde que o estatuto da Petrobras e a “Lei das Estatais” permaneçam em vigor, blindando a empresa”, comenta a XP.

A curva de juros opera em alta, com a taxa dos DIs vincendos em janeiro de 2023 subindo dois pontos-base, para 12,65%, e a dos DIs para om mesmo mês de 2025 subindo oito pontos, para 11,21%. Na ponta longa, os DIs para 2027 e 2029 veem seus rendimentos subirem, ambos, cinco pontos, para 10,99% e 11,13%.

O dólar futuro recua 0,07%, a R$ 4,688. O dólar comercial cai 0,37%, a R$ 4,65 na compra e na venda.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Segue na tendência de alta, e rompeu a resistência de 121 mil pontos na sexta. Esperamos que se mantenha acima dessa resistência nos próximos dias para confirmar esse rompimento.”

Dólar

“Rompeu o suporte de R$ 4,77, mostrando continuação da tendência de baixa. Se confirmar o rompimento, próximo suporte forte se encontra em R$ 4,50.”

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