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Ibovespa Futuro cai com repercussão do IPCA acima do esperado e de olho em noticiário corporativo

Deflação na China e seguro-desemprego nos EUA são alguns dos temas de maior no exterior

Felipe Moreira

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nesta quinta-feira (8), à medida que investidores digerem os dados de inflação de janeiro, enquanto aguardam pela divulgação do relatório de produção e vendas da Petrobras e balanços de Banco do Brasil (BBAS3), CCR (CCRO3), Multiplan (MULT3) e Raízen (RAIZ4).

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador de inflação oficial do País, desacelerou para 0,42% em janeiro, após subir 0,56% em dezembro. Com isso a inflação acumulada em 12 meses recuou de 4,62% para 4,51%. Os dados ficaram acima do esperado, pois o consenso LSEG de analistas estimava inflação de 0,34% na comparação mensal e de 4,42% em 12 meses.

Às 9h10 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em fevereiro operava com queda de 0,35%, aos 129.600 pontos.

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Em Wall Street, índices futuros dos EUA operam em queda, depois que o S&P 500 terminou a sessão regular à beira da marca de 5.000 pontos. Os investidores irão monitorar os novos dados de pedidos de seguro-desemprego nos EUA nesta quinta-feira para avaliar a saúde do mercado de trabalho.

Nesta manhã, o Dow Jones Futuro recuava 0,09%, S&P Futuro caía 0,17% e Nasdaq Futuro registrava queda de 0,18%.

Dólar e mercado externo

O dólar comercial opera com alta de 0,15%, cotado a R$ 4,975 na compra e R$ 4,976 na venda. Já o dólar futuro (DOLFUT) subia 0,26%, indo aos 4,990 pontos. Enquanto isso, DXY, índice que mede a força do dólar perante à uma cesta de moedas, opera com alta de 0,14%, a 104,21 pontos.

No mercado de juros, os contratos futuros operam com forte alta. O DIF25 subia 0,04 pp, a 10,00%; DIF26, +0,08 pp, a 9,76%; a DIF27, +0,08 pp, a 9,92%; DIF28, +0,07 pp, a 10,17%; DIF29 +0,08 pp, a 10,34%.

Os preços do petróleo operam com alta, depois de Israel ter rejeitado uma oferta de cessar-fogo do Hamas, enquanto as discussões continuam para tentar pôr fim ao conflito de Gaza e às tensões mais amplas no Oriente Médio que têm mantido o mercado tenso desde outubro.

As cotações do minério de ferro na China fecharam perto da máxima de uma semana nesta quinta-feira, na esperança de uma melhor demanda do mercado imobiliário, enquanto a China sinalizava algum apoio ao setor em dificuldades. O contrato de minério de ferro mais ativo de março, SZZFH4, na Bolsa de Cingapura, subiu 2,4%, para US$ 128 a tonelada.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quinta-feira, após um dia de recordes em Wall Street e antes de um feriado de uma semana na China. O índice japonês Nikkei subiu 2,06% em Tóquio hoje, a 36.863,28 pontos, atingindo o maior patamar em 34 anos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,41% em Seul, a 2.620,30 pontos.

Na China continental, as bolsas ficaram no azul pelo terceiro pregão seguido, ainda sustentadas por promessas de apoio do regulador de mercado local – que ontem trocou seu comando – e de um grande fundo de investimento. O apetite por risco prevaleceu apesar de os preços no gigante asiático recuarem em ritmo mais forte do que o esperado em janeiro, sinalizando que a demanda doméstica segue fraca. O índice de preços ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) do país teve queda anual de 0,8% em janeiro, a maior desde setembro de 2009. Analistas consultados pela FactSet previam recuo de 0,5% no primeiro mês de 2024. Em dezembro, o CPI chinês havia caído 0,3% ante um ano antes.

Os mercados europeus operam em alta, com investidores digerindo uma série de lucros da Unilever, Societe Generale, Maersk, Siemens e Adyen. As ações da gigante marítima dinamarquesa Maersk caíram mais de 11% no início das negociações de quinta-feira, depois que ela suspendeu as recompras de ações e sinalizou “alta incerteza” em suas perspectivas de lucros para 2024 em meio às perturbações no Mar Vermelho. Enquanto isso, as ações da plataforma de pagamentos holandesa Adyen saltaram 17% à medida que maiores gastos do consumidor impulsionaram sua receita líquida no segundo semestre de 2023.