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O Ibovespa futuro opera em baixa nesta sexta-feira (9), com atenções divididas entre dados de inflação no Brasil e de emprego nos Estados Unidos. Às 9h10, o contrato para fevereiro caía 0,05%, a 164.920 pontos.
Além disso, países da União Europeia aprovaram um acordo comercial com o Mercosul, abrindo caminho para que o bloco europeu assine, já na próxima semana, o maior tratado de livre-comércio de sua história. Os países da UE têm até as 13h (horário de Brasília), para confirmar seus votos por escrito. Mesmo após a votação, o acordo ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para entrar em vigor.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, ante alta de 0,18% em novembro. No acumulado do ano, o IPCA foi de 4,26%. Em pesquisa da Reuters, as expectativas são de alta de 0,35% em dezembro, com a projeção de encerramento do ano com avanço de 4,30% em 12 meses e abaixo do teto da meta.
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Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, a confirmação de uma inflação comportada abre caminho para o início do ciclo de cortes da Selic, atualmente em 15,00% ao ano. “No entanto, a velocidade e a magnitude desses cortes dependerão não apenas da inflação corrente, mas também da ancoragem das expectativas futuras e, crucialmente, de um cenário fiscal que não gere novas incertezas”, explica.
Em pesquisa da Reuters, as expectativas são de alta de 0,35% em dezembro, com a projeção de encerramento do ano com avanço de 4,30% em 12 meses e abaixo do teto da meta.
Nos EUA, o crescimento do emprego provavelmente desacelerou em dezembro em meio à cautela das empresas com contratações devido às tarifas de importação e ao aumento dos investimentos em inteligência artificial, embora uma redução esperada da taxa de desemprego para 4,5% possa sustentar as expectativas de que o Federal Reserve deixará a taxa de juros inalterada este mês.
Investidores aguardam ainda uma decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a legalidade das tarifas comerciais globais do presidente Donald Trump.
Seguem ainda no foco as crescentes tensões geopolíticas ao redor do mundo, com investidores avaliando os desdobramentos na Venezuela, Irã e Groenlândia.
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,01%, Nasdaq Futuro avançava 0,26% e o S&P 500 Futuro tinha alta de 0,12%.
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Dólar, exterior e commodities
O dólar à vista subia 0,04% ante o real, cotado a R$ 5,391 na venda. O dólar futuro operava com baixa de 0,03%, a R$ 5,418.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos, enquanto os investidores analisam os dados de inflação da China referentes a dezembro.
No campo corporativo, as ações da mineradora Rio Tinto caíram 5% após a empresa anunciar que está em negociações para uma possível aquisição da Glencore. Se o acordo for concretizado, poderá resultar na maior empresa de mineração do mundo, com valor de mercado combinado de quase US$ 207 bilhões.
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Os mercados europeus operam em alta após queda na quinta-feira, embora as ações do setor de defesa tenham ampliado os ganhos pelo quinto dia consecutivo, após o apelo do presidente Donald Trump por um aumento nos gastos militares dos EUA e a continuidade da retórica sobre a Groenlândia.
Os preços do petróleo sobem enquanto investidores avaliam a ameaça de Trump contra o Irã, ao mesmo tempo em que se concentrava nas medidas de seu governo para exercer controle sobre as exportações e o setor energético da Venezuela.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em queda pelo segundo dia consecutivo, pressionados pelo aumento dos estoques portuários da commodity na China, embora as expectativas de melhora na demanda tenham impulsionado um ganho semanal.
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(Com Reuters)

