Números de fechamento

Ibovespa fecha sessão em queda de 1,17%, mas acumula saldo positivo pela segunda semana consecutiva

Sessão foi marcada por temporada de resultados, com varejistas dominando as listas de maiores altas e baixas do índice; dólar vai a R$ 5,45

Por  Mitchel Diniz

SÃO PAULO – O Ibovespa devolveu boa parte do que ganhou na sessão de ontem, se afastou outra vez dos 108 mil pontos, mas terminou a semana com saldo positivo. Nesta sexta-feira (12), a temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre chegou ao ápice e as ações, em sua maioria, repercutiram esses números. Varejistas dominaram as listas de maiores altas e baixas do índice e também figuraram entre os papéis mais negociados da sessão.

A PEC dos Precatórios entrou em modo de esperar, já que a votação no Senado não deve ocorrer antes dos próximos 15 dias. Os riscos fiscais deram uma acalmada, mas as preocupações com a desaceleração econômica tiveram influência nos negócios da Bolsa hoje, segundo Bruno Komura, da equipe da análise da Ouro Preto Investimentos.

O indicador do setor de serviços apresentou retração de 0,6% no mês de setembro em relação a agosto. A estimativa dos economistas era de variação mensal positiva de 0,5% e anual de 13,5% (veio em 11,4%). Ontem, o dado de vendas no varejo também veio pior do que o esperado.

“Enquanto o mercado já espera desaceleração ou até contração de manufatura e vendas do varejo, também espera migração para serviços, indicando a volta para o mix normal do PIB. O dado de hoje mostrou que não é só migração em direção à normalidade. Estamos começando a ver quebra de expectativa na atividade”, explica Komura.

Para ele, provavelmente haverá novas revisões negativas para o PIB de 2022 e algumas ações sofreram hoje com essa expectativa. O Credit Suisse, por exemplo, piorou suas estimativas para a atividade do Brasil, projetando agora contração econômica de 0,5% em 2022, com a inflação devendo continuar em patamares elevados. A projeção anterior do banco privado era de crescimento de 0,6% do PIB no ano que vem.

Com o feriado na segunda-feira, da Proclamação da República, não haverá negociações na B3 e os investidores adotaram uma postura de maior aversão ao risco antes do fim de semana prolongado.

O Ibovespa fechou em queda de 1,17% aos 106.334 pontos, com volume negociado de R$ 31,5 bilhões. Pela segunda semana seguida, a Bolsa teve um saldo semanal positivo. Nesta semana, o índice subiu 1,44%. O Ibovespa futuro com vencimento em dezembro de 2021 caiu 1,8%, aos 106.845 pontos.

O dólar, por sua vez, fechou em alta de 0,97%, a R$ 5,456 na compra e R$ 5,457 na venda. Na semana, a moeda americana acumulou queda de 1,2%. O dólar futuro com vencimento em dezembro de 2021 subiu 1,13% a R$ 5,475.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 recuou um ponto-base, a 11,95%; DI para janeiro de 2025 caiu seis pontos-base a 11,69%; e o DI para janeiro de 2027 recuou dois pontos a 11,62%.

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As Bolsas em Nova York voltaram a fechar em alta hoje. O Dow Jones subiu 0,5% a 36.100 pontos; o S&P teve alta de 0,72%, foi a 4.682 pontos; e a Bolsa de tecnologia Nasdaq avançou 1%, para 15.860 pontos.

Os investidores americanos também têm acompanhado de perto os indicadores de inflação, já que a alta de preços pode indicar próximos passos para o Banco Central dos EUA (Federal Reserve) em relação à retirada de estímulos (tapering) e aumento de juros (hoje próximos a zero).

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, opera próximo da estabilidade com alta de 0,3%.

A produção industrial da Zona do Euro em setembro teve queda de 0,2% na comparação com agosto, menor que a esperada pelos economistas. Mas o crescimento da inflação continua em pauta. Uma pesquisa entre economistas divulgada pela Reuters indicou riscos de, também na Zona do Euro, a inflação superar a meta em 2022. O aumento de preços superou a marca de 4% na região em outubro, mas o Banco Central Europeu vem evitando implementar uma política de aperto monetário.

No mercado de commodities, as cotações do petróleo voltam a cair: o barril do Brent é negociado a US$ 82,66, com queda de 0,25%, e o WTI cai 0,17% a US$ 81,45 o barril.

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