Gerdau (GGBR4) lucra R$ 3,2 bi no 1º tri de 2023, alta anual de 9,4%; siderúrgica aprova R$ 892 mi em JCP

O lucro líquido ajustado foi de R$ 2,388 bilhões nos primeiros três meses de 2023, uma redução de 18,8% na comparação ano a ano.

Felipe Moreira

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A Gerdau (GGBR4) reportou nesta quarta-feira (3) lucro líquido de R$ 3,215 bilhões no primeiro trimestre de 2023 (1T23), montante 9,4% superior ao reportado no mesmo intervalo de 2022 e acima dos R$ 2,1 bilhões esperados pelo consenso Refinitiv.

O lucro líquido ajustado foi de R$ 2,388 bilhões nos primeiros três meses de 2023, uma redução de 18,8% na comparação ano a ano.

A Gerdau explica que “este desempenho reflete uma demanda estável por aço nos primeiros meses do ano, bem como a resiliência dos nossos modelos de negócios, além do mindset ágil e inovador da companhia, centrado nos desafios e necessidades de seus clientes e demais stakeholders”.

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O lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado totalizou R$ 4,322 bilhões no 1T23, um recuo de 25,8% em relação ao 1T22, mas acima do consenso Refinitiv, que esperava Ebitda de R$ 3,9 bilhões.

A margem Ebitda ajustada atingiu 22,9% entre janeiro e março deste ano, queda de 5,8 pontos percentuais (p.p.) frente a margem registrada em 1T22.

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A receita líquida somou R$ 18,872 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma baixa de 7,2% na comparação com igual etapa de 2022 e abaixo dos R$ 19,2 bilhões esperados pelo consenso Refinitiv.

A produção de aço bruto foi de 3,0 milhões de toneladas no 1T23, 4,2% superior em relação ao 4T22 e 12,3% abaixo do mesmo período no ano anterior. O nível de utilização da capacidade de produção de aço bruto foi de 71% e reflete uma maior demanda para o trimestre, principalmente na ON América do Norte.

As vendas de aço no 1T23 foram de 3,0 milhões de toneladas, 11,5% superiores na comparação com o 4T22 e 2,5% inferiores com relação ao 1T22.

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O lucro bruto atingiu a cifra de R$ 3,629 bilhões no primeiro trimestre de 2023, uma diminuição de 30% na comparação com igual etapa de 2022. A margem bruta foi de 19,2% no 1T23, baixa de 6,3 p.p. frente a margem do 1T22.

As despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (DVGA) totalizaram R$ 538 milhões no 1T23, 8,8% acima do 1T22.

O resultado financeiro (receitas financeiras, despesas financeiras, variação cambial líquida, atualização de créditos tributários e ganhos (perdas) com instrumentos financeiros, líquido) foi positivo em R$ 100,1 milhões no primeiro trimestre de 2023.

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Investimentos e dívida

No 1T23 os investimentos (capex) somaram R$ 954 milhões, sendo R$ 667 milhões destinados à Manutenção e R$ 287 em Expansão e Atualização Tecnológica. Do total de desembolsos do trimestre, aproximadamente 48,8% foram destinados ao Estado de Minas Gerais.

O fluxo de caixa livre do 1T23 foi de R$ 2,698 bilhões, reflexo da importante contribuição do Ebitda, aliado à disciplina nos investimentos de CAPEX e capital de giro.

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Em 31 de março de 2023, a dívida bruta da companhia era de R$ 12,261 bilhões, uma retração de 4% na comparação com a mesma etapa de 2022.

O indicador de alavancagem financeira, medido pela dívida líquida/Ebitda ajustado, ficou em 0,31 vez em março/23, alta de 0,11 p.p. em relação ao mesmo período de 2022.

Gerdau aprova JCP

Em 02 de maio de 2023, o Conselho de Administração da Gerdau aprovou a distribuição de proventos sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP) no montante de R$ 892,0 milhões (R$ 0,51 por ação), a serem pagos com base nos resultados do primeiro trimestre de 2023.

A data-base considerada para a posição acionária é de 15 de maio de 2023 e a data ex-dividendos é no dia 16 de maio de 2023.

A data do pagamento será em 29 de maio de 2023.