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Futuros dos EUA e bolsas da Europa se recuperam em semana tumultuada; veja esses e mais assuntos

Bolsas mundiais se recuperam, após tombo na véspera; por aqui, B3 reabre após feriado, depois das ADRs caírem 4,48% em NY

Por  Equipe InfoMoney -

Os índices futuros de Nova York e as bolsas da Europa operam em alta, enquanto maioria dos mercados asiáticos fecharam em baixa nesta sexta-feira (17), com as ações globais reagindo ao aperto das políticas dos principais bancos centrais.

O Federal Reserve dos EUA elevou na quarta-feira sua taxa básica de juros em 75 pontos-base, sua maior alta desde 1994, antes de o Banco Nacional Suíço surpreender os mercados com sua primeira alta desde 2007 e o Banco da Inglaterra implementar sua quinta alta consecutiva.

O Banco Central Europeu anunciou após uma reunião de emergência na quarta-feira que planeja criar uma nova ferramenta para enfrentar o risco de fragmentação da zona do euro, uma medida destinada a amenizar os temores de uma nova crise da dívida para o bloco da moeda única.

O S&P 500 caiu 6% na semana até o fechamento de quinta-feira, o levaria ao seu pior desempenho semanal desde março de 2020. Todos os 11 setores estão pelo menos 15% abaixo de suas altas recentes.

Enquanto isso, o Dow caiu abaixo de 30.000 pela primeira vez desde janeiro de 2021 na quinta-feira. A média de 30 ações caiu 4,7% na semana, a caminho de sua 11ª semana negativa em 12.

Em indicadores, a sessão é relativamente fraca, com dados de produção industrial nos EUA para maio sendo divulgados antes da abertura dos mercados. À tarde, serão divulgados os dados da Baker Hughes sobre poços e plataformas de petróleo em operação.

No Brasil, após a volta do feriado, os investidores repercutem o comunicado hawkish do Copom – que não sinalizou o fim do ciclo da Selic – e uma briga feroz do Congresso e do governo com a Petrobras, que pode anunciar nesta sexta-feira (17) nova elevação dos preços.

Com a B3 fechada nesta quinta-feira (16), devido ao feriado de Corpus Christi, o termômetro do mercado para os investidores migrou para os ADRs (American depositary receipts) negociados nas bolsas dos EUA, e o índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou com queda de 4,48%.

No mais, no noticiário corporativo, destaque para o último dia de negociações dos papéis do Banco Inter (BIDI3;BIDI4;BIDI11) na B3. A empresa migrou para a Nasdaq e a previsão é que as ações sejam negociadas em Nova York na próxima semana.

Confira mais destaques:

Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em alta, com Wall Street tentando se equilibrar após uma semana brutal de perdas.

A alta ocorre à medida que os investidores estão cada vez mais preocupados com uma possível desaceleração econômica. Vários dados econômicos importantes ficaram aquém das previsões desta semana, desde as vendas no varejo em maio até o início da construção de imóveis, e o Federal Reserve elevou sua taxa básica de juros pela maior taxa desde 1994.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,76%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,93%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +1,12%

Ásia

A maioria dos mercados asiáticos fecharam no vermelho com investidores avaliando a possibilidade de um aperto agressivo da política monetária levando a uma recessão.

O Banco do Japão disse na sexta-feira que manterá sua política monetária ultrafácil. A decisão do banco central japonês contrasta fortemente com a de seus pares globais. No início desta semana, o Federal Reserve dos EUA , o Banco da Inglaterra e o Banco Nacional da Suíça aumentaram suas taxas de referência.

  • Shanghai SE (China), +0,96%
  • Nikkei (Japão), -1,77%
  • Hang Seng Index (Hong Kong), +1,10%
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,43%

Europa

Os mercados europeus operam em alta nesta sexta-feira (17), apagando parte da queda da véspera, com os aumentos agressivos das taxas de juros decretados pelos bancos centrais para conter o aumento da inflação alimentando os temores de uma recessão.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,75%
  • DAX (Alemanha), +1,25%
  • CAC 40 (França), +0,83%
  • FTSE MIB (Itália), +1,80%

Commodities

Os preços do petróleo recuam nesta sexta-feira, com o surgimento de preocupações com a demanda após os aumentos das taxas de juros na semana, embora novas sanções ao Irã tenham limitado o lado negativo.

  • Petróleo WTI, +0,82%, a US$ 118,56 o barril
  • Petróleo Brent, +0,72%, a US$ 120,67 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve baixa de 5,90%, a 821,50 iuanes, o equivalente a US$ 122,64

Bitcoin

2. Agenda

Hoje é um dia relativamente fraco para dados econômicos, com dados de produção industrial nos EUA para maio sendo divulgados antes da abertura dos mercados.

À tarde, serão divulgados os dados da Baker Hughes sobre poços e plataformas de petróleo em operação.

Brasil

13h: Vencimento de opções sobre ações

EUA

10h15: Produção industrial mensal

15h: Contagem de sondas Baker Hughes

3. Petrobras reajuste

O conselho de administração da Petrobras fez uma reunião de emergência na tarde desta quinta-feira para tentar resolver o impasse em torno do preço dos combustíveis. O encontro pegou os dirigentes da estatal de surpresa, não apenas por ser feriado, mas porque o tema não é da competência do conselho.

Segundo o Estadão/Broadcast, a reunião serviu para reafirmar que o reajuste dos combustíveis é de responsabilidade da diretoria executiva, que pode anunciar nesta sexta-feira um aumento nos preços. O valor da alta não foi informado aos conselheiros.

A gasolina está há quase cem dias com o preço congelado nas refinarias da Petrobras, enquanto o diesel teve o preço elevado pela última vez há 36 dias. Dados da Associação Brasileira dos Importadores e Combustíveis (Abicom) mostram que a defasagem chega a 18% no diesel e de 14% na gasolina frente às cotações internacionais.

Com os preços defasados em relação ao exterior, a Petrobras tem sofrido pressão do governo para manter a gasolina e o diesel congelados até as eleições, enquanto o mercado espera que a empresa prossiga com a sua política de preço de paridade de importação (PPI).

Pressão contra reajuste

Nos últimos dias, o governo se reuniu duas vezes com a diretoria da Petrobras para tentar evitar o aumento. Segundo fontes, o governo teria pedido para a companhia segurar os preços até que as novas regras sobre ICMS surtam efeito para o consumidor. O reajuste poderia anular o benefício do corte do imposto aprovado pelo Congresso.

O presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, está sendo pressionado a renunciar ao cargo para apressar a troca pelo indicado de Bolsonaro, o secretário de Desburocratização do Ministério da Economia, Caio Paes de Andrade. Com a renúncia, Paes não teria de esperar a realização de uma assembleia de acionistas, mas Coelho já afirmou que não vai renunciar.

A decisão do reajuste dos combustíveis é tomada pelo presidente da empresa, pelo diretor de Comercialização (Claudio Mastella), e pelo diretor Financeiro e de Relações com os Investidores (Rodrigo Araújo). Segundo fontes, os dois também serão demitidos após Paes de Andrade tomar posse.

Lira anuncia reunião no Congresso

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta quinta-feira, 16, que vai convocar para a próxima segunda-feira, 20, uma reunião de líderes para discutir a política de preços da Petrobras. No Twitter, o deputado elevou o tom contra a estatal, chamou a empresa de “país independente” e disse que a empresa declarou guerra ao povo brasileiro.

“A República Federativa da Petrobras, um país independente e em declarado estado de guerra em relação ao Brasil e ao povo brasileiro, parece ter anunciado o bombardeio de um novo aumento nos combustíveis”, escreveu o presidente da Câmara, na rede social, em referência a um possível aumento nos preços dos combustíveis, após uma reunião hoje do Conselho de Administração da estatal.

Lira tem elevado, constantemente, o tom das críticas à Petrobras. O presidente da Câmara passou a defender a privatização da empresa e já chegou a sugerir que o governo venda ações da estatal para que a União deixe de ser acionista majoritária. “Enquanto tentamos aliviar o drama dos mais vulneráveis nessa crise mundial sem precedentes, a estatal brasileira que possui função social age como amiga dos lucros bilionários e inimiga do Brasil”, emendou Lira, no Twitter.

4. Covid

Na última quinta-feira (16), o Brasil registrou 148 mortes e 31.009 casos de covid-19 em 24h, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h.

A média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 149, elevação de 59% em comparação com o patamar de 14 dias antes.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 40.088, o que representa alta de 29% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Chegou a 167.151.998 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 77,81% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 178.791.896 pessoas, o que representa 83,23% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 97.427.596 pessoas, ou 45,35% da população.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras (PETR3; PETR4) assinou a venda da refinaria Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (LUBNOR) e seus ativos logísticos associados para a a Grepar Participações.

A alteração societária ocorrerá mediante a cessão definitiva da totalidade das quotas do capital da Grepar detidas pela Holding GV Participações S.A. para a sociedade Greca Distribuidora de Asfaltos Ltda., que passará a assumir todos os direitos e obrigações da Holding GV Participações S.A. estabelecidas no contrato para a venda da LUBNOR celebrado com a Petrobras.

Com isso, a Grecor Investimentos em Participações Societárias manterá a sua participação de 50% e a Greca Distribuidora de Asfaltos passará a deter os outros 50% do capital social da Grepar.

Eneva (ENEV3)

A Eneva aprovou oferta restrita que consistirá na distribuição pública primária de 300 milhões de novas ações de emissão da companhia.

PetroRecôncavo (RECV3)

A PetroRecôncavo (RECV3) fechou acordo de suprimento de gás natural de natureza interruptível, sem compromisso de fornecimento firme para a Companhia de Gás da Bahia – Bahiagás. Na modalidade de contrato interruptível, os compromissos de fornecimento e retirada só são estabelecidos mediante acordo prévio entre as partes, havendo a demanda por parte da compradora e disponibilidade por parte da vendedora.

O preço do gás do referido contrato será constituído pela soma do repasse do custo de transporte (Parcela de Transporte) com a Parcela da Molécula, sendo esta última um percentual da cotação do Petróleo tipo Brent, podendo ser revista trimestralmente, em comum acordo entre as partes.

Cemig (CMIG4)

O conselho de administração da Cemig aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), no valor de R$ 353 milhões, correspondente a R$ 0,1604 por ação. As ações passam a ser negociadas ex-direito no próximo dia 27.

(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)

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