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SÃO PAULO – Caso o cimento branco continue em falta pelos próximos 20 dias, produtos feitos com esse material – placas, ladrilhos, entre outros – ficarão mais caros. A expectativa é do Sinaprocim (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento), que aponta para uma “diminuição drástica” na produção do material.
O consumo médio mensal fica em 11 mil toneladas, sendo que o produto é utilizado em indústrias de transformação. A idéia é que, caso a produção nacional não se restabeleça, a saída seja abrir as portas para o mercado internacional.
Estoques e impacto
“O preço praticado fora do País não difere muito do interno, por isso não prevemos altas nos preços”, explicou Carlos Roberto Petrini, um dos diretores da entidade. Sem a compra do produto internacional, por outro lado, a situação piora.
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“As dificuldades na obtenção do insumo vêm desde 2007, mas as empresas ainda possuem estoques. Por isso que ainda não houve impacto no preço”, continuou, adicionando ser difícil mensurar de quanto seria o reflexo no preço. “É preciso avaliar a situação”, disse.
A idéia é que, caso necessária, a compra seja feita em conjunto com o sindicato, como forma de conseguir um maior volume do material, aumentando o poder de barganha, sem prejudicar pequenas empresas do setor.
Inflação na construção
Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Custo Nacional da Construção Civil fechou 2007 com alta de 6,08%. O desembolso mensal por metro quadrado chegou a R$ 605,71 em dezembro, dos quais R$ 347,73 se referem aos materiais de construção e R$ 257,98, à mão-de-obra.
Em 2007, foram observadas as seguintes variações: 5,25% (materiais), acima da variação observada em 2006 (4,12%), e 7,21% (mão-de-obra), também acima à do ano passado (6,55%).
Dados de fevereiro apontam para alta de 0,43%. Dessa forma, o custo nacional por metro quadrado chegou a R$ 610,99: R$ 352,41 para materiais e R$ 258,58 para mão-de-obra.