Destaques da Bolsa

Ações da CSN fecham em queda de mais de 4%, aéreas têm baixa de mais de 3% e Petrobras cai 2%; só 7 ações do Ibovespa sobem

Confira os principais destaques da Bolsa nesta quinta-feira (8)

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda expressiva nesta quinta-feira (8) e também na semana, em decorrência de um cenário de maior aversão a risco nos mercados no exterior e um ambiente político cada vez mais conturbado no país.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em baixa de 1,25%, a 125.427,77 pontos, acumulando baixa de 1,7% na semana. Na próxima sexta-feira (9), cabe ressaltar, não haverá negociação na bolsa paulista em razão de feriado em São Paulo.

A maior preocupação global sobre o ritmo de retomada da economia global com os casos crescentes da nova variante Delta do coronavírus em diversos países levou a um ambiente de maior aversão ao risco.

Papéis de siderúrgicas tiveram perdas significativas, com destaque para a CSN (CSNA3, R$ 44,09, -4,42%). Os contratos futuros do carvão metalúrgico e do coque negociados na China atingiram mínimas de um mês nesta quinta-feira, enquanto os preços do minério de ferro chegaram a cair até 3,6%, à medida que cortes de produção de aço em algumas usinas do país geraram preocupações com a demanda pelas matérias-primas siderúrgicas.

A China prometeu controlar sua produção anual de aço a um nível mais baixo neste ano. O órgão estatal de planejamento do país já havia afirmado que conduziria inspeções de campo entre junho e julho. Há temores crescentes de que a demanda por matérias-primas caia ainda mais, à medida que mais locais ampliam os controles de produção de aço.

Cabe ressaltar também que, no radar do setor, autoridades chinesas sinalizaram que podem em breve injetar mais estímulo na economia, uma mudança de tom inesperada indicando que a recuperação mais rápida do mundo pode ser mais fraca do que parece.

As ações das petroleiras caíram, apesar da virada do petróleo na sessão: o contrato do brent para setembro fechou em alta de 0,94%, a US$ 74,12 o barril; já o WTI com vencimento em agosto teve avanço de 1,02%, a US$ 72,94 o barril. O movimento de recuperação aconteceu após a divulgação dos dados de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que tiveram queda de 6,866 milhões de barris, a 445,476 milhões de barris, na semana encerrada em 2 de julho, segundo informou nesta quinta o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do país. Analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal previam recuo menor, de 3,900 milhões de barris.

Os estoques de gasolina caíram 6,075 milhões de barris, a 235,497 milhões de barris, bastante além da expectativa dos analistas de queda de 2,100 milhões de barris. Já os de destilados subiram 1,616 milhão de barris, a 138,692 milhões de barris, quando a previsão era de alta de 300 mil barris.

As ações da Petrobras (PETR3, R$ 28,16, -1,98%); PETR4, R$ 27,49, -2%) fecharam em queda da ordem de 2%, enquanto PetroRio (PRIO3, R$ 19,58, -1,31%) caíram mais de 1%. A semana foi de forte volatilidade para o petróleo, sem que houvesse um acordo da Organização dos Países Produtos de Petróleo (Opep+) para aumentar a produção. Se, por um lado, a curto prazo isso levaria a um aumento das cotações, por outro também gerou temores entre os investidores de uma descoordenação entre os produtores, podendo levar a uma guerra de preços.

Os investidores também repercutem os desafios para a Petrobras, em meio a pressão dos caminhoneiros com o aumento de preços de combustíveis anunciados nesta semana pela estatal (veja mais aqui).

A preocupação com a disseminação da variante delta pelo mundo, além da alta do dólar, afetaram os papéis de aéreas, como Gol (GOLL4, R$ 22,02, -3,25%) e Azul (AZUL4, R$ 41,21 -3,42%), que caíram mais de 3% . No setor de viagens, CVC (CVCB3, R$ 25,50, -2,07%) que vinha mostrando recuperação recentemente, caiu cerca de 2%.

Bancos fecharam em queda, ainda que o Banco do Brasil (BBAS3, R$ 31,79, -0,28%) tenha registrado perdas menos expressivas. Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 29,29, -1,31%), Bradesco (BBDC4, R$ 24,59, -1,17%) tiveram queda de mais de 1% de suas ações, enquanto Santander Brasil (SANB11, R$ 39,80, -0,80%) teve perdas de 0,8%.

Já na ponta positiva, poucos papéis subiram, com apenas sete altas entre 84 ativos do Ibovespa. Foram eles: Iguatemi (IGTA3, R$ 40,31, +1,74%), brMalls (BRML3, R$ 10,07, +0,50%), Lojas Renner (LREN3, R$ 44,57, +0,34%), BR Distribuidora (BRDT3, R$ 28,73, +0,21%), Multiplan (MULT3, R$ 23,06, +0,13%), Suzano (SUZB3, R$ 60,98 0,05%) e JBS (JBSS3, R$ 29,01 0,03%), sendo que só a Iguatemi subiu mais de 1%. No radar da operadora de shopping centers, ela teve a incorporação de suas ações pela Jereissati Participações (JPSA3, R$ 33,21, +0,15%) aprovada em assembleia geral extraordinária.

Cabe destacar que, um pouco após o fechamento do mercado, a diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decidiu que o reajuste dos planos de saúde individuais e familiares será negativo neste ano, de -8,19%. O percentual, que compreende o período de maio de 2021 a abril de 2022, foi aprovado em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (8). Essa notícia pode impactar Hapvida (HAPV3, R$ 15,00 -2,09%), Notre Dame (GNDI3, R$ 83,78, -1,44%) e SulAmérica (SULA11, R$ 32,37, -3,92%), que também fecharam em queda na B3.

Confira os principais destaques desta quinta-feira (8):

Cogna (COGN3, R$ 4,14, -0,72%) e TIM (TIMS3, R$ 11,24, -3,44%)

A Kroton, empresa de ensino superior do grupo Cogna Educação fará uma parceria com a operadora TIM para criar uma nova companhia que fará a oferta de cursos de Ensino à Distância (EaD) pelo celular. De acordo com o anúncio, haverá mais de 400 opções de cursos livres e mais de 250 de graduação e pós-graduação. Esta nova empresa usará a plataforma da Ampli, criada pela Kroton no ano passado com um investimento de R$ 240 milhões, e que tem 15 mil alunos matriculados.

A marca busca a base de 50 milhões de clientes da TIM para crescer. A Kroton estima que poderá elevar em 20% sua captação anual de alunos em EaD, que superou os 400 mil alunos em 2020. O valor da mensalidade da graduação na Ampli é de R$ 150.

O comunicado informa ainda que por meio de um mecanismo de remuneração baseado em objetivos a TIM poderá se tornar acionista minoritária com até 30% do capital da nova empresa dependendo de quantos alunos conseguir captar.

Ainda em destaque, a TIM anunciou na quarta que seu vice-presidente financeiro, Adrian Calaza, apresentou pedido de demissão, citando motivos “estritamente pessoais”. A companhia afirmou em fato relevante que Calaza, que ingressou na TIM em 2016, continuará em suas funções até 31 de agosto e que já iniciou os trabalhos para a indicação de um substituto para o executivo.

Conforme aponta a Guide, o anúncio é positivo, pois permitirá que a Cogna atue na extensa base de clientes da TIM (cerca de 50 milhões de usuários), possibilitando que a companhia aumente sua base de alunos no segmento EAD. Vale ressaltar que o grupo deve começar a se beneficiar com a reabertura da economia a partir do segundo semestre, destaca a equipe de análise.

Vale (VALE3, R$ 113,66 -0,39%) e siderúrgicas

Os contratos futuros do carvão metalúrgico e do coque negociados na China atingiram mínimas de um mês nesta quinta-feira, enquanto os preços do minério de ferro chegaram a cair até 3,6%, à medida que cortes de produção de aço em algumas usinas do país geraram preocupações com a demanda pelas matérias-primas siderúrgicas.

Uma grande produtora de aço do leste da China recebeu determinação de hibernar seus altos-fornos após uma inspeção do governo central, segundo Zhuo Guiqiu, analista da Jinrui Capital, que preferiu não revelar o nome da empresa.

A China prometeu controlar sua produção anual de aço a um nível mais baixo neste ano. O órgão estatal de planejamento do país já havia afirmado que conduziria inspeções de campo entre junho e julho. Há temores crescentes de que a demanda por matérias-primas caia ainda mais, à medida que mais locais ampliam os controles de produção de aço, acrescentou Zhuo.

O contrato mais negociado do coque na bolsa de commodities de Dalian DCJcv1, para entrega em setembro, fechou em queda de 5,3%, a 2.472 iuanes (US$ 381,46) por tonelada. Os futuros do carvão metalúrgico cederam 5,3%, a 1.831 iuanes/tonelada, menor patamar desde 9 de junho. Já a referência do minério de ferro em Dalian DCIOcv1 apurou queda de 2,9%, a 1.188 iuanes por tonelada, após recuar até 3,6% mais cedo na sessão.

Pão de Açúcar (PCAR3, R$ 37,07, -0,70%)

O GPA chegou a um acordo “para encerrar amigavelmente” processo de arbitragem iniciado em 2017 pelo Fundo de Investimento Imobiliário Península, informou o varejista em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira.

A arbitragem discutia divergências relacionadas a 60 imóveis de propriedade da Península, objeto de contratos de locação de longo prazo celebrados em 2005, que asseguram ao GPA o uso e a exploração comercial dos mesmos por 20 anos a contar da sua celebração, renováveis por mais 20 anos a critério exclusivo do grupo varejista, segundo o comunicado.

“O acordo firmado resolveu amigavelmente as controvérsias do passado e aprimorou os contratos, mantendo o prazo de vigência das locações, com novas regras mais adaptadas ao mercado atual, que possibilitam a otimização do uso dos imóveis e trazem potencial de ganho para ambas as partes”, afirmou o GPA. A Península é o family office da família Diniz do Brasil, que fundou o GPA, mas vendeu sua participação na empresa há vários anos.

Neoenergia (NEOE3, R$ 17,29, -0,40%)

Na quarta-feira, a Neoenergia informou que suas distribuidoras injetaram 18.702 gigawatts-hora (GWh) de eletricidade no segundo trimestre de 2021, alta de 11% em relação a igual período de 2020. A empresa afirmou que os dados confirmam uma “recuperação do mercado em suas áreas de concessão”.

O relatório, que representa prévia não auditada dos resultados operacionais da empresa, também indicou um aumento de 6,85% na distribuição de energia no primeiro semestre deste ano, novamente em comparação anual, para 37.208 GWh.

Oi (OIBR3, R$ 1,53, -2,55%;OIBR4, R$ 2,23, -1,33%)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro comunicou na quarta que o juiz responsável pela recuperação judicial da Oi homologou na quarta-feira oferta do BTG Pactual e Globenet Cabos Submarinos para compra de 51% da empresa de fibra ótica do grupo de telecomunicações por R$ 12,9 bilhões.

A proposta do BTG e Globenet serviu de base para o edital do leilão realizado na quarta-feira, que não contou com nenhum outro interessado, informou o tribunal. Saiba mais clicando aqui. 

Petrobras (PETR3, R$ 28,16, -1,98%); PETR4, R$ 27,49, -2%)

Em entrevista à agência internacional de notícias Reuters, o CEO da Petrobras, general da reserva Joaquim Silva e Luna, afirmou que a nova gestão da Petrobras vive no momento uma prova de fogo por causa das altas do petróleo, fator-chave para a formação de preços de derivados.

Mas avaliou que o aumento dos combustíveis nesta semana demonstra independência e “critério 100% técnico” da companhia para lidar com o tema. O general da reserva escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para liderar a companhia afirmou que não houve nem haverá interferência externa no ritmo dos ajustes de preços de combustíveis.

Além disso, a Petrobras informou na quarta que a plataforma P-76 foi conectada ao gasoduto Rota 2 e tornou-se em junho a segunda do campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, a exportar gás ao continente, por meio do terminal de Cabiúnas. A empresa começou a exportar o gás de Búzios em agosto do ano passado, com a plataforma P-74. Atualmente, o volume exportado pelas duas plataformas é de até 2 milhões de m³/dia.

Hapvida (HAPV3, R$ 15,00, -2,09%)

A Hapvida anunciou na quarta-feira acordos para duas aquisições nas regiões Sudeste e Nordeste do Brasil no total de R$ 475 milhões, seguindo sua estratégia de expansão e consolidação nacional e aumento da verticalização. Em São Paulo, a companhia assinou proposta vinculante para aquisição de até 100% do grupo Grupo HB Saúde de São José do Rio Preto por R$ 450 milhões –considerando a totalidade das ações.

Magazine Luiza (MGLU3, R$ 21,92, -0,41%)

O Magazine Luiza conclui aquisição de startup Juni. A Juni é especializada em melhorar a taxa de conversão de vendas no comércio eletrônico e possui metodologia própria capaz de mapear e analisar comportamentos dos clientes.

“Com a aquisição, o Super App do Magalu contará com novas ferramentas baseadas em análise de dados para aprimorar cada vez mais a experiência do cliente, otimizando a conversão e promovendo o crescimento de vendas do e-commerce”, diz o Magazine Luiza.

(IGTA3, R$ 40,31, +1,74%) e Jereissati (JPSA3, R$ 33,21, +0,15%)

A incorporação das ações da Iguatemi pela Jereissati Participações foi aprovada em assembleia geral extraordinária. Depois da conclusão da reestruturação societária, a Jereissati adotará o nome da empresa controlada e passará a ser negociada em forma de units na B3.

PetroRio (PRIO3, R$ 19,58, -1,31%)

A PetroRio informou por meio de comunicado enviado ao mercado na quarta que sua produção teve alta de 7% em relação a junho e maio. A produção total de petróleo da companhia atingiu 32.110 barris de óleo equivalente por dia (boepd), ante 30.013 barris de maio. A maior produção foi do Campo de Frade.

A notícia é marginalmente positiva, aponta a Guide. “A produção da PetroRio segue apresentando melhoras marginais com a otimização dos poços já existentes. Contudo, vemos que o principal trigger para a companhia é a entrada em operação dos novos poços, principalmente a aquisição realizada no ano passado de Wahoo”, destaca.

Camil (CAML3, R$ 9,59 -2,04 %)

A Camil Alimentos ainda apresentou seus resultados do primeiro trimestre fiscal, com queda de 1,2% do lucro líquido na base de comparação anual, a R$ 108,2 milhões.

A receita líquida da Camil, por sua vez, foi de R$ 2,3 bilhões no trimestre, alta anual de 30,5%. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 183,9 milhões, 6,5% menor frente um ano antes. A margem foi de 8,1%, baixa de 3,2 pontos percentuais.

O Bradesco BBI comentou os resultados da Camil, destacando que o Ebitda ajustado está em linha com sua estimativa, e vê os resultados como neutros. O banco atualizou seu modelo levando em conta novas previsões para matéria-prima da Camil, reduzindo a estimativa para Ebitda em 5% em 2021 e 2022 em média. Para 2022, o banco aponta preço-alvo de R$ 11, frente ao preço-alvo de R$ 12 de 2021, e à cotação de quarta, de R$ 9,79. O banco tem avaliação neutra (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para os papéis.

O Itaú BBA afirma que o Ebitda ajustado da Camil do primeiro trimestre está em linha com sua estimativa e com o consenso do mercado. A margem Ebitda ficou em 8,6%, frente à previsão de 9,2% do banco. Os volumes de açúcar no Brasil tiveram uma recuperação sequencial, enquanto que os volumes internacionais sofreram com a menor disponibilidade de matéria-prima no Uruguai.

Os preços domésticos da Camil caíram 2% na comparação trimestral, em linha com as estimativas do banco, mas ainda assim permaneceram 42% acima do nível do primeiro trimestre de 2020. Os volumes de açúcar cresceram, mas as margens são pressionadas pela concorrência forte no Brasil. A operação internacional registrou perda de 32% em volumes na comparação anual. O Itaú BBA mantém avaliação market perform (perspectiva de valorização dentro da média do mercado) para a Camil, com preço-alvo de R$ 14, frente à cotação de R$ 9,79 de quarta.

Cury (CURY3, R$ 9,98, -1,29%)

A Cury anunciou uma parceria comercial com a HBR Realty visando promover sinergias entre as companhias com o intuito de fortalecer o plano estratégico de expansão e rentabilidade das operações das duas companhias.

O acordo comercial visa oferecer o direito de preferência para a HBR atuar na execução e co-desenvolvimento dos projetos futuros com foco em áreas classificadas como não residenciais e fechadas ativas destinadas à utilização comercial.

“Apesar de esperarmos um impacto limitado, vemos o anúncio como positivo para a Cury e mantemos a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15 por ação”, aponta a XP.

Vivara (VIVA3, R$ 31,18, -1,45%)

O Bank of America divulgou relatório nesta quinta-feira (8) reiterando a recomendação de compra para os papéis e elevando o preço-alvo estimado para VIVAR3 de R$ 30 para R$ 36.

De acordo com os analistas, a companhia sairá da crise muito mais fortalecida em relação a pares, com “múltiplas oportunidades” de melhorar sua execução e ganhar participação de mercado.

“A força da companhia deverá ser evidenciada pela escala, qualidade e custo da expansão, bem como lacunas de execução conforme a Vivara aprimore ainda mais suas capacidades digitais, a consolidação e a participação no mercado. Dada a intensidade de capital do segmento de joias, as vantagens competitivas da Vivara podem se provar particularmente acentuadas no curto e médio prazo”, avalia o BofA.

(com Reuters e Estadão Conteúdo)

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