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As ações da Prio (PRIO3) chegam ao fim da semana em uma região importante do gráfico. Depois da recuperação iniciada nos R$ 51,36, o papel perdeu força, passou a negociar abaixo das médias móveis mais curtas e voltou a operar abaixo dos R$ 60, faixa que pode ajudar a definir os próximos movimentos.
Na abertura do mercado nesta sexta-feira (25), a ação recuava 1,63%, às 10h15, cotada a R$ 59,85, caminhando, assim, para a segunda semana consecutiva de baixa. No mês de setembro, a ação recua 4,47%. O movimento, porém, ocorre depois de uma valorização expressiva: a ação ainda acumula alta de aproximadamente 46,6% em 2026 e de cerca de 55% em 12 meses.
O cenário coloca duas forças no radar. De um lado, os gráficos mostram perda de impulso no curto prazo e mantêm suportes importantes sob pressão. De outro, os preços elevados do petróleo continuam favorecendo as perspectivas operacionais da companhia, embora a volatilidade da commodity tenha aumentado com as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Análise técnica da Prio (PRIO3): suporte de R$ 59,50 entra no radar
No gráfico diário, observo que a Prio perdeu força depois de reagir a partir dos R$ 51,36. O papel avançou dentro de um canal de recuperação, chegou à região dos R$ 66, mas não conseguiu sustentar o movimento.
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Com a correção mais recente, PRIO3 passou a negociar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e se aproxima novamente da base desse canal. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 45,64 pontos, dentro da zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.
No campo negativo, o primeiro suporte relevante aparece em R$ 59,50. A perda desse patamar poderá confirmar o rompimento do canal de recuperação e aumentar a pressão vendedora.
Nesse cenário, os próximos níveis aparecem em R$ 56,95 e R$ 55,04. A região também merece atenção pela proximidade da média móvel de 200 períodos, que passa atualmente nas imediações dos R$ 57.
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Se essa faixa não segurar o movimento, o papel poderá voltar a testar os R$ 51,36, ponto de partida da recuperação mais recente. Abaixo dele, o próximo suporte está em R$ 48,67.
Para retomar o fluxo comprador, a primeira tarefa de PRIO3 será recuperar as médias móveis de 9 e 21 períodos. Depois disso, acompanho a resistência de R$ 62,40.
O rompimento desse nível poderá abrir espaço para R$ 66,08 e, posteriormente, R$ 70,15. Em um movimento mais longo, volta ao radar a máxima histórica de R$ 72,98.
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Enquanto a ação permanecer abaixo das médias e dos R$ 62,40, portanto, a leitura de curto prazo continua marcada pela perda de impulso.
Suportes: R$ 59,50; R$ 56,95; R$ 55,04; R$ 51,36; R$ 48,67.
Resistências: R$ 62,40; R$ 66,08; R$ 70,15; R$ 72,98.

Confira nossas análises:
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Gráfico semanal ainda mostra PRIO3 em correção
A leitura de médio prazo reforça a importância dos próximos movimentos.
No gráfico semanal, a Prio permanece em correção depois de atingir a máxima histórica de R$ 72,98. A pressão vendedora levou o papel aos R$ 51,36, região em que surgiu uma reação relevante.
A recuperação, entretanto, ainda não foi suficiente para alterar a estrutura corretiva. A ação segue dentro de um canal de baixa, negocia entre as médias móveis de 9 e 21 períodos e caminha para a segunda semana consecutiva de perdas.
O IFR de 14 períodos está em 52,44 pontos, também dentro da zona neutra.
Para que a recuperação ganhe consistência no médio prazo, acompanho especialmente a faixa entre R$ 66,08 e R$ 70,80.
O rompimento dessa região, preferencialmente acompanhado por aumento do volume comprador, representaria também a saída do canal de baixa e poderia abrir espaço para um novo teste da máxima histórica de R$ 72,98.
No sentido contrário, a permanência dentro do canal mantém os R$ 60 como primeira referência. Abaixo desse patamar, o suporte mais importante aparece novamente nos R$ 51,36.
A perda desse nível enfraqueceria de forma mais significativa a reação iniciada no fundo recente e poderia ampliar a correção em direção a R$ 45,65, R$ 40,19 e R$ 35,93.
Assim, enquanto PRIO3 não superar a região de R$ 66,08/R$ 70,80, o gráfico semanal continua exigindo cautela.
Suportes: R$ 60,00; R$ 51,36; R$ 45,65; R$ 40,19; R$ 35,93.
Resistências: R$ 66,08/R$ 70,80; R$ 72,98.

Petróleo elevado sustenta fundamentos, mas volatilidade aumenta
Enquanto os gráficos mostram perda de força no curto prazo, o ambiente fundamentalista continua sendo influenciado pelos preços elevados do petróleo.
Nesta sexta-feira (25), porém, a commodity recuava com o mercado acompanhando sinais de uma possível solução diplomática para o conflito entre Estados Unidos e Irã. Pela manhã, o Brent operava na região de US$ 105 por barril, enquanto o WTI estava próximo dos US$ 93.
As negociações em Nova York discutem uma saída gradual que envolveria a reabertura do Estreito de Ormuz pelo Irã e o fim do bloqueio americano. A proposta retoma elementos do memorando firmado entre os dois países em junho, que previa passagem comercial pelo estreito e retirada do bloqueio naval dos Estados Unidos.
Para a Prio, o comportamento da commodity continua sendo uma variável central. Preços mais altos tendem a favorecer a geração de caixa da produtora, enquanto uma eventual redução do prêmio geopolítico poderia pressionar as cotações do petróleo.
Itaú BBA vê Prio beneficiada pelo petróleo
Em relatório recente, o Itaú BBA destacou que a Prio vem se beneficiando do ambiente mais favorável para os preços do petróleo.
Do lado operacional, o banco apontou produção ao redor de 173 mil barris por dia, refletindo uma parada parcial programada para manutenção no sistema de resfriamento da plataforma de Albacora Leste.
Outro ponto acompanhado pelos investidores, segundo o BBA, é a possibilidade de manutenção por mais tempo do imposto sobre exportação de petróleo em meio às tensões geopolíticas e às medidas adotadas para os combustíveis no Brasil.
Apesar desses pontos de atenção, o banco mantém recomendação equivalente à compra para PRIO3, com preço-alvo de R$ 73.
Goldman eleva projeções de Ebitda, mas reduz preço-alvo de PRIO3
O Goldman Sachs também mantém recomendação de compra para a Prio, embora tenha reduzido o preço-alvo de R$ 68,60 para R$ 66,40.
A revisão traz sinais distintos. Com o petróleo mais caro, o banco aumentou em 6% suas estimativas de Ebitda ajustado para 2026 e 2027. Por outro lado, reduziu suas projeções de dividendos entre 2027 e 2029 diante da maior volatilidade da commodity e da possibilidade de a empresa precisar manter maior disciplina na alocação de capital.
O Goldman também chama atenção para o forte aumento dos custos de frete do petróleo brasileiro para a Ásia. Segundo o relatório, esse movimento pode fazer com que produtoras como a Prio não capturem integralmente o benefício proporcionado pela alta do Brent.
Para o terceiro trimestre, a instituição projeta Ebitda ajustado de US$ 930 milhões, 17% acima do consenso compilado pela Bloomberg. A produção bruta é estimada em 191,5 mil barris de óleo equivalente por dia, avanço de 11% frente ao segundo trimestre e mais que o dobro do registrado um ano antes.
Esse número não entra em conflito com os 173 mil barris por dia citados pelo Itaú BBA: o BBA se refere ao ritmo de produção observado no período mais recente, afetado pela manutenção de Albacora Leste, enquanto o Goldman trabalha com uma projeção para o terceiro trimestre.
O que acompanhar agora em PRIO3?
Com a aproximação dos R$ 60, o gráfico diário coloca a região de R$ 59,50 como principal referência imediata.
A defesa desse suporte mantém aberta a possibilidade de uma nova reação, mas o papel ainda precisará recuperar as médias móveis e superar R$ 62,40 para mostrar melhora mais clara no curto prazo.
A perda dos R$ 59,50, por outro lado, aumentaria a atenção para R$ 56,95, R$ 55,04 e, em um movimento mais amplo, para o fundo de R$ 51,36.
No semanal, uma mudança mais consistente da estrutura passa pela superação da faixa de R$ 66,08/R$ 70,80.
Até lá, PRIO3 permanece em uma situação de contraste: o petróleo e as projeções operacionais continuam oferecendo suporte aos fundamentos, enquanto os gráficos mostram uma ação em correção e diante de níveis técnicos decisivos.
(Rodrigo Paz é analista técnico)
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