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O dólar à vista encerrou a sexta-feira (9) em queda de 0,42%, a R$ 5,366, com investidores repercutindo os dados do relatório de emprego (payroll) nos Estados Unidos, assim como o acordo UE-Mercosul e os números do IPCA no Brasil.
O movimento no Brasil esteve na contramão do que era visto no fim da tarde no exterior, onde a moeda norte-americana subia ante boa parte das demais divisas. Na semana, o dólar caiu 1,06%.
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Qual a cotação do dólar hoje?
O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,42%, aos R$5,3664. Às 17h04, o contrato de dólar futuro para fevereiro — atualmente o mais negociado no Brasil — cedia 0,48% na B3, aos R$5,3940.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,366
- Venda: R$ 5,365
O que acontece com dólar hoje?
Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que foram gerados 50.000 postos de trabalho em dezembro no país, abaixo dos 60.000 projetados em pesquisa da Reuters com economistas. Por outro lado, a taxa de desemprego nos EUA ficou em 4,4%, ante projeção de 4,5%.
Em uma primeira reação aos números, os rendimentos dos Treasuries de dez anos — referência global de investimentos — perderam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. Naquele momento, os investidores se apegaram ao fato de que foram gerados menos postos de trabalho que o projetado.
Com a leitura do relatório de emprego mais consolidada, o dólar retomou força ante as demais divisas no exterior, em meio à avaliação de que a taxa de desemprego abaixo do esperado reduz as chances de corte de juros pelo Federal Reserve em janeiro e em março.
No Brasil, porém, o dólar se manteve em queda, em movimento ampliado após a aprovação do acordo comercial Mercosul-UE, confirmada no início da tarde.
O acordo prevê que a UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos. Em contrapartida, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de um período de 15 anos.
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“O acordo UE-Mercosul tem impacto mais estrutural do que tático sobre o dólar, ao favorecer exportações, ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e melhorar a percepção de integração e previsibilidade do Brasil, contribuindo para uma redução marginal do prêmio de risco cambial no longo prazo, ou seja, valorização do real frente ao dólar”, disse Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos.
“No curto prazo, porém, o efeito é limitado, podendo sim ter uma leve melhora e valorização do real, mas o processo é longo”, acrescentou.
Às 14h02, já após o anúncio do acordo, o dólar à vista atingiu a cotação mínima de R$5,3529 (-0,69%), ainda que no exterior a moeda norte-americana seguisse em alta ante boa parte das demais divisas.
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Pela manhã, com efeitos mais diretos na curva de juros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, após elevação de 0,18% em novembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,26%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevações de 0,35% no mês e de 4,30% no ano.
Apesar do resultado, a abertura dos dados ainda mostrou um cenário de pressão de preços, em especial os de serviços, reforçando as apostas de que o Banco Central não cotará a taxa básica Selic no fim de janeiro.
O diferencial entre a taxa de juros norte-americana, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, e a brasileira, que está em 15%, vem sendo apontado como um fator de atração de recursos para o Brasil, mantendo o dólar em níveis mais distantes dos R$6,00 nos últimos meses.
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No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap para rolagem do vencimento de 2 de fevereiro.
(Com Reuters)