Destaques da Bolsa

De elétricas e bancos a small caps, 15 ações foram destaques nesta sessão

Bancos tiveram dia volátil com notícias de que o julgamento das poupanças, marcado para amanhã, pode ser adiado; JBS e BB Seguridade ficam entre as maiores quedas do dia

Uma foto com várias linhas de transmissão de energia

SÃO PAULO – Em uma sessão bastante negativa, o Ibovespa fechou esta terça-feira (27) com 11 de suas 71 ações recuando mais de 3%, enquanto apenas 3 papéis registraram valorização de mais de 1%. Em destaque, as companhias do setor elétrico, que ficaram entre as maiores quedas do pregão, enquanto os bancos registraram forte volatilidade com rumores sobre adiamento do julgamento da correção das poupanças.

Durante a manhã, os bancos chegaram a subir forte com a notícia do pedido de adiamento do julgamento previsto para esta quarta-feira (28) no STF (Supremo Tribunal Federal). Segundo fontes afirmaram à Agência Estado, o pedido de adiamento teria sido motivado por erro da Procuradoria no parecer sobre o assunto. Segundo as fontes, “o Ministério Público teria admitido, reservadamente, que há erros na perícia feita pelo órgão e encaminhada ao tribunal” e, por isso, quer novo prazo para refazer a perícia.

Com isso, o Bradesco (BBDC3, R$ 33,12, -1,84%; BBDC4, R$ 32,20, -1,53%) caiu forte após chegar a subir mais de 2%. Mais próximas da estabilidade ficaram as ações do Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 35,70, +0,06%) e da Itaúsa (ITSA4, R$ 8,70, -0,68%). Enquanto isso, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,58, +0,62%) e do Santander (SANB11, R$ 15,20, +0,73%) fecharam em alta.

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Elétricas
Com as maiores perdas do dia ficaram os ativos do setor elétrico, com destaque para os papéis Copel (CPLE6, -4,75%, R$ 32,70), Light (LIGT3, -3,17%, R$ 19,85), Cesp (CESP6, -3,36%, R$ 27,35) e Cemig (CMIG4, -3,98%, R$ 16,18), que acentuaram as quedas durante a tarde. Um relatório divulgado pelo BTG Pactual nesta terça-feira pode ser um dos motivos para esse desempenho negativo dos papéis. O banco de investimentos rebaixou a recomendação das ações da Light de compra para neutra, após uma considerável performance dos papéis mesmo em um cenário de risco para o setor. No mês, os papéis da Light sobem 11,74%.

Além disso, as ações da Cemig caem um dia após o Cemig Day. Segundo a XP Investimentos, os números projetados pela empresa devem provocar uma revisão para baixo nas estimativas para o papel e inclusive uma revisão de preço-alvo para o ativo. A empresa estima ter resultado operacional medido pelo Ebitda (Lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 4,953 bilhões a R$ 5,607 bilhões em 2014, e de R$ 5,897 bilhões a R$ 8,106 bilhões para 2015. A Cemig também informou que espera investir R$ 880 milhões entre 2014 e 2018 em distribuição, somando cerca de R$ 4,4 bilhões. 

Para a XP, a questão central ainda segue referente a discussão que a empresa possui com o governo referente a usina de Jaguará, a qual pode servir como precedente para outras duas usinas. Com relação a isso, a empresa informou que o julgamento pode ser retomado ainda neste mês, na próxima quarta-feira (28), dado que esta é a última data que a matéria pode ser julgada no primeiro semestre deste ano, uma vez que durante a Copa não haverá sessões. Caso não saia agora é mais provável que a matéria seja retomada em final de julho e início de agosto. Segundo a corretora, existem sérios riscos nessa questão, uma vez que o governo vem se mostrando bastante duro e disposto a não perder esta causa, dado a economia de com tarifas de energias mais baixas que isso propiciaria. A Cemig reforçou que caso perca vai a instâncias superiores como STJ.

JBS
As ações da JBS (JBSS3) aceleraram as perdas e fecharam com desvalorização de 4,18%, a R$ 7,56, nesta sessão. De manhã, a controlada da JBS, a americana Pilgrim’s Pride Corporation, anunciou que fez proposta nos EUA para adquirir 100% das ações da Hillshire Brands, por aproximadamente US$ 6,4 bilhões. Embora a aquisição esteja em linha com a estratégia da JBS, o prêmio pago pela americana (de 25% sobre o preço médio dos papéis da Hillshire Brands negociados após o anúncio da aquisição da Pinnacle pela Hillshire, no início de maio) traz pressão aos papéis da brasileira.

A Hillshire Brands é uma das líderes no mercado americano de alimentos preparados a base de carnes, com receita anual de aproximadamente US$ 4 bilhões. A companhia tem em seu portfólio marcas como Jimmy Dean, Ball Park, Hillshire Farms, State Fair, Sara Lee, Aidells, Gallo Salame e outras.

BB Seguridade
Entre as maiores quedas do dia apareceram as ações do BB Seguridade (BBSE3, R$ 27,92, -2,89%), em seu pior pregão desde 3 de fevereiro, quando marcou recuo de 3,83%. Em uma sessão de correção, com poucos papéis em alta, investidores do braço de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil (BBAS3) aproveitam para embolsar ganhos acumulados. Vale lembrar que, em apenas um ano de bolsa, a companhia registrou ganhos na casa dos 65%.

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No noticiário da companhia, destaque para o fato relevante divulgado ao mercado na manhã desta terça-feira (27), que dizia que será mantida inalterada a participação de 66,66% da empresa no capital social total da coligada Brasilcap, encerrando, assim, as negociações que, sobre esse tema, eram mantidas com a Aliança da Bahia.

Gol
A Gol (GOLL4) fechou o dia entre as maiores altas do Ibovespa, com ganhos de 0,67%, a R$ 13,61. Em relatório divulgado nesta manhã, o BB Investimentos elevou o preço-alvo para os papéis da companhia de R$ 12,50 para R$ 15,50 – um potencial de alta de xxx%. Entre os principais fatores para a elevação, os analistas apontam as melhores expectativas de margem Ebit para este ano, tendo em vista a relativa estabilização do patamar cambial e a manutenção dos custos, além de entenderem que a GOL é a melhor companhia que está conseguindo capturar o bom crescimento de demanda no setor aéreo, tanto para o mercado doméstico, como para o mercado internacional.

Ex-OGX e OSX
As ações da OGPar (OGXP3), ex-OGX Petróleo, mostraram forte movimentação na Bolsa nesta sessão. Os papéis subiram 11,76%, a R$ 0,19, após atingir 41,18% na máxima do dia, a R$ 0,24. Essa é a maior cotação do papel desde abril. Chamava atenção também o volume movimentado com as ações, que atingia R$ 17,5 milhões, bem acima da média dos últimos 21 pregões, de R$ 2,7 milhões. Os papéis da empresa-irmã OSX Brasil (OSBX3) também registraram fortes ganhos de 6,82%, a R$ 0,47. O giro do papel foi de R$ 1,34 milhão, contra média diária de R$ 466 mil.

No final de semana, a OGPar informou que alterou seu plano de recuperação judicial. O novo processo apresentou mudanças pequenas, mas entre elas está o polêmico aporte de US$ 1 bilhão exigidos do controlador de Eike Batista. Nos termos do novo plano, uma vez aprovado o plano de recuperação em assembleia, os credores terão que concordar em honrar uma decisão tomada entre Eike e a empresa a respeito da validade da “put option”. A questão foi questionada e investigada por promotores brasileiros.

Locamérica
As ações da Locamérica (LCAM3) dispararam 12,25% nesta sessão, a R$ 4,49, acumulando no mês valorização de 54,83%. Em matéria publicada hoje, o gestor da GTI Administração de Recursos, André Gordon, indica um potencial de valorização de 125% dos papéis, passando de R$ 4 para R$ 9, ou seja, um potencial de valorização de 100%.

Anima
A Anima (ANIM3) fechou com queda de 3,06%, cotada a R$ 28,16. Apesar das perdas, em um relatório, o Itaú BBA mostrou animação com a comapnhia, com a corretora elevando o preço-alvo dos papéis da empresa do setor de educação de R$ 29,60 para R$ 36,80. O novo target representa um potencial de valorização de 30,68%. Desde que a companhia abriu seu capital, em outubro do ano passado, a alta dos ativos chegam a aproximadamente 50%.