Criptos hoje

Bitcoin perde força e testa suporte, Goldman adota BTC como garantia e ApeCoin passa a dominar metaverso

Nível de US$ 40 mil do Bitcoin é visto por analistas como importante demais para ser perdido

Por  Paulo Alves, CoinDesk -

Após tentativa de recuperação ontem, o Bitcoin (BTC) perde força e volta a cair abaixo dos US$ 40 mil hoje, caminhando para um fechamento semanal negativo e aumentando o receio entre analistas de que a queda pode se aprofundar e atingir uma mínima abaixo do suporte (zona com alto interesse de compra) ao redor dos US$ 37 mil.

Especialistas temem que, se o Bitcoin não preservar os US$ 37 mil em meio a uma onda de vendas, o preço corre risco de despencar para a região dos US$ 30 mil. Às 7h15, a moeda digital era negociada a US$ 39.199, com queda de 1,4% nas últimas 24 horas.

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A correlação com a Nasdaq segue forte, e as criptomoedas voltam a acompanhar o mercado de ações, refletindo o possível dia de queda para as ações das big techs pela frente, que já registravam queda no aftermarket ontem e continuam cedendo no mercado futuro.

Para Joe DiPasquale, CEO da gestora de fundos BitBull Capital, o nível de US$ 40 mil é importante demais para ter sido perdido novamente. No entanto, DiPasquale não se surpreende com a queda, dado o vencimento de US$ 2 bilhões em opções de Bitcoin na bolsa de derivativos Deribit com um valor máximo de US$ 40 mil para liquidação das posições

Dessa maneira, donos dos papeis teriam muito interesse em forçar o preço para abaixo desse patamar. Os contratos expiram justamente nesta sexta-feira (29).

“Podemos esperar volatilidade após o vencimento [de sexta-feira], e o nível real que os touros ainda querem ver recuperados é de US$ 42 mil”, escreveu ele.

O ativo digital com maior valor de mercado do mundo também enfrenta a má notícia de que o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos afirmou ter “graves preocupações” com a decisão da Fidelity de adicionar Bitcoin em seus planos de aposentadoria privada.

Ali Khawar, secretário assistente interino da Employee Benefits Security Administration, disse ao Wall Street Journal que a natureza especulativa da criptomoeda e o hype em torno do medo de perder são os motivos pelos quais seu departamento está preocupado com a novidade.

Por outro lado, a criptomoeda vem na esteira de uma semana de notícias positivas. O Goldman Sachs, por exemplo, dá cada vez mais sinais de que aposta fortemente nos criptoativos. Após falar sobre a possibilidade de tokenizar ativos reais, o banco afirmou ter concedido seu primeiro empréstimo com garantia em Bitcoin.

A moeda digital também vem em uma sequência de anúncios legislativos positivos ao redor do mundo. No Brasil, o PL das criptomoedas, bem visto pelo setor de criptoativos nacional, passou no Senado e está mais perto de virar lei. Na África, a República Centro-Africana se tornou o segundo país do mundo a adotar o BTC como moeda legal. Já o Panamá aprovou ontem uma lei que cria um ambiente favorável para empresas de blockchain, e isenta traders de pagamento de imposto sobre ganho de capital em operações com criptos.

  • Assista: Vem mais imposto por aí? Entenda tudo que muda com o PL das criptomoedas aprovado no Senado

Ainda assim, o mercado cripto ainda depende muito do desempenho momentâneo do Bitcoin. Com isso, a maioria das altcoins registra perdas nesta manhã, com destaque para The Graph (GRT) e Stepn (GMT), que vinham de alta ontem e caem cerca de 10% hoje. Já Ziliqa (ZIL) e Waves (WAVES) recuam de 8% a 9%, aprofundando perdas semanais que já passam de 20%.

Por outro lado, pelo menos uma criptomoeda vai bem nesta manhã: a ApeCoin (APE), criptomoeda ligada ao projeto Bored Ape Yatch Club, chegou a disparar 35% ontem, para US$ 27, em meio à expectativa de lançamento de seu metaverso no sábado (30). O rali perde fôlego hoje, com o token negociado a US$ 23 nesta manhã – ainda assim, acumula salto de 15% em 24 horas, e de 65% na semana.

Com isso, a ApeCoin se torna com folga a maior cripto relacionada a metaverso, com US$ 6,7 bilhões de valor de mercado, mais do que o dobro dos US$ 2,8 bilhões de Axie Infinity (AXS) e The Sandbox (SAND).

Confira o desempenho das principais criptomoedas às 7h10:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Bitcoin (BTC)US$ 39.199,91-1,4%
Ethereum (ETH)US$ 2.886,47-1,7%
Binance Coin (BNB)US$ 400,03-1%
Solana (SOL)US$ 96,69-3,6%
XRP (XRP)US$ 0,631178-2,9%

As criptomoedas com as maiores altas nas últimas 24 horas:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
ApeCoin (APE)US$ 23,40+15,1%
Nexo (NEXO)US$ 2,49+13,7%
Tron (TRX)US$ 0,069486+8,8%
Radix (XRD)US$ 0,123050+0,9%

As criptomoedas com as maiores quedas nas últimas 24 horas:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
The Graph (GRT)US$ 0,349997-11,5%
Stepn (GMT)US$ 3,60-10,5%
Ziliqa (ZIL)US$ 0,087439-8%
Waves (WAVES)US$ 15,12-7,7%
THORChain (RUNE)US$ 7,22-7,2%

Confira como fecharam os ETFs de criptomoedas no último pregão:

ETFPreçoVariação
Hashdex NCI (HASH11)R$ 35,40+1,13%
Hashdex BTCN (BITH11)R$ 46,50+1,52%
Hashdex Ethereum (ETHE11)R$ 42,88+2,58%
Hashdex DeFi (DEFI11)R$ 38,52+0,91%
Hashdex Smart Contract Plataform FI (WEB311)R$ 38,30+2,54%
QR Bitcoin (QBTC11)R$ 12,46+2,46%
QR Ether (QETH11)R$ 10,44+0,19%
QR DeFi (QDFI11)R$ 6,78+0,14%

Veja as principais notícias do mercado cripto desta sexta-feira (29):

Goldman Sachs concede primeiro empréstimo garantido com Bitcoin

O Goldman Sachs concedeu seu primeiro empréstimo lastreado em Bitcoin, no que é visto como mais um sinal de que Wall Street está adotando ainda mais para as criptomoedas.

Segundo a Bloomberg, o empréstimo do Goldman permite que um mutuário use a criptomoeda como garantia para um empréstimo em dinheiro.

“Recentemente, estendemos uma linha de crédito segura onde emprestamos fiduciários garantidos com BTC. O BTC é de propriedade do mutuário”, disse uma porta-voz do Goldman ao CoinDesk por e-mail.

“O interessante para nós foi a estrutura e o gerenciamento de risco 24 horas por dia, sete dias por semana”.

O Goldman, que possui uma equipe dedicada de ativos digitais, negociou suas primeiras opções de bitcoin de balcão para a Galaxy Digital no mês passado.

Ontem, o banco admitiu que está considerando entrar no negócio de tokenização de ativos reais, como imóveis e terrenos.

Panamá isenta criptos de imposto sobre ganho de capital

O Panamá aprovou um novo projeto de lei que prevê a isenção da cobrança de impostos sobre ganhos de capital sobre negociações com criptomoedas.

A legislação, que ainda precisa ser sancionada, trata os criptoativos como renda de origem estrangeira, o que, de acordo com o sistema de tributação territorial do Panamá, significa que não há impostos sobre ganhos de capital.

O projeto de lei aprovado também permite que empresas de ativos digitais se instalem no Panamá, algo até então considerado ilegal.

“A ideia é apenas respeitar a tradição que o Panamá já tem há muitos anos, onde o país tributa o que acontece dentro de suas fronteiras, e a internet obviamente não está nas fronteiras de nenhum país”, explicou Felipe Echandi, empresário local de criptomoedas que auxiliou na redação do projeto de lei.

Autoridades dos EUA estão preocupadas com aposentadoria em Bitcoin

O plano da Fidelity Investment para permitir a inclusão de Bitcoin em seus planos de aposentadoria privada está enfrentando pressão do Departamento do Trabalho dos EUA, que regula os planos de aposentadoria patrocinados pela empresa.

“Temos sérias preocupações com o que a Fidelity fez”, disse Ali Khawar, secretário assistente interino da Employee Benefits Security Administration, ao Wall Street Journal.

Khawar destacou a natureza especulativa da criptomoeda e o hype em torno do medo de perder como motivos de seu departamento estar preocupado com a mudança.

“Para o americano médio, a necessidade de poupança para a aposentadoria na velhice é significativa”, disse ele. “Não estamos falando de milionários e bilionários que têm muitos outros ativos para sacar”, afirmou.

A Fidelity anunciou no início da semana que planeja oferecer Bitcoin como uma opção de investimento para planos de aposentadoria.

A gigante financeira administra contas de aposentadoria para 23.000 empresas nos EUA.

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