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SÃO PAULO – “A criação de mais um imposto é um absurdo, em meio ao envio por parte do governo de um projeto para unificar os impostos”, afirmou o presidente da Gerdau e membro do Conselho Estratégico da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Jorge Gerdau, em referência à CSS (Contribuição Social para a Saúde), cuja proposta de criação foi aprovada na última quarta-feira (11) em Plenário da Câmara.
“De repente, o governo aparece com proposta para criar uma nova CPMF. É mais um imposto e a carga tributária não pode crescer mais, porque já é extremamente elevada”, afirmou. “É um imposto ruim, porque é cumulativo, e ainda existe uma discussão jurídica sobre o tema”.
Votação acirrada indica que no Senado não passa
De acordo com Gerdau, a votação acirrada indica que, provavelmente, a proposta não passa pelo Senado. “E a nação ainda irá tomar consciência e impedir que o imposto seja aprovado. Não houve oportunidade praticamente de se ouvir a opinião pública”.
Reforma tributária
Na opinião do empresário, é preciso radicalizar a reforma. “O congresso precisa tomar consciência que torna a vida principalmente do pequeno e médio empresário inviável, com o atual sistema tributário”.
“Não tem país no mundo onde se faça imposto escondido. Não há país no mundo que se faça imposto sobre imposto. Então, essa reforma [proposta pelo governo] é um avanço importante, mas nós entendemos que ela deveria ser mais abrangente, mais radical e simplificadora”.
Porém, ele afirmou que, de qualquer maneira, o importante é o debate para que a nação exija redução da carga. “O importante é a nação ter conhecimento de que está pagando 100% de imposto sobre o custo energia, por exemplo, para que venha a exigir a redução da carga tributária”.