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SÃO PAULO – Com a demanda aquecida, o preço do cimento poderá aumentar no próximo ano, de acordo com o secretário-executivo do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), José Otávio Carvalho.
De acordo com ele, os consumidores de algumas regiões do País sentiram um aumento no preço do produto este ano por conta de problemas de abastecimento, originados pela grande procura pelo produto.
“No entanto, nos últimos cinco anos, a oferta de cimento cresceu bastante em algumas localidades, fazendo o preço cair”, afirmou Carvalho.
Consumo recorde
Segundo o secretário-executivo do SNIC, o consumo interno de cimento voltou a crescer no ano passado, após 6 anos de estagnação. Em 2006, ele atingiu cerca de 40,8 milhões de toneladas, o que representou um aumento de 8,5% sobre o ano anterior.
Para este ano, estava previsto um incremento da ordem de 5%, o que foi mantido até o primeiro semestre. Entretanto, a partir de julho, houve uma explosão no consumo, o que fez com que o Sindicato alterasse suas previsões.
“De janeiro a novembro já foram vendidas 41 milhões de toneladas de cimento ao mercado interno, o que representa um incremento de 9,9% sobre o mesmo período de 2006. Com isso, podemos estimar uma alta entre 10% e 11% este ano”, prevê Carvalho.
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40% do preço corresponde a impostos
Ainda de acordo com o secretário, os impostos respondem por cerca de 40% do preço do cimento. Além disso, o custo do frete – para levar o produto da fábrica até o consumidor final – também tem impacto significativo.
Para a produção do produto, o combustível (coque de petróleo) e a energia elétrica usados contribuem significativamente para o preço final.