Alimentos

Camil (CAML3) divulga resultados nesta quinta com expectativa de números positivos

Arroz e feijão devem ser forças motrizes do balanço da companhia, enquanto açúcar e pescados pesam do outro lado

Por  Equipe InfoMoney -

A Camil (CAML3) divulga o seu resultado nesta quinta-feira (14), após o fechamento do mercado. Contudo, os seus números não são referentes ao segundo trimestre de 2022, mas sim ao período do primeiro trimestre do ano  (ano-fiscal).

Para os analistas, a companhia de alimentos, que vem ganhando destaque nas recomendações do mercado, deve registrar bons números para o período.

A Eleven, por exemplo, vê que a empresa de alimentos deve entregar um “trimestre de recuperação de margens”, com estas voltando a se aproximar do seus patamares históricos.

No passado recente, a rentabilidade da Camil foi prejudicada por problemas na oferta do feijão, com a lucratividade deste produto contraindo, e também por um descumprimento de contrato da Raízen (RAIZ4), que fornece açúcar para a companhia. Esses problemas, para a Eleven, devem diminuir, ou desaparecer, do documento publicado hoje.

Além disso, o casa de research vê as novas categorias de produtos da Camil impulsionando os resultados. “Destaque para a entrada da categoria de cafés e da categoria de massas, estreante do último trimestre e que deve apresentar boas margens devido ao hedge de trigo que a companhia realizou antes do início da guerra entre Rússia e Ucrânia”, comentam os analistas.

O Itaú BBA vai na mesma linha. “Esperamos sólidos resultados para o trimestre da Camil, com uma margem de 9,3%, frente a 8,2% entre janeiro e março, motivado pelo aumento de preços no arroz (com alta de 13%) e feijão (de 20%), além do suporte dos novos entrantes macarrão e café”, explica.

Além disso, o banco também vê as unidades externas contribuindo positivamente – com aumento, principalmente, do volume vendido no Uruguai, com a empresa tendo concluído a aquisição da Silcom no final de março. No Peru, onde atua através da Romero Trading, a adição será mais branda no Peru, dado desafiador cenário econômico do país.

O BBA estima um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 222 milhões para a Camil.

Pesando na performance da Camil, o banco vê, além do Peru, também o mau desempenho do açúcar e dos pescados. Quanto ao primeiro produto, o acerto com a Raízen deve permitir a venda de maiores volumes, mas isso deve ser compensado pelo recuo do preço da commodity. Quanto aos pescados, o fornecimento segue prejudicado, com projeção de baixa de 35% das vendas.

O Itaú tem recomendação de “compra” para as ações ordinárias da Camil, com preço-alvo de R$ 13, upside de 18,28% frente ao preço de fechamento dessa quarta-feira.

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