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A Gerdau (GGBR4) reportou lucro líquido de R$ 670 milhões no 4º trimestre de 2025, alta de 0,5% em base anual, mas abaixo das estimativas do mercado, que projetavam R$ 813 milhões. O Ebitda ajustado ficou em R$ 2,4 bilhões, praticamente estável (-0,7%), enquanto a receita líquida somou R$ 17 bilhões, avanço de 0,9% e acima do consenso. No operacional, as vendas atingiram 2,9 milhões de toneladas de aço (+5,2%), indicando crescimento de volume, mas com rentabilidade pressionada.
No gráfico de curto prazo, após renovar a máxima histórica em R$ 24,08, a ação entrou em movimento de acomodação e passou a negociar abaixo das médias de 9 e 21 períodos. O fechamento em R$ 21,61 (-0,14%) mantém o papel dentro de um canal corretivo, enquanto o IFR (14) em 45,42 sinaliza perda de momentum e coloca o ativo em uma zona decisiva entre retomada da alta ou continuidade do ajuste.
Já no semanal, a estrutura segue construtiva: a ação acumula alta de 5,98% em 2026, permanece acima das médias e apresenta IFR (14) em 64,93, próximo da sobrecompra. O movimento recente é interpretado como acomodação após a forte pernada de alta, com o mercado atento à defesa dessas médias para a definição do próximo ciclo de tendência.
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Para entender até onde as ações da Gerdau (GGBR4) podem ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.
Análise técnica Gerdau (GGBR4)
No curto prazo, observo que a perda das médias e a formação de topos descendentes colocam o ativo em uma fase corretiva mais clara após a forte pernada de alta que levou à máxima histórica. O fechamento em R$ 21,61 (-0,14%) mantém a sequência de candles de consolidação dentro do canal de baixa, enquanto o IFR (14) em 45,42 indica um mercado sem direção definida no curtíssimo prazo.
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Para que o fluxo comprador volte a ganhar protagonismo, será necessário o rompimento da faixa de R$ 21,87 e R$ 22,63, região que concentra as médias e as resistências mais relevantes. Um movimento consistente acima desses níveis tende a interromper a sequência de topos descendentes e abrir espaço para R$ 23,22, com novo teste da máxima histórica em R$ 24,08 e projeções em R$ 24,90 e R$ 25,75.
Por outro lado, a perda dos suportes em R$ 21,05 e R$ 20,30 deve intensificar o fluxo vendedor e ampliar a correção em direção a R$ 18,90 e R$ 18,24, com suporte mais longo em R$ 17,71. Enquanto o ativo permanecer abaixo das médias, a leitura técnica segue pressionada e exige atenção à duração desse movimento antes de uma nova tentativa de retomada da tendência principal.

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Análise de médio prazo
No gráfico semanal, a tendência de alta permanece preservada mesmo após o movimento corretivo recente. O ativo segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, ambas com inclinação positiva, o que caracteriza até o momento um pullback dentro de uma estrutura altista mais ampla. A valorização de 5,98% em 2026, com cotação em R$ 21,61, e o IFR (14) em 64,93 mostram que a pernada anterior foi forte e que o mercado passa agora por uma fase de acomodação.
Para retomada do fluxo comprador no médio prazo, será fundamental a superação de R$ 23,27 e, posteriormente, da máxima histórica em R$ 24,08. Acima dessas regiões, o ativo passa a trabalhar com projeções em R$ 25,10, R$ 26,05 e R$ 27,25, com alvo mais longo em R$ 29,15. Enquanto permanecer acima das médias, a leitura segue sendo de correção saudável dentro de uma tendência de alta.
No cenário de enfraquecimento, a perda da região de R$ 21,05 e R$ 20,00 tende a ampliar o movimento corretivo, podendo levar o ativo a R$ 18,24 e à média de 200 períodos em R$ 17,74, com suportes mais longos em R$ 15,35 e R$ 14,25. Ainda assim, no contexto atual, a estrutura principal permanece altista, e o mercado segue atento à defesa das médias como ponto-chave para a retomada do fluxo comprador.
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(Rodrigo Paz é analista técnico)
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