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A sessão desta segunda-feira (8) é de leves ganhos para a maioria das principais bolsas mundiais, no início de uma semana que será marcada por dados de inflação nos Estados Unidos e na China, enquanto traders estão precificando apenas 9% de chance de um aumento na próxima reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed), de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.
O principal indicador econômico da semana, de preços ao consumidor, será divulgado nos EUA na quarta-feira (10). Na média das projeções do mercado, o núcleo da inflação deve apresentar uma elevação mensal de 0,4% e acumular 5,6% em doze meses.
Ibovespa hoje: acompanhe o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros Ao Vivo
Por aqui, o destaque também vai para o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de abril, que vai ser divulgado na sexta-feira (12). O consenso Refinitv aponta para uma variação mensal positiva de 0,55% e de 4,10% em 12 meses.
Já a temporada de resultados das empresas segue firme, com divulgação dos números do Itaú (ITUB4) nesta segunda antes da abertura do mercado. O banco registrou lucro líquido gerencial de R$ 8,435 bilhões no primeiro trimestre de 2023, número 14,6% superior ao observado no mesmo intervalo de 2022, e em relação ao quarto trimestre do ano passado, representa um crescimento de 10%. O número foi em linha com o esperado pelo consenso Refinitiv, de R$ 8,42 bilhões.
1.Bolsas Mundiais
Estados Unidos
Os índices futuros dos EUA operam com leve alta em sua maioria, com os investidores à espera dos dados de inflação ao consumidor na quarta-feira, após o Fed subir o juros na semana passada.
Os rendimentos do Tesouro dos EUA, por sua vez, operam com baixa nesta segunda-feira, apagando parte dos ganhos obtidos após a divulgação de dados de folha de pagamento não-agrícola melhores do que o esperado.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
- Dow Jones Futuro (EUA), +0,09%
- S&P 500 Futuro (EUA), +0,02%
- Nasdaq Futuro (EUA), -0,12%
Ásia
Na Ásia, a sessão foi de alta para os principais índices da região, com exceção do Nikkei, do Japão, que terminou a sessão no vermelho. O movimento positivo foi embalado pela recuperação de Wall Street, que interrompeu uma sequência de quatro dias de perdas na última sexta-feira.
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Do lado econômico, o setor de serviços do Japão registrou um ritmo recorde de expansão em abril, mostrou o índice de gerentes de compras (PMI) de serviços. O indicador de serviços do au Jibun Bank Japan ficou em 55,4, acima do valor de março de 54,9 e marcando seu quinto mês consecutivo de expansão.
Já a ata da reunião de política monetária do Japão em março mostrou que os membros do conselho estavam preocupados com a aceleração da inflação em um ritmo acima do esperado.
- Shanghai SE (China), +1,81%
- Nikkei (Japão), -0,71%
- Hang Seng Index (Hong Kong), +1,21%
- Kospi (Coreia do Sul), +0,49%
- ASX 200 (Austrália), +0,78%
Europa
Os mercados europeus começaram a semana em alta, com investidores à espera de mais resultados de empresas, dados econômicos e a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra nesta semana.
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O FTSE 100, do Reino Unido, foi fechado para um feriado após a coroação do rei Charles III.
Tanto o Fed quanto o Banco Central Europeu aumentaram as taxas em um quarto de ponto percentual na semana passada, com muitos agora esperando que o primeiro comece a cortar as taxas em algum momento durante o verão.
- FTSE 100 (Reino Unido), fechado
- DAX (Alemanha), +0,09%
- CAC 40 (França), +0,14%
- FTSE MIB (Itália), +0,41%
- STOXX 600, +0,23%
Commodities
Os preços do petróleo operam com alta, uma vez que os temores de uma recessão nos EUA, que derrubaram os preços por três semanas consecutivas pela primeira vez desde novembro, começaram a diminuir.
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A preocupação de que uma crise bancária dos EUA desacelere a economia e elimine a demanda de combustível no maior consumidor de petróleo do mundo levou o benchmark Brent a cair 5,3% na semana passada e levou o WTI a despencar 7,1%.
Já as cotações do minério de ferro na China dispararam na sessão de hoje.
- Petróleo WTI, +1,85%, a US$ 72,66 o barril
- Petróleo Brent, +1,69%, a US$ 76,57 o barril
- Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 5,02%, a 721,50 iuanes, o equivalente a US$ 104,29
Bitcoin
- Bitcoin, -4,06% a US$ 27.780,00 (em relação à cotação de 24 horas atrás)
2. Agenda
A agenda da semana tem como destaque dados de inflação no Brasil e nas principais economias do mundo. Os números sucedem as recentes decisões sobre juros pelos Bancos Centrais e tendem a indicar os próximos passos das autoridades monetárias, diante de um cenário de preços ainda elevados, mas com perspectivas de recessão.
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Por aqui, o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) do mês de abril vai ser divulgado na sexta-feira (12). O consenso Refinitv aponta para uma variação mensal positiva de 0,55% e de 4,10% em 12 meses.
Antes, na terça-feira (9), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) vai tornar pública a ata de sua última reunião.
Inflação no Brasil e EUA, ata do Copom e balanços: o que acompanhar na semana
Além do IPCA no Brasil, a semana também trará indicadores de inflação nos Estados Unidos e na China. O índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) vai ser divulgado na quarta-feira (10). Na média das projeções do mercado, o núcleo da inflação deve apresentar uma elevação mensal de 0,4% e acumular 5,6% em doze meses.
Na noite da mesma quarta-feira, saem os dados de inflação ao consumidor e ao produtor na China. Mas antes, na terça-feira, haverá a divulgação da balança comercial chinesa. O consenso Refinitiv prevê superávit de US$ 74,3 bilhões em abril, cifra menor que os US$ 88,19 bilhões de março.
Brasil
8h: Roberto Campos Neto, presidente do BC, participa, por videoconferência, de reunião do Economic Consultative Committee, promovida pelo Banco de Compensações Internacionais – BIS, em São Paulo. (fechado à imprensa)
8h25: Boletim Focus
15h: Balança comercial semanal
21h30: Fernando Haddad, ministro da Fazenda, viaja para o Japão
EUA
11h: Estoques no atacado
3. Noticiário econômico
Congresso deve incluir punições mais severas em nova regra fiscal, diz Lira
O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, disse à CNN, no último domingo (7), que, na tramitação da nova âncora fiscal no Congresso, os parlamentares devem endurecer as regras e incluir punições mais severas para o caso de descumprimento das metas fiscais anuais estipuladas pelo novo arcabouço.
O projeto para a legislação que deverá substituir o teto de gastos foi apresentado pelo governo no final de março e está agora sendo analisado pelo relator, na Câmara dos Deputados, para ter sua análise e votação iniciada nos próximos dias.
Na proposta, o governo propôs punições mais brandas para os governantes caso não cumpram a meta de resultado primário estipulada para o ano.
Nesse sentido, Lira disse que não deve ser incluída uma responsabilização à pessoa do agente público, mas o governo como um todo tem que ter alguma restrição quando não cumprir as metas a que se propõe na nova regra fiscal.
Lula ataca juros altos e diz que ainda vai entrar com ação contra privatização da Eletrobras
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou no sábado (6) que pretende apresentar novos questionamentos sobre a privatização da Eletrobras (ELET3), após a Advocacia-Geral da União (AGU) ter entrado na véspera com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para elevar o poder da União na companhia elétrica.
“Eu não entrei contra a privatização da Eletrobras, eu ainda pretendo entrar”, afirmou Lula ao ser questionado sobre o tema durante coletiva de imprensa em Londres, após ter participado da cerimônia de coroação do Rei Charles.
Ao comentar sobre a ação da AGU, o presidente voltou a criticar o fato de que a União tenha que submeter à regra que impede os acionistas de deter poder de voto superior a 10% na elétrica, além da cláusula de “poison pill” no estatuto da companhia que dificulta uma recompra de ações da Eletrobras por parte do governo.
Ele ainda voltou a atacar a taxa básica de juros da economia e repetiu que o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não tem compromisso com o Brasil.
4. Noticiário político
STF tem maioria para tornar réus mais 250 acusados em atos golpistas
O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria a favor do recebimento das denúncias contra 250 pessoas envolvidas nos atos golpistas de 8 de janeiro em Brasília, quando as sedes dos Três Poderes foram depredadas por vândalos. Com isso, o total de réus sobe para 550.
Com a manifestação do voto eletrônico do ministro Gilmar Mendes neste domingo (7), o placar ficou em 6 a 1. Ele acompanhou o voto do relator dos processos, ministro Alexandre de Moraes, para tornar réus os denunciados. Seguiram também o voto do relator, aceitando as acusações, os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Rosa Weber.
O único voto contrário foi o de André Mendonça, que rejeitou a denúncia contra 200 pessoas, mas votou pela aceitação contra outras 50. Mendonça não incluiu os acusados que foram presos um dia após o ocorrido, quando estavam acampados no Quartel-General do Exército.
5. Radar Corporativo
Depois do fechamento do mercados, saem os resultados de Caixa Seguridade (CXSE3), Direcional (DIRR3), Grupo SBF (SBFG3), Natura &Co (NTCO3), TIM Brasil (TIMS3), Totvs (TOTS3), entre outras.
Gol (GOLL4)
A Gol (GOLL4) informou um aumento de 12,5% na oferta total de voos (ASK) em abril. O total de assentos cresceu 18% e o número de decolagens evoluiu 17,8%. A demanda total (RPK) da Gol aumentou 13,6%.
Itaú (ITUB4)
O Itaú Unibanco (ITUB4) registrou lucro líquido gerencial de R$ 8,435 bilhões no primeiro trimestre de 2023. O resultado é 14,6% superior ao observado no mesmo intervalo de 2022, e em relação ao quarto trimestre do ano passado, representa um crescimento de 10%. O número foi em linha com o esperado pelo consenso Refinitiv, de R$ 8,42 bilhões.
Em relação ao mesmo período do ano passado, o banco observou um crescimento das margens e também das receitas com serviços e do resultado de seguros. Estes fatores ajudaram a compensar um aumento de 30% no custo de crédito, que chegou a R$ 9,088 bilhões, diante do cenário mais arriscado em especial no segmento de varejo, que atende a pessoas físicas e a empresas de menor porte.
BTG Pactual (BPAC11)
O BTG Pactual registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,263 bilhões no primeiro trimestre de 2023, o que representa um aumento de 10% frente ao mesmo intervalo de 2022 e uma alta de 28% se comparado ao quarto trimestre.
O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado caiu no primeiro trimestre para 20,9%, de 21,5% no mesmo trimestre de 2022 e subiu de 16,7% no quarto trimestre, quando o resultado foi afetado pelas provisões não recorrentes relacionadas a Americanas.
Vivara (VIVA3)
A Vivara (VIVA3), varejista do setor joalheiro, reportou lucro líquido de R$ 38,571 milhões no primeiro trimestre de 2023 (1T23), uma queda de 16% na comparação com igual período de 2022. Em termos ajustados, houve uma alta do lucro de 6% na mesma base comparativa, para R$ 48,658 milhões.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) foi para R$ 80,119 milhões, um avanço de 13%, enquanto em termos ajustados foi a R$ 58 milhões, alta anual de 13,3%. A margem Ebitda caiu 0,6 ponto percentual (p.p.), para 20,5%, enquanto a ajustada caiu 0,4 p.p., a 14,8%.
Fleury (FLRY3)
O Fleury (FLRY3) informou a ocorrência de um ataque cibernético em seu ambiente de tecnologia da informação na noite de ontem. A empresa firma que desde o momento inicial das indisponibilidades, a companhia acionou seus protocolos de segurança e controle com o objetivo de minimizar os eventuais impactos em suas operações, contando com o apoio de empresas especializadas e de referência nessa área de atuação.
(Com Estadão, Reuters e Agência Brasil)